segunda-feira, 13 de maio de 2013

Half Of My Heart - Capítulo 12 - Two Different Ways


Capítulo 12 - Two Different Ways

Jared é sem dúvida um bom amigo, ele faz-me sorrir e esquecer os males que têm acontecido na minha vida. Eu tento, mas não consigo sentir mais do amor irmão, sempre que os nossos lábios estavam mais perto do que o costume eu lembrava o sorriso do Justin, lembrava os lábios carnudos dele. Era como se cada vez que ele fizesse algo eu vi-a o Justin nele, ouvia o Justin, era como se a minha cabeça fosse invadida de pensamentos. Porque eu não consigo esquece-lo? Porque depois deste esforço todo eu continuo com ele nos meus pensamentos? Porque ele tem de continuar no meu coração desta forma? Afinal, ele é que fez a merda.
-Stella? - assustei-me com a proximidade de Jared e levei um pequeno susto. 
-Desculpa. - forcei um sorriso.
-Estás a chorar? - só depois me apercebi que estava uma lágrima a escorrer-me pelo rosto e limpei rapidamente.
-Estou bem. - ele desconfiou mas eu não queria dizer que a causa daquela lágrima era o Justin.
Durante estes tempos não soube mais nada sobre ele, cada vez que estava com a Tracy ela nunca me falava do Justin nem de como ele andava e mesmo quando estava com os meninos eles tentavam evitar o assunto, por mais que eu o quisesse esquecer a minha curiosidade continuava a pedir por algumas informações mas eu nem me atrevia a fazer pergunta que seja sobre ele. Tenho medo de falar sobre ele e alguém me diga que ele está feliz com outra rapariga. 
-Eu quero ir para casa, por favor. - pedi ao Jared.
-Claro, vamos. - ele pegou-me na mão e guiou-me até ao carro. Fomos em silêncio o caminho todo, tenho a certeza que ele sabia perfeitamente o que se passava comigo, era possível ver nos meus olhos. 
-Obrigada. - ele parou o carro sem ainda me olhar, ele não gostava do Justin devido ao que ele me fez. Quando ele olhou para mim e sorriu, abri a porta do carro e saí.
Entrei em casa e fui até ao meu quarto com pressa, mal entrei atirei-me para a cama e tapei a cara com uma almofada e gritei, eu queria livrar-me daquela dor interior que continuava a roer-me por dentro, eu voltei a cair, eu fraquejei de novo. Aguentei algum tempo sendo forte, mas foi como se já não desse para continuar a ser forte.
-Eu não acredito que continuas assim Stella. - olhei para trás e assustei-me a ver Tracy encostada à porta fechada a olhar-me. - Stella, tens de ser forte! Tens de ultrapassar isso. 
-Falas como se fosse fácil. Ser forte? Tracy, eu tenho sido este tempo todo, mas qualquer pessoa cansa! - já estava a gritar e ela ficou com o rosto um pouco assustado. - Eu não consigo esquece-lo! Eu estou a sofrer e ele provavelmente está com outra muito melhor que eu, já nem se deve recordar da minha existência. - fiz uma pausa e a minha voz já estava rouca de gritar, as lágrimas insistiam continuar e escorrer pela minha cara. - Eu… - ia a falar mas a vontade de vomitar voltou e fui a correr para a casa de banho. Abaixei-me à altura da sanita e a Tracy agarrou-me nos cabelos. Lavei a boca e a Tracy permanecia com uma cara preocupada.
-Stella à quanto tempo andas assim? - olhei-a sem perceber. - Eu sei bem que não tens andado bem. 
-Isto não deve ser nada… - falei regressando para o quarto mas ela continuou atrás de mim. 
-Não me convences com essa conversa Stella. Quando começaram os vómitos?
-Tracy eu…
-Stella tu podes estar… 
-Não! - falei alto e já podia ver que ela estava a começar a irritar-se. Respirei fundo e decidi responder, não iria esconder isso por muito mais tempo. - Quando vinha no avião… foi a primeira vez que vomitei. 
-Eu vou à farmácia. - fiquei com medo, e era exatamente o que a minha expressão demonstrava.
-Não Tracy… por favor. - pedi com a voz fraca.
-Stella, e se estiveres grávida? Vais continuar a mentalizar-te que não estás e depois a tua barriga começa a crescer? É isso? - era sempre ela que me abria os olhos, eu agia como uma criança e ela acordava-me para a realidade, deixei cair algumas lágrimas e ela passou o polegar pelo meu rosto as limpando. - Eu já volto. - sentei-me na cama e esperei que ela chegasse, durante esse tempo várias perguntas iam-me passando pela cabeça.
E se eu estivesse mesmo grávida? Eu não me sinto preparada para criar um filho, sou muito nova! Tudo bem que estou quase prontinha para arranjar um emprego mas não me sento responsável  o suficiente para criar uma criança. E a verdade era que essa criança seria do Justin, como iria contar-lhe? Talvez até fosse melhor nem contar. Afinal, ele não precisa de saber, ele já tem uma vida nova não vou chegar ao pé dele e dizer que tenho um filho dele, isso era priva-lo de uma vida livre e…
-Stella cheguei. - senti-me nervosa só de ver a Tracy entrar com aquela caixinha na mão no meu quarto. Ela sentou-se ao meu lado e eu estava a tremer. 
-Tracy, e se eu estiver grávida? Eu não posso contar ao Justin, e eu não tenho responsabilidade suficiente para criar um filho! - eu estava desesperada mas ela agarrou-me nas mãos cuidadosamente.
-Não desesperes. Vais entrar ali e descobrir a resposta, o que irás fazer depois decides depois. - ela sorriu para me reconfortar e passou a caixinha para as minhas mãos.

