Capítulo 10 - Broken Heart
Preparadas para tragédia? Boa leitura!
POV Justin
Já estávamos a sair da tenda e a Stella foi à minha frente, quando saímos senti ela a ser empurrada contra mim, quando olhei confuso vi que… ESTÃO A GOZAR COM A MINHA CARA, NÃO?
-Peço imensa desculpa! - tentei acalmar-me para não bater naquele gajo.
-Não tem problema, não te preocupes. - o sorriso na cara dela deixou-me irritado. Tentei não mostrar a minha raiva nem olhar para aquele cara de pau.
-É aqui e no avião, que cabeça. - que merdas, está pior do que as miúdas. Ela soltou um riso pelo nariz e olhou para mim que desviei o olhar fingindo que estava a arrumar qualquer coisa, voltei a entrar dentro da tenda a fingir que ia meter alguma coisa lá dentro e ouvi a conversa deles.
-Sou o Jared. - ninguém quer saber o teu nome, cabrão de merda. O meu esforço para não ir lá e atirar-me ao gajo era sem dúvida enorme.
-Sou a Stella. - eles pararam de falar por um tempo e pensei que ele tivesse ido embora, mas quando ia embora ela falou. - Onde é a tua tenda? - ele sorriu e eu passei a mão pelo cabelo nervoso.
-Aquela ali. - ele apontou para uma tenda perto.
-Não sabia que também vinhas. - aquela maneira de falar tão normal enervou-me ainda mais, parece que só no avião se tinham conhecido muito bem. Saí da tenda aproximando-me da Stella.
-Deves ser… - ele falou calmamente mas eu interrompi.
-O namorado dela. - dei a mão à Stella e encarei-o com ódio, ele ficou sério mas depois olhou para a Stella e deu um último sorriso. Ela olhou para mim sem demonstrar emoções.
-É o Justin. - ela falou e eu respirei fundo e ele estendeu a mão, mas eu não reagi. Ao responder desta maneira a Stella apertou-me a mão como sinal e eu estendi a mão, mas juro que foi só por causa dela.
-Jared. - ele falou normalmente.
-Bom Jared volta para os teus amigos e namorada, porque nós temos de ir. - falei ainda com a raiva bem nos olhos, dava perfeitamente para reparar.
-Não pretendia ficar aqui por muito mais tempo.. - ele falou de uma maneira mais fria.
-Nem irias querer. - ele fez-me um olhar seco e sorriu para a Stella que correspondeu, e depois foi-se embora.
-Justin! - ela meteu-se à minha frente séria.
-Que foi? - respondi seco e ela cruzou os braços como se espera-se uma resposta. - Oh ótimo, o menino do avião por coincidência também cá veio né? Que bom. - falei enervado. E não eram ciúmes, eu só cuido bem do que é meu.
-Qual é o teu problema, Justin?! - ela respondeu já chateada também.
-Eu não tenho problema nenhum! - tentei falar calmamente e ela entrou na tenda irritada, eu segui-a e ela parecia mexer nalgumas coisas.
-Não acredito que ficas-te com ciúmes só por eu ter falado com o Jared. - ouvir o nome daquele anormal tirava-me do sério.
-"É aqui e no avião, que cabeça." parece aquelas rapariguinhas vadias. - reparei que ela riu baixinho com aquilo e foi impossível eu não sorrir. Fogo, não é momento para sorrir, mantém-te sério Justin. - aposto que ele é gay, assim nem preciso de me preocupar. - desta vez ela gargalhou e eu ri-me. Ela caiu para trás ficando com a cabeça no meu colo e olhou atenta para mim, com se estivesse a observar todos os pormenores.
-Juras que não ficas ciumento por causa dele? - revirei os olhos e ela sorriu tocando com o seu dedo na ponta do meu nariz rapidamente. - Vá lá Justin, tu sabes bem que eu não quero nada com ninguém sem seres tu, mas também não me podes proibir de ter amigos.
-Então se eu for amigo daquela loira, também não te importas… não é? - o rosto dela fechou no momento, ficou séria e eu ri-me.
-Isso não tem piada. - ela levantou-se e agarrei-a por trás posando o eu queixo no ombro dela.
-Amor, tu sabes perfeitamente que eu estava a brincar. - ela continuou parada. - pronto, isso que sentes em relação à loira eu sinto em relação àquele maricas. - ela olhou-me de lado e eu ri-me.
