sexta-feira, 26 de abril de 2013

Half Of My Heart - Capítulo 07 - Best Birthday Ever


Capítulo 07 - Best Birthday Ever

Novo capítulo, espero que gostem. Boa leitura!

POV Justin
Quando chegámos a casa da Stella ela já estava a dormir dentro do carro. Ou é impressão minha ou ela só pensa em dormir. Peguei nela com cuidado para não bater com a cabeça dela em nenhum lado e entrei dentro de casa, entrei no quarto e deitei-a com jeitinho na cama. Primeiro pensei se lhe trocava a roupa para um pijama, e depois pensei se ficava com ela aquela noite. Claro que tinha vontade para ambas, era estranho se não tivesse. Decidi pegar num pijama e vestir-lho, cada toque no corpo dela arrepiava-me e tinha medo de a acordar, aquele corpo deixava-me com um desejo terrível, isso não posso negar. Apenas não queria que ela dormisse de vestido, até porque deve ser desconfortável.
Meti-a debaixo dos cobertores e fui vestir-me voltando para o quarto dela. Deitei-me junto a ela em conchinha, meti o braço em sua cintura e senti o cheiro dos cabelos dela, aquele cheiro que me deixava louco. Dormir com ela assim, era tudo o que eu podia desejar.

Acordei com a Stella praticamente toda em cima de mim, só com isso soltei um sorriso. Não me mexi com medo de a acordar mas meti um braço em volta dela acariciando-lhe o braço que estava em cima de mim, do meu peito. Era tão lindo o fato de acordarmos de uma maneira tão perfeita, numa posição tão desejável. Pareço um gay com estes pensamentos, mas é verdade, é o que sinto. Ela mexeu-se um pouco e abriu um bocado os olhos. 
-Bom dia. - olhei a sorrir para ela.
-Bom dia, príncipe. - e seria normal dizer que bastava aquelas palavras para o meu coração acelerar?
-Acho que amas mais dormir do que a mim. - fiz beicinho e ela riu.
-Aww, estás com ciúmes? - ri-me e ela esticou os lábios para mim. - dá-me um beijinho.
-Vai pedir beijinhos ao sono. - ela deu uma gargalhada, fazendo-me rir também.
-Vá lá amor, beijinhoooo. - dei-lhe um beijo rápido e ela sorriu satisfeita. - estou com fome. - ela deu-me um beijinho no pescoço, não sei se era para me provocar, mas se fosse… Nossa senhora me ajude.
-Tens preferência na comida? - pisquei-lhe o olho e ela riu a olhar para os meus lábios.
-Hmmm e que tal panquecas? - rimos e ela levantou-se indo até à casa de banho, eu fui atrás dela e ela estava em frente ao lavatório a olhar-se ao espelho. - vestiste-me o pijama ontem? - confirmei com a cabeça e ela sorriu, provavelmente a pensar que me aproveitei, mas na verdade não. - brigada.
-Agradeces por coisas que não há necessidade princesa. - passei as minhas mãos pela cintura dela juntando-as à frente da barriga dela fazendo-a encolher-se.
-Olha esta cara de enterro. - apontou para si no espelho e comecei a rir. - oh Justin que coisa linda que sou de manhã - riu-se.
-Até parece que estou melhor. - rimos.
-Claro que estás, tu és sempre lindo, em todas as ocasiões. - sorri e beijei o ombro macio e descoberto dela..
-Exagerada.
-Oh, xiu. - ela sorriu fazendo-me sorrir igualmente, quer dizer eu acho que estou sempre a sorrir quando estou com ela. - Vamos comer!

POV Stella
As férias começaram e o meu aniversário é no domingo, estou ansiosa por finalmente fazer 18 anos, já não era tempo. Hoje, sexta feira, estive a pensar no que quero fazer amanhã, não sou boa a fazer festas (de maneira alguma) por isso tinha de pensar em algo diferente. Neste momento estava mais a Tracy sentada na relva a comer Nutella.
-Stella. - olhei para ela que estava com uma cara de orgulho. - Tive uma excelente ideia! - fiz um olhar de maneira a ela prosseguir. - amanhã podíamos ir fazer surf. - a ideia surpreendeu-me.
Nunca tinha feito surf na vida, era um dos desportos que sempre quis aprender mas nunca pude, não só porque nunca pude ter uma prancha como não tinha como aprender.
-Tracy, estás a esquecer-te que eu não tenho prancha e não sei fazer surf. - olhei para ela séria e ela estava com um sorriso no canto da boca, acho que tinha acabado de perceber. - TRACY. - ela riu.
-Sou a melhor amiga do mundo, não sou? - ela riu e eu ainda estava em choque.
-E o Justin?
-Ahm… ele vai estar ocupado o dia todo, ele pediu para avisar… mas acho que à noite ele vai ter contigo. - fiquei um pouco desapontada, mas estar com ele à noite já era bom…
-Hmm… Não percebo porque ele não avisou. - ela encolheu os ombros e continuamos a comer Nutella.

-PARABÉNS! - Senti a Tracy a saltar em cima da minha cama ao meu lado.
-Aii Tracy, deixa-me dormir. - escondi a cabeça no meio da almofada.
-No teu dia de anos?! NEM PENSAR. - ri-me e levantei-me.
-Veste qualquer roupa e um bikini porque preciso de te mostrar uma coisa. 
Vesti uns calções e uma camisa por cima do bikini e saí da casa de banho, fui direita para a cozinha comer qualquer coisa enquanto falava com a Tracy. Quando acabei de comer as panquecas ela puxou-me para a parte de trás da minha casa, onde está a piscina. Ela tapou-me os olhos com as mãos me deixando curiosa.
-TRACY! - quando ela me tirou as mãos do olhos vi uma prancha de Surf linda à minha frente. - Não acredito. - ainda estava com as mãos na boca a olhar para a prancha que estava em pé a mais ou menos dois metros de mim. - Não precisavas de… - não conseguia falar. - OBRIGADA. - saltei para cima da Tracy que esteve o tempo todo a rir da minha cara espantada.
-Eu sabia que esperavas por isto à anos e quando a vi não consegui não comprar, afinal 18 ANINHOS. - ela soltou-me e agarrou-me nas mãos. - Parabéns, é toda tua. - o meu sorriso quase não cabia na minha cara, estava tão feliz, mas achei que não era necessário ela ter gasto tanto dinheiro.
Fui até à prancha e peguei nela, observando-a.
-Tracy, vais-me ensinar, não é?! -olhei a sorrir para ela.
-Isso pergunta-se?! Vamos! 