POV Justin 
Abri a minha porta com brutalidade e atirei aquela vadia para cima da cama. Não me importava se fui agressivo nem se a magoei. Continuei a beijar o seu pescoço e desci os beijos, por muito que eu tentasse o meu corpo não reagia, mesmo colado a um bom corpo como aquele eu não conseguia sentir nem um pouco de excitação. Cada vez que fazia aquela vadia soltar um pequeno gemido era como se dentro da minha cabeça ouvi-se a Stella, cada vez que beijava aqueles lábios vinham imagens da Stella à minha cabeça, sempre que ela se mexia eu desejava que fosse Stella ali comigo. Por mais que eu quisesse esquecer a minha cabeça não deixava, os pensamentos estavam a deixar-me louco. Ouvia as risadas dela e vários momentos vinham à minha cabeça.

Stella… eu… eu amo-te… 
-Também te amo, Justin. 

-Ele disse que me amava e… beijámo-nos. Nem imaginas o que senti, era como se o meu coração fosse explodir naquele momento, às vezes penso se até dá para ouvi-lo.
-É bom saber que não fui o único que sentiu isso. 

-Justin, o meu sonho mais importante já se realizou à algum tempo.
-Qual?
-Tu. 

Estúpidos pensamentos! Eu não estava a querer fuder, eu estava a querer descontar a raiva que tinha de mim. Ninguém tinha a culpa de tudo ter acontecido sem ser eu. Será que não havia mesmo maneira de a ter de volta? Porque eu não tentei? Porque eu a deixei escapar? Queria poder ver aquele rostinho de perto, queria poder senti-la, eu queria tocar na sua pele macia e cheirar os seus cabelos perfumados.
-Nem um pouquinho excitado Justin? - ela bufou irritada. Porra mas eu não consigo concentrar-me, que merda se passa comigo?
-Sai daqui! - gritei nervoso e ela vestiu as peças de roupa com pressa saindo dali irritada. 
Passei as mãos pelo cabelo que estava suado e atirei com tudo o que me aparecia à frente para o chão. Fiz uma barulheira infernal, quem estivesse ali pensaria que eu estava a enlouquecer, e na verdade eu estava mesmo. 