-É justo. - ela falou se virando para mim e deu-me um beijo demorado. - O que vamos fazer hoje?
-Não te digo. - ela olhou para mim sem perceber. - É surpresa. - ela sorriu pelo canto da boca e saímos da tenda.
POV Stella
Pouco tempo depois de irmos comer qualquer coisa fomos ter com o grupo, eu já começava a dar-me tão bem com eles todos que parecia que já os conhecia à anos, dou-me bem, quero dizer, maravilhosamente com a Brenda, a Angie e a Margot, mas como Margot está quase sempre com o namorado eu estou mais com a Brenda e com a Angie. Ainda não sabia como iria ser o dia, o Justin insistia em não me contar e isso metia-me cada vez mais curiosa. Quando chegou a altura fomos a mais um concerto e desta vez eram os Swedish House Mafia a atuar! Sim, eles mesmo, fiquei tão feliz, eu adoro as músicas e não pensei que eles viesse cá este ano. De vez em quando aquela loirinha vadia passava por mim e pelo Justin e lançava olhares, nem eu consegui perceber o que significavam, mas estava pouco me cagando para isso, sempre que ela olhava para mim eu olhava-lhe com ódio.
-Justin! - toquei-lhe no braço e ele olhou para mim. - Era por isto que não me querias contar?
-Não só. - ele piscou-me o olho e eu ri-me curiosa e ele abraçou-me por trás e senti o seu queixo no meu ombro, olhei para ele e dei-lhe um beijo rápido.
-Juro que se aquela loira se aproximar outra vez de ti eu arranco-lhe os cabelos. Não pensando em que mais posso fazer. - estava com a raiva nos olhos e ele riu-se, senti a sua respiração dele no meu ouvido e estremeci.
-Nem precisas mesmo. - sorri.
No fim daquele concerto fomos à feira comer alguma coisa e voltamos para perto do palco, depois me lembrei da possibilidade de hoje ser só concertos. De vários grupos ou DJ's famosos, e isso era muito fixe. Enquanto esperávamos eu tentava pressionar o Justin a dizer-me, mas ele é persistente e não disse nada, de qualquer maneira iria descobrindo à medida que o dia ia passando. Mais tarde apareceu o David Guetta, eu ia enlouquecendo, por momentos pensei que fosse ficar sem voz de tanto cantar e gritar. Ainda depois do David Guetta, Avicci também atuou. Será que era de propósito que os meus favoritos estavam a tocar todos hoje?! Nossa senhora! Já no fim do dia eu fui ter com as meninas à tenda delas e os meninos ficaram fora a fazer sabe-se lá o que. Na verdade nem me importei, as nossas conversas eram de chorar a rir, falávamos das coisas mais absurdas possíveis.
-Sabem o que era mesmo bom? Casar aqui. - a Margot falou e nós rimos.
-Vai sonhando louca. - a Angie disse enquanto ria.
-Sabem que amanhã é a festa de despedida, certo? - a Brenda perguntou e confirmamos todas.
-Mas é para ir embora a que horas? - perguntei, espero que seja tarde, não quero nada voltar para casa, isto está a ser um sonho.
-Fim da tarde, penso. - a Brenda falou e senti umas mãos na minha cintura a agarrar-me por trás.
-Posso roubar a minha namorada de vocês? - eu ri-me ficando um pouco corada e elas riram-se.
-Claro, toda sua. - a Angie falou e as outras riram, saí da tenda e fomos até à nossa.
-Passa-se alguma coisa? - perguntei, pensando que podia passar-se alguma coisa.
-Não, só quero estar com a minha namorada. - ele piscou o olho e percebi as ideias dele, ele fechou o fecho da tenda e eu sorri com malícia.