-Omg Tracy isto está ser tão brutal. - estávamos a sair da água em direção às toalhas.
-Graças a quem?! - rimos.
Íamos a andar e uns gajos passam por nós a olhar com sorrisos e a assobiar, eu a Tracy olhámos uma para a outra e rimos, ela mostrou-lhes o dedo do meio e eu desatei a rir.
-Boa Tracy, achas que vais arranjar algum namorado assim?! - rimos.
-Não preciso! - ri-me.
-Sabes que eles gostam é de raparigas assim, difíceis. - piquei-lhe o olho ela deu-me uma palmadinha no braço.
-Vamos para casa. - olhei para ela a fazer beicinho. - Sim, são 5:00pm e temos mais para fazer!
-O que?! - fiquei curiosa.
-Amiga, lamento informar mas é surpresa.
Fomos para casa da Tracy, e isso foi um pouco estranho, porque eu pensava que íamos para a minha.
-Porque viemos para tua casa?! - perguntei sem perceber enquanto atirava as coisas da praia para cima da cama dela.
-Porque eu tenho montes de vestidos, e tu vais escolher um, já que não dá tempo de irmos ao shopping. - arqueei a sobrancelha. 
-E para que é o vestido?!
-Para vestir. - ela riu e eu continuei séria. - vá lá Stella é surpresa!
-Está bem, onde estão os vestidos? - sorri e ela levou-me a um armário com roupas lindas.
-Em vez de vestidos, se quiseres, podes escolher um conjunto. 
No fim escolhi um conjunto, geralmente é sempre vestidos e isso depois também farta. Uns calções curtos com uma camisa larga presa por dentro dos calções, depois meti umas pulseiras e um colar, o conjunto era todo em tons de dourado e castanho claro. Deixei o meu cabelo solto e maquilhei-me só um bocado, não gosto de exagerar e meter montes de base. Eu aqui a falar de beleza enquanto devia estar a pensar onde a Tracy me ia levar, provavelmente a um bar ou assim… Ainda não esqueci que o Justin não me ligou nem disse nada… isso deixa-me mal, até porque passei o dia a pensar nisso, e ao mesmo tempo a tentar não pensar.
-Stella? Estás aí parada à horas. - ela sorriu e eu sorri de volta.
-Desculpa, estava a pensar.
-Pensar demais mata, amiga. - mostrei-lhe a língua.
-Essa está velha Tracy, precisas de novas. - rimos.
-Vamos logo! 
Até à minha casa ouvimos música e riamos que nem umas loucas dentro do carro. Quando chegámos à porta da minha casa e eu ia tendo um ataque, a casa estava com algumas luzes rosa e vi " I ♥ YOU" feito com letras gigantes luminosas azuis claras. Depois vi o Justin a sair da casa com um sorriso lindo e quando olhei para ao lado já não estava lá a Tracy. Começaram as escorrer lágrimas pela minha cara e meti a mão à frente da minha boca.
-Parabéns princesa. - ele parou à minha frente pegando nas minhas mãos com cuidado, eu ainda estava sem conseguir falar com lágrimas no meu rosto e ele passou a mão para limpá-las. - Não chores, quero ver o teu lindo sorriso. 
-Eu não tenho palavras Justin… - respirei fundo e ele continuava a sorrir. 
-Não precisas de dizer nada, anda. - ele deu-me um beijo e puxou-me calmamente para dentro de casa.
Quando ele abriu a porta pensei que fosse ter outro ataque cardíaco, havia uma mesa preparada com pétalas de rosa e as luzes da sala eram também rosa. Eu juro que nunca me tinha passado pela cabeça que alguém fosse fazer isto por mim um dia, é um sonho. Eu estou tão apaixonada por ele, como é que ele consegue ser assim? Tão perfeito? 
-Ai Justin, tu queres matar-me. - olhei para ele que estava ao meu lado e meti a mão no peito. - Amo-te tanto… brigada por tudo. - abraçámo-nos beijamo-nos durante algum tempo e posso dizer que foi o beijo mais perfeito e apaixonado que demos, eu estava com o meu coração a mil e sem dúvida que este era o melhor aniversário da minha vida, o mais perfeito.
Ele afastou a cadeira para eu me sentar e depois sentou-se à minha frente. Jantámos enquanto riamos e conversámos, foi tão romântico que parecia que alguém mandou uma bomba de amor para ali.
-Amor, isto deve ter dado tanto trabalho. - ele riu.
-Só o fiz porque te amo mais que tudo. - baixei a cabeça corada.
-Obrigada, nunca ninguém tinha feito isto por mim. - escorreu-me uma lágrima mas eu limpei tão rápido que acho que ele não reparou… ACHO. Quando olhei para ele ele sorriu passando a mão pelo meu rosto.
-Isso porque acho que ninguém te amou tanto como eu. - eu ri e ele levantou-se. - Ainda não acabou. - eu levantei-me a seguir dando-lhe a mão arqueando a sobrancelha. -Tenho mais uma surpresa… 
Ele pegou num envelope com várias cores grande e eu olhei para ele desconfiada, ele olhou para mim a sorrir e eu abri calmamente o envelope… quando li a carta pensava que ia desmaiar, apenas meti a mão na boca e comecei a chorar outra vez, olhei para o Justin e para a carta várias vezes.
-AAAAAH! - gritei aos saltinhos e saltei para o Justin que não parava de rir. - OH MEU DEUUUUS.
-Quem vais levar? - falou ainda a rir do meu choque.
-Não é óbvio?! - ele sorriu e eu beijei-o. - Obrigada Justin, obrigada obrigada obrigada obrigada. - falei já baixo a chorar no ombro dele.
Depois de ver o bilhete para o "Tomorrowland" é normal que se fique assim, não é?! Eu vou ao M-A-I-O-R festival de todos os tempos! Não acreditoooooo. O Justin deu-me isso como prenda, ele sabia que eu sonhava ir lá e acabou de me fazer realizar um sonho, quer dizer depois de ter realizado o sonho de ele ser o meu namorado perfeito, aquele que esperei a vida toda.
-Pequena, eu sabia o quanto querias ir, só queria te realizar esse sonho. Não chores.  -ele acariciou-me as costas.
-Justin, o meu sonho mais importante já se realizou à algum tempo. - encostamos as testas e vi um sorriso na cara dele, eu sorri de volta.
-Qual? - falou baixo.
-Tu. - reparei que as bochechas dele rosaram e eu sorri ao vê-o daquele jeito.