POV Stella
Estava a chorar como nunca antes. O que vou fazer agora? Eu não posso… eu não consigo…
-Stella não fiques assim. - Tracy abraçou-me, mas por mais que me dissessem que ia ficar tudo bem eu sei bem que não ia, como iria ficar tudo bem? Eu tenho um filho. Esse filho é do Justin. Eu e o Justin já não estamos juntos. Eu não posso contar ao Justin. Não sou responsável para criar uma criança sozinha. Essa criança não pode pensar que não tem um pai. Só me digam, como iria ficar tudo bem?
-Como posso não ficar assim? Eu estou grávida! E para além disso o filho é do Justin! DO JUSTIN. - falei alto com a cara inchada de tanto chorar.
-Stella se continuares a pensar assim não vai dar certo. Tens de ficar calma e eu vou estar aqui para te ajudar. - ela tentou me acalmar mas nada ia conseguir acalmar-me naquele momento. - Tu precisas de contar-lhe. 
-O que? - olhei para ela assustada com a ideia.
-Stella não queres criar um filho a dizer-lhe que não tem pai, ou é isso que vais fazer? - a ideia de contar ao Justin não me agradava, mas a de criar um filho e dizer-lhe que não tem pai é muito pior. Eu apenas precisava de tempo para pensar, ainda nem me habituei à ideia que estou grávida.
-Eu preciso de pensar. - levantei-me e andei de um lado para o outro passando as mãos pela cabeça. O telemóvel da Tracy começou a tocar e ela pegou nela e hesitou mas depois atendeu ali mesmo.
-Sim?
(…)
-A sério?
(…)
-Claro que vamos! - ela falou alegre dando um pulo na cama e olhou para mim que estava curiosa.
(…)
-Tá, beijos. - quando desligou ela veio até mim toda feliz.
-O que se passa? 
-Amanhã o Ryan faz anos. - arqueei a sobrancelha, a razão da felicidade só podia ser festa. - E nós vamos à festa! - eu não disse?
-Nós? - cruzei os braços, ela esquece-se que eu não quero ver o Justin, já não o vejo à semanas, talvez meses e ela quer que eu vá a uma festa onde ele vai estar.
-Sim, achas que te vou deixar aqui trancada no quarto a chorar? Qualquer dia a tua cara fica tão inchada que explode. - ela riu e eu atirei com uma almofada para cima dela não contendo o riso, só ela para me fazer rir nestes momentos.
-Tracy… e o Justin? Eu não consigo. Eu passei muito tempo sem ele, agora não vou simplesmente aparecer lá e dar de caras com ele.
-Ah qual é Stella? Vais mesmo chegar a esse ponto? O Ryan é teu amigo ele merece a tua presença na festa dela, se não queres ter de enfrentar o Justin é simples, não enfrentes. - e mais uma vez ela estava certa, isso de ela me chamar sempre para a realidade enerva um bocado, sem ela eu iria fazer tudo errado e parar de viver. Quer dizer, é o que me vem à cabeça quando penso bem nestes assuntos.
-Vamos comprar vestidos, porque daqui a um tempo vais ficar gorda e não irás poder vestir coisas lindas para magras. - brincou com a situação e eu ri-me pelo nariz, por acaso é mesmo verdade. Mesmo assim eu ainda não me sentia à vontade com aquele assunto.
Sempre gostei de festas e porque não gostaria desta? Não é o Justin que vai fazer-me ficar mal naquela festa. Por um lado tenho medo de vê-lo, tenho medo de o ver de mãos dadas com outra, de ver ele a beijá-la e faze-la sorrir da maneira que me fazia a mim, mas por outro, as saudades apertam, afinal eu sempre as senti. Eu continuo com a dor cá dentro, ainda não consegui juntar todos os pedacinhos do meu coração, mas um ou outro já se juntaram, é como se com o tempo ele se fosse concertando. E se ao vê-lo aqueles pedacinhos que já estão concertados voltassem a cair e juntar-se aos outros? Não é altura de pensar isso, ainda posso mudar de ideia e acabar por não ir.