Ele deitou-me lentamente e ficou por cima de mim, me beijando calmamente, passando a língua pela minha boca, fazendo-me ficar ofegante com aquele beijo. Era um beijo com desejo, com sorrisos pelo meio, com amor. Ele desceu as suas mãos lentamente até à minha barriga passando por baixo da minha camisa, ri-me baixinho com as cócegas. Ele tirou-a calmamente sem parar o beijo e fiquei de sutien. Rodei, fazendo-me ficar em cima dele, ele sorriu parecendo gostar dos meus movimentos. Devem estar a pensar "há assim tanto espaço na tenda?", sim por acaso há, a tenda é grande o suficiente. Despenteei o seu cabelo e ele continuava a agarrar na minha cintura, comecei a perder noção de tudo, comecei a ficar descontrolada, como sempre fico com ele. Puxei-lhe a camisola para cima lentamente e ele tirou-a de vez, aproveitando para me virar, ficando em cima de mim de novo, as minhas pernas estavam no meio das dele e ele beijou-me o pescoço fazendo-me já soltar suspiros altos. Ele desceu os beijos e tirou os meus calções com certo desespero, ri-me e ele olhou para mim com um sorriso. Entretanto ele já estava sem calças e já estávamos ambos loucos, o desejo por mais já era insuportável.
POV Justin
É inexplicável como esta rapariga mexe comigo, fico completamente fora de mim. A maneira como ela se movimenta em cima de mim, a maneira como ela é cuidadosa e carinhosa, aquela meiguice só dela. A pele macia dela, o toque dela… TUDO dela é especial.
Caí ao lado dela e pude reparar que ela estava com a respiração pesada e ofegante, ela encolheu-se nos meus braços e pousou a cabeça no meu peito. E eu? Tenho de admitir que ela também me cansa, e muito mesmo, estava exausto. Observei o rosto calmo dela, com os olhos fechados, provavelmente já tinha adormecido. A sua respiração acalmou e o seu peito descia e subia lentamente, tão calma a minha pequena.
Lembrei-me que amanhã é o último dia cá, vamos embora às 5 horas da tarde mais ou menos, o voo é às 6 horas. Depois de almoço iria haver a grande festa, os últimos concertos.
-Bom dia preguiçoso. - abri um pouco os olhos tendo a visão da Stella sentada encostada a mim com aquele sorriso.
-Bom dia princesa. - esfreguei os olhos.
-Trouxe-te o pequeno almoço! - ela falou alegre puxando um tabuleiro com sumo de laranja e torradas.
-Já comeste? - peguei no tabuleiro sentando-me.
-Sim, lá no café… e trouxe-te isto.
-Obrigado. - dei-lhe um beijinho rápido e comecei a comer.
-Justin eu não quero ir embora hoje. - falou com voz de choro e eu ri pelo nariz enquanto bebia o sumo, não tarda muito entornava aquilo tudo.
-Mas vamos ter de ir. - ela fez beicinho.
Acabei de comer e vesti-me, ela esteve à minha espera enquanto mexia no telemóvel. Estava a deixar-me curioso, ela estava a escrever mensagens sem parar e ria de vez em quando. Provavelmente era a Tracy.
-Já estou pronto. - falei e ela levantou os olhos do telemóvel e sorriu.
-Vamos, então! - ela guardou o telemóvel na mala e saiu da tenda puxando-me.- A Tracy diz contou-me montes de novidades. - falou sorridente.
-Sério?
-Sim, eu também lhe contei algumas coisas sobre isto aqui. Ela e o Jake já estão juntos, também era estranho se continuassem com aquela relação de antes.
-São os dois estranhos, é normal que o seu relacionamento seja estranho. - rimos e fomos até perto do palco, já que era o último espetáculo cá, a Stella convenceu-me a irmos para lá cedo para ficarmos mais à frente.
POV Stella
Já eram 3horas e o concerto ia a meio, acho eu. Estava a ser demais! Estava a aproveitar cada segundo, pois daqui a 2 horas vou embora, e sabe-se lá quando voltarei. Estava com o Justin e com o grupo que conhecemos lá no tomorrowland, eu não sei mesmo como me iria separar deles, pois eles são do Canadá e eu de Califórnia. Pode ser que um dia nos voltemos a encontrar, talvez até vá ao Canadá de propósito. Estava a saltar completamente louca e a cantar, quero dizer, gritar. Mais no fim do concerto as pessoas começaram a ir buscar bebidas e conversavam lá perto do palco, estavam todos reunidos porque continuava a vir música de lá, estava a beber um sumo e a olhar atenta para o palco enquanto as meninas conversavam, nem sabia onde os outros estavam, provavelmente na conversa perto das bancadas onde vendem as bebidas. Quando olhei para os lados não vi o Justin, nem mais ninguém conhecido. Comecei a entrar em pânico e a andar entre a multidão com pressa. Boa, acabei de me perder mais ainda, procurei entre a multidão e já nem sabia como iria sair dali do meio. De tanto correr desesperada o meu pé deu um mau jeito, acho que acabou de se torcer. Merda. A dor era tanta que eu não consegui controlar as lágrimas que desciam pelo meu rosto, estava a tentar andar para sair dali mas cada passo que eu dava era como se espetassem uma faca no meu pé. Como o meu pé estava sensível ainda dei uns maus jeitos mais umas quantas vezes para variar, pensei que fosse desmaiar com a dor. Finalmente vi o número de pessoas diminuir e saí da multidão, tentei correr até à enfermaria, havia uma perto dos cafés lá em cima. Quando pensei pela minha tenda ouvi barulhos de lá de dentro e assustei-me um bocado, aproximei-me lentamente e abri o fecho calmamente.