POV Justin
Vê-la tão feliz, vê-la a chorar de felicidade, ver aquele sorriso, aquele jeito de ela ser. É tudo o que eu preciso, é para isso que vou viver, é por causa daquele sorriso que a minha vida passou a fazer sentido, nunca o senti com mais ninguém, nem acredito que sentirei. É impossível..
-Amo-te infinitos. - ela disse com aquela voz doce ao meu ouvido e eu arrepiei-me.
Estávamos no meio da sala principal dela, que era dividida em duas, uma sala de jantar e uma sala normal, ela beijou-me o ouvido e foi até ao meu pescoço. Meti uma mão na cintura dela e outra no rosto dela enquanto nos beijámos e ela meteu os braços em volta do meu pescoço.
-Quarto? - falei baixo entre o beijo.
-Quarto. - ela respondeu com um sorriso que me fez sorrir com ela entre o beijo.
Fomos até ao quarto batendo contra algumas paredes e cada vez que batíamos contra alguma coisa ríamos. Finalmente chegámos ao quarto e eu fechei a porta encostando-a enquanto beijava o seu pescoço. Juro que ela me deixa completamente louco, com o coração aos pulos. Acho que desta vez eu me estava a sentir mesmo nervoso, à muitos anos não sentia isso, não desta maneira.
-Se me tivessem avisado, eu trazia uma roupa mais fácil de tirar. - ri-me com o comentário dela enquanto atirou com o colar para um canto qualquer do quarto.
-Não te preocupes com isso. - estávamos ambos com a respiração ofegante e caminhámos até à cama caindo em cima dela.
Ela ficou por cima de mim mas rodámos e fiquei eu por cima, agarrei as suas mãos  com cuidado entrelaçando os dedos fazendo-a sorrir. Desci-lhe os beijos pelo pescoço, ela puxou a minha camisola para cima lentamente e eu tirei por completo, atirando para um canto qualquer do quarto, voltando a concentrar-me no beijo, deixar que esse me leva-se a outro mundo. Uns minutos depois eu subi um pouco a camisola dela, tirando de dentro dos calções, ela sorriu e tirei-lhe a camisola. Apoiei uma mão na cama para não a esmagar e com a minha outra mão acariciei a sua barriga fazendo-lhe cócegas, assim ela sorriu várias vezes no meio do beijo. Ela puxou o meu lábio inferior fazendo-me escapar um gemido baixo, era impossível de me controlar, o meu corpo já está a responder a cada toque e cada movimento, estava a ceder, como se fosse impossível parar ali.
Ela passou as suas mãos pela minha barriga/abdominais chegando até às calças, procurou o botão e quando encontrou quase o arrancou, porque ele não estava a abrir, ri-me ao reparar o estado nervoso dela e quando ela olhou para mim sorriu e beijou-me, conseguindo finalmente abrir aquela porcaria. Ela meteu as mãos no meu cabelo e despenteou-o todo, ela não imagina o quanto isso sabe bem, o quando me deixa mais nervoso. Quando desci as minhas mãos até aos calções dela parei como pergunta se podia continuar e ela sorriu como resposta. Não seria capaz de obrigá-la seja a fazer o que for, eu não a quero ver mal ou nervosa, no mau sentido.
Tirei-lhe os calções com cuidado e quando olhei-a ela piscou-me o olho, fazendo-me sorrir e passar a mão pelo cabelo nervoso. 
Rolámos na cama novamente e ela ficou por cima, sinceramente essa parte deixa-me louco, é aquela parte em que quero fechar os olhos e sentir aquilo tudo o mais tempo possível. Ela beijou-me o pescoço e a orelha, mordendo-a e rindo baixinho ao meu ouvido, novamente fez-me arrepiar e o meu coração bateu mais depressa. Enrolei os meus braços na cintura dela colando-nos como se tivesse medo que ela fugisse ou assim uma coisa parecida.
Como ela me podia deixar desta maneira? Completamente louco.

POV Stella
Eu já estava completamente perdida, aquelas provocações e aqueles toques deixavam-me nervosa e sem noção de mais nada. Quando o provoco e ele reage, pelo menos já se notava ele a reagir em t-o-d-o o corpo. Ele tinha um efeito sobre mim que nem dava para explicar, era de loucos. Desci as minhas mãos brincando com o elástico dos boxers dele fazendo-o rir baixinho, voltei a beijá-lo e ele puxou o meu lábio inferior olhando para mim enquanto o fazia, quando ele largou o meu lábio eu sorri deixando escapar um gemido quase impossível de ouvir. A minha respiração estava completamente ofegante, tal como a dele que batia mesmo no meu ouvido. Ele só podia querer que eu enlouquecesse, é que se sim, ele estava a conseguir. Ele numa tentativa frustrada tirou o meu sutien delicadamente e sorriu. Puxei os seus boxers um pouco para baixo enquanto ia beijando o seu peito, a sua barriga… Depois ele despiu-me completamente e senti-me nervosa, ainda mais do que antes.
-É mesmo isto que queres? - ele perguntou com um pouco de medo visível nos olhos. Medo de me obrigar a fazer algo que eu não queria, até porque ele sabia que era a minha primeira vez. Eu confio nele, eu amo-o, é isto que quero e estou decidida, se não nem tinha começado isto.
-Sim, mais que tudo. - vi o sorriso dele e o brilho nos seus olhos. - Eu amo-te. - falei baixo ao seu ouvido e ele riu baixinho beijando-me carinhosamente.