-Amo este aqui! - assustei-me com o gritinho da Tracy.
-Pega nele e leva. - falei obvia e peguei num que também gostei muito.
-Ai o teu é mais lindo. - ela meteu a mão na boca quando lhe mostrei e eu ri, meu deus ela é mesmo tolinha.
-Não sejas parva, o teu é lindo. - dirigi-me aos provadores e vesti o vestido achei que ficou lindo, aquele vestido era sem dúvida perfeito. Quando olhei para a Tracy ela também estava linda. Acho que estávamos prontas para esta festa.
Durante o caminho discutimos sobre vestidos e coisas de mulher, aqueles assusntos chatos. Entrei no quarto e mentalizei-me para aquela festa, era necessário eu preparar-me mentalmente para qualquer coisa que pudesse acontecer. Começámo-nos a vestir e depois ficamos uma ao lado da outra em frente ao espelho a maquilhar-nos. Não abusei na maquilhagem mas usei o suficiente para esconder aquela cara de enterro e de choro. Passei eyeliner nos olhos e isso bastou, eles ficaram bonitos e simples, meti gloss e fiquei pronta a observar a Tracy a acabar a maquilhagem dela.
-O Ryan é um gato. - ela falou com uma cara engraçada e eu ri-me concordando.
-E olha que o Chaz… - desta vez dei a minha opinião e ela até achou estranho mas sorriu.
-Estou pronta, vamos! - pegámos ambas nas nossas malas e a Tracy foi a conduzir até à casa do Ryan. - Pronta? - ela olhou séria para mim e eu respirei fundo, confirmando logo de seguida. Ela sorriu como conforto e saímos do carro, quando nos começamos a aproximar os olhares foram desviados para nós, senti-me um pouco envergonhada e senti as minhas bochechas aquecerem. Vi Jake e Chaz saírem pelas portas principais da casa e sorriram mal nos viram.
-Pensei que não vinhas. - o Jake falou referindo-se a mim, cumpimentou-me e depois beijou a Tracy. - Olá amor.
-Estão lindas. - Chaz falou.
-Obrigada, também não ficas nada atrás. - falei risonha e ele pegou-me na mão.
-Permita-me que a leve ao rei da festa. - ele e a sua maneira engraçada, sorri com aquilo e entrámos na casa, notava-se a diferença do som, já se ouvia da parte de fora da casa, então quando se entra acho que é impossível de ouvir tudo o resto.
Senti-me um pouco perdida porque eram muita gente e eu continuava agarrada ao Chaz que me puxava para eu não me perder. Quando vi o Chris comecei a sentir borboletas na barriga, pois muito provavelmente o Justin estaria ali.
-Meus putos, as damas chegaram. - assim que o Chaz falou chegámos perto de Chris, Ryan e … Justin. Fiquei parada, o meu corpo gelou e era como se eu não conseguisse dizer nada nem me mexer, parecia ter perdido os sentidos. O meu coração apertou e os nossos olhares pararam um no outro, ele também não reagiu, ele não falou, não mexeu e não expressou qualquer sentimento.
-Pensava que não vinhas Stella. - desviei o olhar de Justin que fez o mesmo dando um gole na bebida.
-Parabéns Ryan. - abracei-o. - não ia faltar, obviamente. - tentei não olhar para o Justin, mas sentia os olhos dele parados em mim.
-Stella, estás linda. - o Chris lançou uns olhares nada discretos para as minhas pernas e eu ri-me.
-Olha quem fala. - troquei um olhar com o Justin mas foi rápido pois a Tracy apareceu mais o Jake.
Estava a ser completamente estranho e constrangedor, eu senti-me mal ali. Não por causa dos meninos, é que estar ali tão perto do Justin é estranho, a maneira como ele me olhava e os olhares que trocava-mos eram tão estranhos, tão diferentes. Senti a Tracy a tocar-me no braço e afastou-nos um pouco do grupo.
-Stella estás a dar demais nas vistas. - encarei-a sem perceber. - Acorda menina, para de olhar o Justin daquela maneira, diverte-te. - baixei o olhar, ela não imagina o quanto é difícil estar na minha situação. - Vamos dançar.
-Tracy, isto não está a…
-Não não não. - ela interrompeu-me. - Não comeces. Tu vieste, e se vieste é para te divertires. - revirei os olhos e começou a dar Play Hard do David Guetta.
Eu e a Tracy trocámos olhares e sorrimos, começamos a dançar como se fosse a última festa das nossas vidas, eu sem dúvida amo esta música e até me esqueci que tinha gente à minha volta subi as mãos pelo meu corpo até ao meu cabelo e abanei a cabeça, a Tracy ria-se e dançava que nem uma louca. Ela tinha razão, a noite mal tinha começado.

Hey, said us hustler's work is never through
We makin' it 'cause we make it move
The only thing we know how to do
Said it's the only thing we know how to do