Era como se o meu coração tivesse parado, como se tivesse partido todo aos pedacinhos, como se me tivessem apunhalado, era uma dor inexplicável. Aquela vadia loira deparou-se com a minha presença e deu um sorriso cínico, como se tivesse conseguido tudo aquilo que sempre quis, e sim, conseguiu. O Justin, que estava em cima dela a beijar o seu pescoço, olhou para trás e quando olhou para mim reparei na sua cara que neste momento já só me metia nojo, o cabelo estava despenteado e tinha batom no pescoço, não faço ideia se estava bêbedo ou não, mas isso não me interessa. Afastei-me dali a correr e ainda pude ouvi-lo a chamar-me aos gritos. Não dá para explicar o que senti, era como se tivessem arrancado o meu coração, as lágrimas eram o dobro das que escorriam pelo meu rosto e já nem sentia o pé, a dor que senti ao ver aquilo era muito superior. Com toda a atrapalhação e com aquela dor no coração até me esqueci do pé e caí no chão sem força, ficando de joelhos. Senti o Justin a tocar-me no braço mas afastei-o de mim.
-Stella, por favor tens de me ouvir. - ele falou já com o arrependimento estampado nos olhos.
-Não me toques. - falei baixo mas com raiva.
-Eu estava com… - ela ia a falar mas eu interrompi com um grito.
-Vai-te embora! Deixa-me em paz! - ele assustou-se com o meu grito e levantou-se, levantei-me a seguir e sem olhar para ele caminhei a coxear até à enfermaria.
Entrei lá e fui atendida, era difícil não deixar escorrer algumas lágrimas enquanto a enfermeira me ligava o pé, mas não era a dor no pé, era a dor no coração. Saí dali ainda a coxear e vi as meninas a vir em minha direção.
-Stella! - a Angie falou com cara de pena e se aproximou de mim, dando-me um abraço apertado. É bom sentir pelo menos aquele reconforto de uma amiga, a dor que permanecia dentro de mim era sem dúvida a pior que já senti. Provavelmente elas já sabem do que aconteceu.
-Eu quero ir embora. - falei desesperada.
-Calma Stelly, estás a agir por desespero. - a Margot tentou me acalmar.
-Ele traiu-me… como ele pode fazer isso?- desabei ali novamente, com as lágrimas a escorrer novamente pelo meu rosto inchado e a Brenda pegou nas minhas mãos ficando à minha frente. -E agora? - falei baixo ainda de olhos fechados e senti ela a limpar-me as lágrimas.
-Agora tens de ser forte.
Passei mais uns minutos com elas, elas tentavam acalmar-me mas não resultava. Eu soluçava alto e acho que já haviam pessoas a olhar-me assustadas. Quando estava perto da hora de ir embora pensei que iria ter de ir arrumar as minhas coisas e voltar com o Justin para casa. Neste momento ele está em frente à tenda com os cotovelos apoiados nas pernas e as mãos na cara. Dirigi-me à tenda e ele olhou para mim, não posso negar que a minha cara estava um desastre, limpei as lágrimas antes de me aproximar mas isso não negava que eu estive a chorar, acho que todas aquelas lágrimas davam para fazer um oceano. Passei por ele sem o olhar e comecei a arrumar as coisas, tinha o choro preso na garganta, mas não iria chorar, não mais. Senti a presença dele atrás de mim mas ignorei.
-Por favor, tens de me ouvir. - ele falou com a voz fraca.