Senti algo tocar nos meus lábios suavemente, quando abri um pouco os olhos assustei-me com a proximidade do Justin, ele estava a afastar os lábios dos meus enquanto sorria, me deixando a sorrir também. É uma maneira perfeita de se acordar, depois de uma noite daquelas é tudo o que se pode desejar.
-Boa dia, bela adormecida. - ele sentou-se na beira da cama encostado a mim e eu continuei a sorrir ainda a piscar os olhos para acordar completamente.
-Bom dia, amor. - falei baixinho enquanto esfregava os olhos, sim eu estava mesmo cansada. - deixaste-me arrasada, Justin. - fiz ele rir passando as mãos pelo cabelo e sentei-me na cama ainda a tapar-me com os lençóis brancos.
-Fiz-te panquecas, com um sumo de laranja. - piscou-me o olho com um sorriso e eu ri.
-Brigada, sabes que te amo né? - comecei a comê-las enquanto ele me observava com aqueles olhos profundos e sinceros. 
-Eu amo-te mais, princesa. - dei-lhe uma palmadinha no braço e ele riu.
Às vezes era impossível não soltar um sorriso, fazendo-o sorrir também ou ao contrário. Quando acabei de comer posei o tabuleiro na mesa de cabeceira e encolhi-me na cama com frio, ele riu baixo e pegou em alguma roupa no chão, mas propriamente, nos cantos do quarto enquanto ria a recordar. Ele deu-me e eu vesti-me debaixo dos lençóis.
-Que vamos fazer hoje? - falei animada.
-O que quiseres. - ele continuava com um sorriso na cara e eu cruzei os braços ainda meio sentada na cama. - tens razão, também acho a cama confortável. - dei uma gargalhada e ele deitou-se ao meu lado na cama agarrando-me com força pela cintura, aquilo era a coisa mais fofa do mundo. 

Olá! Aqui está mais um capítulo, espero que tenham gostado e que continuem a acompanhar! Aviso que no futuro vai começar a haver mais tragédia e problemas, afinal isto não pode ser sempre um conto de fadas, e isto é um aviso para não acharem esta fic aborrecida, visto que vai ter muitas emoções lá para a frente. Comentem e pronto, beijoooos

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Half Of My Heart - Capítulo 06 - Loves Speaks Louder


Capítulo 06 - Loves Speaks Louder

Espero que gostem! Boa leitura.

POV Stella
Estávamos em silêncio à algum tempo e eu já estava mais calma, mesmo com a dificuldade em respirar.
-Stella… - olhei para ele ainda com os olhos inchados e vermelhos. - eu… - comecei a ficar nervosa e o meu coração começou a acelerar. - eu amo-te… - os meus olhos brilharam com aquelas simples palavras, depois de aquilo tudo, consegui sorrir só por causa daquele momento, aquelas palavras que eu esperava tanto, que eu desejava tanto. 
Ele sorriu sincero e beijou-me, já não sentia aquilo à anos e nunca senti nada como o que senti naquele beijo. Estou completamente apaixonada e louca por ele, quando nos afastamos eu ainda permanecia com os olhos fechados e os nossos narizes ainda se tocavam.
-Também te amo, Justin. - sussurrei e sorri ao ver o sorriso lindo dele no rosto, o sorriso mais lindo que já tinha visto.
-Fiz-te sorrir. - eu ri-me e olhei para as nossas mãos. - princesa… - olhei para ele com o coração acelerado e com as bochechas rosadas. - queres ser minha namorada? - abri um sorriso ainda maior e disse um sim enquanto me atirei para cima dele, fazendo-o cair para trás comigo em cima.
-Fica comigo hoje. - sussurrei-lhe já que estava perto do seu ouvido.
-Até posso ficar contigo para sempre. - sorri e olhei para ele que meteu a mão na minha cara me acariciando a bochecha a sorrir sem mostrar os dentes. Aproximou-me mais dele e encostou as nossas testas (ainda estávamos deitados um em cima do outro). - Nem sabes quanto tempo eu esperei por isto… - ele fechou os olhos e eu sorri.
-Eu esperei a vida toda. - ele riu pelo nariz e beijou-me suavemente, parecia que tudo o que existia à minha volta deixava de existir, esquecia tudo. Apenas pensava nele, no beijo… no quanto eu o amo.
-Já volto, está bem? - levantámo-nos e ele foi vestir um pijama e fazer essas coisas, enquanto eu eu também me vestia e lavava os dentes e a cara. Ele demorou um bocado por isso eu fui deitando-me na cama e fechando os olhos…