Nesta altura era a pura da loucura, não éramos só nós a dançar, toda a gente dançava olhei para os lados e não vi o Justin, procurei um tempo mas desisti. Pensei logo que já devia estar num quarto qualquer com uma vadia. Eu estava aqui para me divertir e não para pensar se o Justin estava ou não a comer uma vadia. Olhei para um sofá daquela sala enorme e imaginem só o que vi? O Justin todo enrolado com uma vadia qualquer aos beijos, nojentos. Até pensei que se fossem engolir da maneira como se beijavam, pelo menos ela parecia que não via um homem à anos, desesperada. Ele também não estava melhor, pensei que se fossem comer ali mas vi ele a levantar-se e levá-la até ao quarto. Não posso esconder que não fiquei mal ao ver aquilo, que não senti ciúmes e que, principalmente, não senti nada. Aquilo doeu, mas então… se ele podia eu não podia? Bem que eu podia ir agora com um gajo bom qualquer para a cama, mas não sou vadia o suficiente para isso. Olhei pela janela e vi várias pessoas a correr para a piscina vestidas e atirarem-se. Ainda nem estávamos no início da festa e já estavam todos loucos ao ponto de mergulharem na piscina vestidos. Lancei um olhar de desafio à Stella e ela pareceu chocada.
-Que foi?
-Ainda à pouco quase me pedias para ir para casa, e agora até para a piscina queres ir? - ela riu.
-Estou apenas a viver a minha vida. - puxei-a pela mão e ela riu. Corremos e caímos ambas na piscina, estavam todos a atirar água uns aos outros e quando eu batalhava com a Tracy senti alguém puxar-me as pernas por baixo de água, quando voltei a cima assustada vi Ryan com a sua cara de perverso.
-Seu louco, eu vou dar cabo de ti. - atirei-le com água enquanto ele tentava se esconder e ria.
-Eu não vi nada, juro! - cruzei os braços e olhei para o meu vestido que com a água vinha todo para cima, rapidamente tentei baixá-lo mas eram tentativas frustradas, ele ria-se da minha cara e eu ficava cada vez mais enervada. 
-Ai Ryan, que chato.
-Stella… - quando a Tracy me chamou olhei rapidamente para ela mas o meu olhar desviou-se para a área fora da piscina. Justin vida de mãos dadas com a tal vadia, todo sorridente. Era isso, era isso que eu falava que tinha medo de ver. Foi mais forte do que eu, uma lágrima escorreu passando despercebida, pois tinha a cara toda molhada. Desviei o olhar rapidamente e pensei no fazer… ou eu saía dali o mais rápido possível para não sofrer com a situação, que não ia ajudar pois ia ficar em casa a pensar no assunto, ou eu ficava sem me mostrar afetada a celebrar o aniversário de Ryan, ele nem tem a culpa de nada disso. Como amiga de Ryan vou ficar, não como a ex-namorada de Justin Bieber, que preferia ir embora e não ter de presenciar aquilo. Eu sou bem mais forte do que isso, eu vou ficar e vou  ficar muito feliz, não preciso daquele idiota para nada. 
-Stella, está tudo…
-Estou ótima Tracy, porque essa pergunta? - interrompi falando sorridente e olhei para o Ryan que parecia preocupado. - Estás a olhar-me assim porque?
-Porque… - pensei que ele fosse falar no Justin mas ele preferiu nem dizer nada. - nada. Sabem, a festa mal começou. A seguir vamos jogar um jogo. - fiquei curiosa.
-Que jogo?
-Escondidas. - gargalhei e ele sorriu. - Não estou a brincar, acredita em mim, vais amar.
-Ryan não podias ser mais infantil não? - ele ficou sério. - Estou a brincar, parece-me bem, até porque a casa é grande.
-Bem bipolar tu. - rimos e quando procurei pela Tracy ela e o Jake estavam quase a comer-se vivos numa espreguiçadeira.
-Hey, meninos aí! - gritei, o meu objetivo era envergonha-los. - Há um quarto lá em cima. - comecei a gargalhar e o Ryan fez o mesmo, quando a Tracy reparou no que eu disse e que várias pessoas olhavam para eles ela levantou-se e aproximou-se da piscina.
-Eu vou matar-te menina. - ela lançou-me um olhar de ódio e eu não controlei uma risada.
-Aqueles os dois também precisavam de um. - alguém disse e olhei para… o Justin com a tal. O ódio correu-me pelas veias e o meu coração apertou. Eu era capaz de chegar lá e matar aquela vaca com os meus saltos e depois, claro, matava o Justin logo a seguir.
Eles também viram que estavam todos a olhar para eles e levantaram-se envergonhados, o Justin trocou um olhar comigo mas eu evitei olhar para ele e olhei para o Ryan.
-Quando vamos jogar? - tentei não me mostrar nada afetada com o que acabara de acontecer.
-Agora mesmo. - ele mostrou um sorriso lindo e saiu da piscina, deixando-me sozinha.
Quando voltei a olhar para o Justin ele estava todo feliz a falar com a namoradinha. Sinto-me tão inútil, tão usada.

O que acharam? As coisas estão a mudar não é? A vida dá voltas e voltas, e nem sempre as coisas voltam para o sítio certo. Espero que estejam a gostar e que continuem a acompanhar esta fic. Beijos
-Rafa

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