-Eu não quero ouvir nem mais uma palavra tua. - falei baixo a tentar controlar o choro enquanto arrumava as últimas roupas.
-Stella foi um erro, eu estava a beber com os outros e ela… - não dei tempo de ele terminar.
-Justin, por favor… - olhei para ele e pude ver os olhos dele um pouco vermelhos… ele esteve a chorar?
Ele deixou-se ficar calado e eu virei-me para a mala, fechando-a e arrastando-a para fora da tenda. Fiquei sentada no chão ao pé das malas e um pouco depois o Justin tirou a dele também e começou a desmontar a tenda, foi rápido. Levantei-me e dirigi-me ao grupo, iria pelo menos despedir-me deles, queria manter o contato mesmo sendo de países diferentes, eles são fantásticos. Quando estava a voltar para a tenda com as lágrimas nos olhos o Justin já lá estava a arrumar mais algumas coisas, estava a limpar as lágrimas e fui contra alguém.
-Stella. - olhei para ele e forcei um sorriso. - estás bem?
-Ah Jared, está tudo bem. - ele parecia preocupado.
-Tens a certeza?
-Sim, é só… - pensei no que ia dizer. - Vou ter saudades disto aqui.
-É, também eu. - ele sorriu. - vens de?
-Califórnia.
-Também sou de lá. - eu sorri, e era sincero. - ah olha… - ele passou a mão pelo cabelo nervoso. - dás-me o teu número? Não me parece bem perder contato contigo. - ri pelo nariz e dei-lhe o número, afinal ele parece tão bom rapaz. Só me encontrei com ele 3 vezes mas ele sempre me pareceu um bom rapaz e um bom amigo.
-Falamos depois, tenho de ir. - olhei para o Justin que me olhava e desviou o olhar. Baixei o olhar por uns segundos mas voltei a olhar para o Jared que continuava com aquele rosto meigo.
-Faz boa viagem. - eu sorri e afastei-me.
-O voo 316 vai partir dentro de 30 minutos, todos os passageiros devem dirigir-se ao avião.
Estar naquela sala de espera ao lado do Justin estava a deixar-me pior do que o que eu já estava. Eu tinha vontade de chorar, a dor ainda permanecia dentro de mim, mas eu não podia chorar, não ao pé dele.
-Somos nós. - ele falou enquanto se levantava e eu fiz o mesmo sem olhar para ele, eu não conseguia olha-lo nos olhos.
Apanhamos um autocarro até ao avião e depois embarcamos, sentei-me ao pé dele mas fiquei à janela. Meti os fones e fechei os olhos, não queria pensar em mais nada, queria ver-me livre daquela dor, como se fosse possível.
Ficar uma viagem ao lado dele aquele tempo todo, ter de senti-lo ali e lembrar do que ele fez era um pesadelo. Só quero voltar para cara e trancar-me no meu quarto dias e dias e quando saísse nada daquilo teria acontecido. Sem me aperceber uma lágrima escorria pelo meu rosto, abri os olhos e limpei-a, quando olhei para o lado o Justin encarava-me com aqueles olhos, que mostravam a sua dor também. Na verdade, como ele pode estar com dor se foi ele que me traiu? Ele não pode estar a sentir mais dor que eu, é impossível. Senti-me enjoada de repente e a primeira coisa que pensei era em ir à casa de banho. Levantei-me com pressa e em passo rápido fui até à casa de banho, fechei a porta com força e deitei tudo para fora. Parei para respirar com as lágrimas nos olhos e lavei a minha cara. Porque estava isto tudo a acontecer comigo? Saí da casa de banho e deparei-me com o Justin a vir na minha direção.
-Stella, está tudo bem? - falou preocupado.
-Está. - tentei passar por ele mas ele impediu-me. - Justin estamos num avião, deixa-me passar. - falei já sem paciência.
-Stella tu não estás bem. - ele falou e eu parei em frente dele com vontade de desabar, olhar para ele é tortura. Desta vez passei com força por ele o empurrando, as pessoas estavam a olhar para nós sérias.
Espero que tenham gostado, finalmente TRAGÉDIA! A partir daqui já sabem que vai ser complicado e já vai demorar mais a publicar os próximos capítulos, mas espero que acompanhem e comentem a vossa opinião! Beijo
-Rafa
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