-Bom dia, dorminhoca. - abri um pouco os olhos com dificuldade e pude ver o Justin a sorrir para mim, dei o meu melhor sorriso possível naquele momento e voltei a fechar os olhos, ouvindo-o rir. 
Passados uns minutos voltei a abri-los completamente abraçando o Justin que estava mesmo à minha frente.. 
-Gostas mesmo de dormir não gostas?
-Sim. - rimos. 
-Vamos tomar o pequeno almoço, pequena. - sorri e levantei-me esticando-me toda a ouvir os meus ossos a estalar. - o que se passa contigo? - olhou para mim assustado fazendo-me rir.
-Estou crocante! - ele soltou uma gargalhada e chegou ao pé de mim metendo as mãos na minha cintura e deu-me um beijo rápido.
Acordei feliz, também não admira, não é? Fiz a minha higiene matinal e desci as escadas indo até à cozinha para começar a fazer waffles para nós, estava a faze-los quando sinto duas mãos a deslizarem-me pela cintura até se juntarem. Arrepiei-me e ri-me metendo as minhas mãos por cima das dele.
-Waffles? - confirmei com a cabeça. - Assim vou ficar gordo. - não contive uma gargalhada. - Tás pior do que a minha avó. - ri-me de novo e ele deu-me um beijinho na nuca que me fez cócegas e encolhi-me.
-Queres o que para beber?
-Sumo de laranja? - sorri virando-me de frente para ele.
-Toma conta dos waffles. - dei-lhe um beijinho no nariz e fui fazer o sumo.
Uns minutos depois já tínhamos comido e estávamos sentados na minha cama a jogar jogos parvos. A uma certa altura já estávamos a "gozar" um com o outro.
-Ah, então Bieber, gostas de loirinhas?! - bati-lhe com uma almofada a rir e ele atirou-me com outra.
Começamos uma batalha de almofadas, por vezes eu escondia-me atrás de móveis ou mesmo da cama.
-Nãooo, eu já não tenho mais almofadas! - encolhi-me encostando a cabeça aos joelhos.
-Aww anda cá linda. - puxei de uma almofada rapidamente e atirei-lhe fugindo depois, saí pela porta do quarto e comecei a correr pela casa com ele atrás.
-OMG JUSTIN COMPRASTE-ME NUTELLA?! - Parei ao ver um potezinho de Nutella em cima da bancada da cozinha. Enquanto eu olhava para o potezinho apaixonada o Justin vai contra mim abraçando-me com força por trás. - isso foi só para me enganar, és mau. - gritei a rir.
-Quem é que é mau? Quem? - começou a fazer-me cócegas e eu não conseguia parar de rir e gritar para ele parar.
O telemóvel começou a tocar e parecia ser o do Justin, ele ainda a agarrar-me pegou nele e atendeu, o que ele não sabia (ou se calhar até sabia) era que eu podia ouvir a pessoa do outro lado, mas era o Jake.
-Estou?
-Então puto, onde é que te enfias-te? - ouvi a voz do Jake que parecia rir um pouco enquanto falava e o Justin riu baixo. - olha no próximo sábado o Christian faz anos, não te esqueces-te pois não? 
-Ah, pois é. - revirou os olhos e fez uma careta e eu ri-me.
-Quem é ela? 
-A Stella. - sorriu. - continua.
-História mal contada mano. Mas é assim, ele vai dar uma festa em casa dele. 
-Tá bom. A que horas?
-9:30pm. 
-Tá, obrigada. 
-Diverte-te com a Stella. - rimos e ele desligou.
-Eu estou convidada? - ri-me.
-Claro. - deu-me um beijo fofo. - vou ter de ir para casa, almoço de família. -fez beicinho.
-Ow… - virei-me de frente para ele e abracei-o dando-lhe um beijo no pescoço que o fez arrepiar e apertar a minha cintura. - chatos almoços de família. - falei baixo ao ouvido dele e ele riu de uma maneira sexy baixinho passando a mão pelo meu cabelo. 

-Tracy! - abri a porta de casa para ela entrar.
-Hey Stella. - riu-se abraçou-me com força. - Já não nos víamos à tanto tempo! 
Sim, porque já era sábado e à norte era a festa do Chris. Não nos víamos mais ou menos desde que conhecemos os amigos do Justin no bar.
-Agora já posso dar os parabéns e gritar ao vivo de felicidade! - olhei-a sem entender. - TU E O JUSTIN, TOLA. - ri-me.
-Aww, ya pois é. - puxei a mão dela até ao meu quarto. - veste-te e vamos para a piscina!
-Vá, conta tudo aqui à mana Tracy!
-Então, foi depois daquele jantar… - eu falei sentada em cima da cama de bikini enquanto ela se vestia na casa de banho. - ele disse que me amava e… beijámo-nos. - ela fez um "aww" da casa de banho e eu ri-me. - nem imaginas o que senti, era como se o meu coração fosse explodir naquele momento, às vezes penso se até dá para ouvi-lo.
-É bom saber que não fui o único que sentiu isso. - olhei para trás assustada e vi o Justin na porta do quarto, a Tracy saiu da casa de banho e ficou parada a olhar para o Justin que estava ali com um sorriso apaixonado, eu simplesmente tapei a cara e caí na cama a sorrir, completamente corada. 
-Oh my god… - ouvi a Tracy a dizer enquanto ria.
-Ai Justiin que é isso de aparecer do nada?! - ri-me enquanto corri para ele e o abracei escondendo a cabeça no seu peito.
-Também te amo muito princesa. - ri-me olhando para ele e dei-lhe um beijo demorado.
-Eu ainda estou aqui! - ri-me quando vi a Tracy de braços cruzados e larguei o Justin.
-Então, estou convidado a ir para a piscina convosco? 
-Boa, vou fazer de vela. - eu e o Justin rimo-nos da careta que a Tracy fez.
-Sim, vai-te vestir. - ele saiu do quarto a sorrir.
-Tracy aquilo foi normal?! - falei baixo com medo de o Justin aparece de surpresa outra vez e ela riu-se.
Fomos para a piscina e estávamos a andar em volta à piscina, uma de cada lado e a falar alto para nos podermos ouvir uma à outra. Eu estava com medo de ir ao lado dela e ela com medo de ir ao meu lado porque a qualquer momento nós podíamos ter a excelente ideia de empurrar-nos uma à outra para dentro de água. Estávamos ali descontraídas e só vejo o Justin a correr para a piscina e atirar-se, ficamos todas molhadas.
-Não acredito que fizeste isso Justin! - a Tracy gritou e eu ri-me.
-VINGANÇA. - peguei numa embalagem de balões de água e atirei outra à Tracy, fui encher 3 balões e o Justin saiu da piscina para também encher alguns. 
-Duas contra um não é justo! - rimos.
Eu não estava a conseguir enche-los porque eles estavam quase todos rotos, mas a Tracy já estava a mandar-lhe balões e ele a ela.
-Porra de balões! - gritei e eles olharam para mim.
-Tens aí milhões deles ao teu lado! - apontou e eu olhei para eles pegando neles e já a conseguir encher.
Fizemos uma batalha de balões e tinha piada porque sempre que o Justin não tinha mais balões escondia-se dentro de água.  
-Já não consigo mais, malta. - a Tracy caiu em cima da relva e nós rimos. 
Corri para a água onde estava o Justin e saltei para ele, metendo as pernas em volta à cintura dele, ficamos com as testas encostadas e eu superai-lhe para a boca fazendo ele rir e me beijar. Eu abri um pouco a boca e ele passou a sua língua para brincar com a minha, por um pouco esqueci-me que estava ali a Tracy, mas quer dizer, ela nem devia estar a ver. Sorri quando comecei a sentir o meu coração a acelerar e borboletas na barriga, uns minutos depois ele agarra na minha mão e pousa-a no seu peito, primeiro não tinha percebido, mas depois apercebi-me da velocidade do coração dele.
-Não és a única. - ele sorri enquanto sussurrava e eu não sabia o que dizer, estava corada.
-Eu estou completamente louca por ti, sabes? - sorrimos ao mesmo tempo e ele afundou-nos dando-me um beijo debaixo de água. Foi… perfeito. 
-Hey meninos?! - ela olhou para a água e não nos viu, só depois se apercebeu que estávamos debaixo de água, depois de subirmos olhei para ela que parecia um pouco séria demais. - eu disse que ia fazer de vela! - fez beicinho e eu saí da água indo até ela e atirei-me para cima dela.
-Desculpa! - rimos. - devíamos ter convidado o Jake. - ela deu-me uma palmadinha no braço e vi o Justin sair da água com aquele ar sexy.
-Quem tem fome?! - perguntei e eles levantaram os braços fazendo-me rir. - seus famintos.
-Até parece. - a Tracy levantou-se a sorrir e fomos todos para a cozinha comer alguma coisa.

-Tracy achas que fica bem mesmo?! - observava-me ao espelho com um vestido curto. Eu achava o vestido lindo, tinha-o guardado numa caixa, não faço ideia porque, pelo menos não me lembro. 
-Claro que fica bem! Stella estás linda. - ri-me e olhei para o vestido dela que também era lindo!
-Estás uma diva! - ela sorriu e deu uma volta fazendo-me rir.
-Vamos ser as rainhas da noite! 
Saímos do quarto e ficamos na sala à espera do Justin, quando ele saiu do quarto levantei-me e fui até ele, ele estava demasiadamente lindo, provavelmente iriam haver raparigas a olhar para ele…
-Wow amor estás linda. - ele sorriu enquanto me olhava. Fiquei corada e sorri, com o meu coração acelerado depois de ele me chamar de "amor", era como se aquela palavra fosse diferente dita por ele.
-Tu ÉS lindo. - rimos.
-Oh não digas parvoíces. - mostrei-lhe a língua e a Tracy apareceu ao nosso lado. - Estás muito bonita Tracy.
-Muito obrigada, também estás muito bonito. - olhou para mim eu eu estava a sorrir. - Não te preocupes, eu não te vou roubar o namorado. - todos rimos e fomos para o carro do Justin, eu e a Tracy íamos a cantar e dançar dentro do carro enquanto o Justin ria-se das nossas figuras.
Chegamos à resta e eu dei a mão ao Justin, com força como se ele fosse fugir ou assim. A Tracy viu o Jake e foi ter com ele, eles ainda não namoram mas devem estar lá perto.
-Hey meu puto! Olá Stella. Epa, parabéns por isso aí. - apontou para as nossas mãos e nós sorrimos e agradecemos. - o Chris está lá dentro.
Eu e o Justin entrámos depois de passarmos por todo o jardim da frente. Havia montes de gente ali e eu não conhecia ninguém, ao contrário do Justin que acenava a quase toda a gente. Finalmente entrámos e vimos o Christian na conversa com o Ryan.
-Finalmente! - ele riu indo até nós.
-Parabéns! - eu e o Justin dissemos ao mesmo tempo.
-Obrigado. - ele sorriu e olhou para as nossas mãos. - Parabéns também para vocês! - rimos. 
Ficamos ali um bocado a conversar com o Chris depois da Tracy e do Jake aparecerem. Eu ainda me sentia um pouco estranha porque eu não conhecia ninguém e as miúdas lançavam-me olhares estranhos, como se me odiassem sem me conhecer. Não percebi mesmo qual era a cena, a certa altura comecei a enervar-me. Já tinha passado uma semana de namoro com o Justin e estivemos quase sempre juntos, é um bocado difícil ficarmos separados, é como se não desse para nos separarem.
-Tracy vamos à casa de banho. - sorri e ela pareceu desconfiada.
-Vocês são misteriosas, um dia ainda vou descobrir o porque de irem à casa de banho juntas. - quando o Justin falou rimos e eu dei-lhe um beijo.
Chegámos à casa de banho e a Tracy olhou-me desconfiada, parei em frente ao lavatório a ver no espelho se tinha alguma coisa no corpo para olharem tanto para mim.
-O que se passa Stella? - ela perguntou com cara de quem estava sem perceber nada.
-Toda a gente, principalmente gajas, estão a lançar-me olhares de ódio ou sei lá que mais, e eu nem sequer conheço ninguém daqui. - falei um pouco irritada.
-Hmm… achas que é por estares com o Justin? - olhei sem perceber. 
-Como assim?
-Ele pode ser tipo daqueles muito conhecidos e tal, nas universidades. Aqueles que todas desejam e gostam. - E se fosse verdade? Se for, como é possível um rapaz daqueles se apaixonar assim por mim? Visto que não sou nada "popular" nem socializo quase nada, mal sei fazer amigos.
-Eu gosto muito do Chris, fico feliz pela festa dele, mas estou farta. - ela aproximou-se de mim agarrando-me as mãos.
-Daqui a um bocado vamos embora, basta fazeres um esforço. São apenas umas invejosas quaisquer, umas cabras. - ri-me.
-Está bem. Brigada. - saímos da casa de banho e vi o Justin com o braço por cima dos ombros de uma rapariga enquanto falava com o Chris, o Ryan e o Jake.
-Stella… - fiquei super irritada e ela notou logo, saí dali indo até à parte de trás da casa, que tinha uma piscina iluminada. 
Sentei-me num puff que havia livre, os outros que rodeavam a piscina estavam quase todos ocupados. Quem era aquela vaca? Uma pessoa não pode ir à casa de banho que quando volta vê logo o namorado agarrado a outra. Juro que se tivesse aqui uma arma dava-lhe um tiro sem pensar duas vezes, e quanto ao Justin…? Nem sei. Um senhor chegou ao pé de mim com uma travessa com copos de vinho verde e aceitei um. O Justin nem devia ter reparado que eu não tinha voltado, afinal, tinha lá uma nova amiguinha para abraçar. 
-Stella? - senti o cheiro do perfume do Justin e não olhei para trás, ouvi ele a puxar um puff e sentar-se ao pé de mim. - Porque não voltas-te para ao pé de nós?
-Ah, como já estavas bem acompanhado não achei que fosse necessário. 
-O que? - olhei para ele irritada.
-Tás-te a fazer de parvo? - ele riu pelo nariz e isso enervou-me tanto mas tanto que apetecia-me mandar-lhe uma granada, mas simplesmente virei-me para a frente. 
-Ela é minha irmã. - fiquei a olhar para a frente na mesma em dúvida, se era mesmo, então eu fiz um grande drama. - Sabes que com ciúmes ficas linda? - era impossível eu não sorrir pelo canto da boca. - Princesa, achas mesmo que iria me meter com alguma rapariga sem seres tu? Eu estou completamente apaixonado por ti, era impossível. - olhei para ele e vi o seu sorriso na cara, sorri junto com ele.
-Juras que não me vais trocar por nenhuma outra rapariga, ou vadia?- ele riu.
-Claro que não, pequena. Não te troco por nada, NADA. - puxou-me para o colo dele e beijou-me.
-Justin… - falei entre o beijo e parámos de nos beijar. - Eu acho que todos me odeiam aqui na festa. - ele olhou para mim com a sobrancelha arqueada.
-Claro que não. 
-Pois, isso é porque não reparas-te nos olhares que as gajas me mandam.
-São umas invejosas. - a maneira que ele disse aquilo fez-me rir. - elas não te conhecem se quer.
-Por isso mesmo. -olhei em redor. - mas ninguém me tira o meu namorado. - agarrei-o com força e ele riu-se passando as mãos pelo meu cabelo e pela minha cabeça.
-Pois não. - sorri sem ele ver, pois eu estava com a cabeça escondida.
-Amor, vamos dançar! - saltei do puf animada ouvindo a música que estava a dar, era linda, sempre amei John Mayer, as músicas são simplesmente perfeitas, principalmente para dançar. Puxei-o para a pista de dança onde já vários casais dançavam agarrados a olhar-se apaixonados.
http://www.youtube.com/watch?v=BNRnrDd8Jhw

Gravity is working against me
And gravity wants to bring me down
Oh, I'll never know what makes this man
With all the love that his heart can stand
Dream of ways to throw it all away

Os meus braços estavam em volta do pescoço do Justin e as minhas mãos brincavam na sua nuca, acariciando, o que o fazia sorrir. Estávamos a olhar-nos nos olhos sem desviar o olhar e a apreciar o momento.
-Gostas mesmo de dançar, não é? - perguntou baixinho ao meu ouvido.
-Só contigo. - retribui a falar baixo e ele arrepiou-se olhando para mim roçando os nossos lábios enquanto fechava os seus olhos, isso fazia-me apaixonar-me ainda mais por ele, mesmo que mais seja impossível.

Oh, gravity is working against me
And gravity wants to bring me down
Oh, twice as much ain't twice as good
And can't sustain like a one half could
It's wanting more that's gonna send me to my knees

Oh, gravity stay the hell away from me
Oh, gravity has taken better men than me
How can that be?

Beijámo-nos lentamente, como se quiséssemos ficar naquele momento para sempre, como se quiséssemos guardar o que sentíamos naquele momento e os nossos sabores. Era impossível não sorrir a meio do beijo, não sentir aquilo que eu sentia… o meu coração acelerava e a minha pele arrepiava-se com o contato com a ele.

Just keep me where the light is
Just keep me where the light is
Just keep me where the light is
C'mon keep me where the light is
C'mon keep me where the light is
C'mon keep me where, keep me where the light is

-Hora do bolo! - o Chris gritou e todos se riram por causa do entusiasmo dele.
Eu e o Justin demos mais um beijo demorado e soltámo-nos indo de mãos dadas, juntamente com a multidão para perto da mesa com um bolo enorme e com excelente aspeto. Começamos a cantar os parabéns ao Christian. Foi bastante engraçado, a parte mais engraçada foi quando ele distribuía as fatias, ele falava e contava piadas estúpidas.

No caminho para casa eu e o Justin fomos sozinhos, porque a Tracy foi com o Jake, eu juro que acho que eles namoram secretamente ahaha. Dentro do carro eu ia adormecendo, estava extremamente cansada e ainda por cima tinha o Justin a agarrar-me a mão acariciando-a, isso ainda me deixava mais preguiçosa.
-És tão meigo que me dás sono. - falei baixo a sorrir de olhos fechados, ouvi ele a rir pelo nariz e abri um olho, vendo-o a sorrir.
-És tão perfeita que me deixas cada vez mais viciado em ti. - ri-me ainda com os olhos fechados e senti os lábios dele darem-me um beijo rápido.

Espero que tenham gostado deste capítulo, eu no meu computador já tenho muitos mais capítulos mas vou metendo assim de vez em quando, apenas. Espero que acompanhem e se gostarem comentem! Eu queria saber se tenho leitoras e sobretudo o que estão a achar, nem que sejam más as opiniões, eu não me importo, mas se forem más ao menos que sejam construtivas, para me ajudarem a melhorar, pois eu nem sei se estou bem e se escrevo bem, como as leitoras de fanfictions gostam. Beijoooo -Rafa

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Agente 0747 - O Predador (Cap4)

Capítulo 4 (6434 palavras)

Lauren Adams's POV

    Admito que os meus primeiros dias em Atlanta não foram os melhores. A cidade era demasiado movimentada para o meu gosto e seguir Justin Bieber para todos os sítios tornava-se uma tarefa complicada. Tive de entrar em sua casa, sem ninguém me ver é claro, e instalar escutas e micro-câmaras por todas as divisões, tive de pôr um localizador em todos os carros dele ou que ele usava e tive de dormir no telhado da própria casa para saber quando ele saía pela porta de entrada.
    Os dias estavam muito tediosos mas, felizmente ou infelizmente, dependendo do ponto de vista, no meu sexto dia ali na cidade, dois homens vestidos de preto e com aparência suspeita conseguiram transpor os portões que davam passagem para o parque de estacionamento do edifício onde o meu protegido ia gravar as suas músicas, o que quer que isso seja.
    À entrada do edifício gerou-se uma grande confusão. Os dois homens deviam ter chamado todas aquelas pessoas para que ninguém notasse a presença deles naquele local. Só que não resultou porque vi dois seguranças do local a ir ter com eles para os tentar expulsar. O que também não resultou porque eles foram postos inconscientes no minuto seguinte. Passados alguns minutos, apareceu outro segurança, um pouco mais musculoso que os outros, e eles envolveram-se numa luta a três.
    Eu ainda estava a pensar em entrar com a multidão, para disfarçar, e instalar as escutas no rês-do-chão, já que, como a segurança do edifício era um pouco apertada e havia pessoas em todos os pisos, ser-me-ia muito difícil subir aos outros sem ser vista.
    Mas a minha mente foi ocupada por outro assunto assim que vi o segurança a ficar em desvantagem por conta do cansaço. E se aqueles fossem os responsáveis pelo desaparecimento dos outros famosos? E se vieram cá para vir buscar Justin Bieber enquanto os seguranças ficavam distraídos e ocupados a tentar afastar a multidão?
    -  Lamento informar-vos mas a vossa linha acaba aqui. - Disse para mim mesma enquanto guardava os binóculos dentro da mochila e a punha às costas.
    Saltei da árvore e pressionei a cintura, um pouco abaixo do umbigo, onde havia um botão quase invisível por ser tão pequeno. Senti o meu corpo estremecer um pouco e agora sabia que toda a gente me podia ver. Corri ao encontro da luta.
    Atirei-me para as costas de um e consegui derrubá-lo com um pontapé certeiro na parte de trás de joelhos, fazendo-o cair de cara no chão. Subi para cima dele e prendi-lhe um braço em cima da cabeça dele enquanto lhe torcia o outro atrás das costas.
    -  Diz-me o que vieram aqui fazer se não quiseres sentir o que eu te posso fazer. - Ameacei num sussurro perto do seu ouvido dele. Ouvi um grunhido.
    Só me apercebi que não tinha sido ele a fazer aquele som quando vi, pelo canto do olho, o outro homem a vir na minha direção. Isso fez-me largar o braço do outro que eu mantinha preso e saltar para fora da trajetória do outro.
    Enquanto eles se ajudavam mutuamente, eu aproveitei para tirar a minha arma da mochila e escondi-a no cinto multi-usos que eu usava na cintura, para o caso de ser necessária. Eles vieram novamente para cima de mim e envolvemo-nos numa luta. Olhei de relance para o segurança agora inconsciente no chão antes de me concentrar novamente em desviar dos ataques dos dois homens. Não posso dizer que eles eram fracos. Apesar de eu ter tido treino intensivo de luta corpo a corpo, estes dois pareciam ter demasiada experiência nesse assunto quanto eu e isso só me fez aumentar a suspeita de que eles vieram de facto buscar o meu protegido.
    Pouco tempo depois ouvi as sirenes que indicavam que a polícia estava a chegar. Nessa altura interroguei-me sobre quem os tinha chamado.
    Aproveitei para deitar um dos homens ao chão e imobilizá-lo com um pontapé no meio das pernas que o fez cair de joelhos. Virei-me de costas para ele assim que pressenti que alguém vinha na minha direção e acertei um murro no estômago do outro homem. A polícia conseguiu furar por entre a multidão de pessoas que agora nos rodeavam e afastei-me quando vi quatro deles a levar os dois homens para os carros da polícia. Um polícia ficou a encarar-me. O seu uniforme era ligeiramente diferente do dos outros. Ele era o chefe, muito provavelmente. Ele encarava-me com a curiosidade expressa no seu olhar. Será que eles foram avisados que alguém viria? Era provável que não já que o campus era secreto, por isso, eu não podia correr o risco de ser considerada suspeita e presa por isso.
    Poucos minutos depois, ao lado do polícia, apareceu o rapaz acompanhado por um homem ligeiramente mais alto que ele. Lembro-me de o ter visto no ficheiro de Justin Bieber. O homem chamava-se Scott Samuel Braun, ou melhor, Scooter Braun. Observei o rapaz com mais atenção e algo fez-me dar a volta ao estômago. Não foi o facto de ele estar de tronco nu que me fez arrepiar, mas sim um pequeno ponto vermelho que tremia ligeiramente mesmo no centro da testa dele. Aquilo pareceu-me muito suspeito por isso, usei os óculos-espião que já estavam na minha cara para avaliar melhor aquilo.
    Era apenas uma luz mas eu tinha uma leve sensação de onde aquilo vinha. Fechei os olhos durante dois segundos e dei um passo na sua direção. Abri os olhos, esperando que o ponto tivesse desaparecido, mas isso não aconteceu. Vi-o coçar a testa e foi aí que tive a certeza do que o ponto realmente era. Saltei na sua direção e empurrei-o  para o lado quando ouvi o som de uma arma de longa distância a ser disparada. Caí no chão e senti a pior dor que já tinha sentido em toda a minha vida. Deixei o meu corpo ficar estendido no chão de barriga para baixo enquanto tentava controlar a dor agonizante que sentia no meu ombro direito. Aquilo era insuportável e só me apetecia gritar e geme de dor, mas não me permiti fazer tal coisa.
    Segundos depois senti o meu protegido ser tirado de perto de mim e eu tentei mexer-me mas um par de mãos impediu-me de o fazer. Eu tinha de saber onde ele estava, tinha de saber de ele estava bem, se não tinha sido atingido nem nada do género. Tentei levantar a cabeça do chão mas outros dois pares de mãos ajudaram-me nisso. Os três homens pousaram-me em algo branco e confortável e transportaram-me para dentro de um veículo por mim desconhecido. Eu tentava sair dali mas eles não me deixavam. Senti uma picada no braço esquerdo e senti os meus olhos pesarem segundos depois. Tentei manter-me acordada mas não consegui, foi inevitável fazê-lo. Fechei os olhos e respirei fundo, desejando que estivesse tudo bem com o meu protegido.
    "Justin Bieber, onde estás tu?" Pensei, antes de perder totalmente a consciência.

(...)

    Abri os olhos quando fui capaz disso. Sentia o meu corpo dormente a ainda me doía o ombro. Tentei mexer-me mas foi-me impossível fazê-lo; o meu corpo não respondia às minhas ordens. Olhei em volta e tudo o que vi foi branco. Estava num quarto totalmente branco onde a única mobília era uma cama, na qual eu estava deitada, uma máquina enorme do meu lado esquerdo, uma cadeira e uma fina barra de ferro de onde pendia um saco com um líquido transparente no interior e que estava ligado ao meu braço  a partir de um fio.
    "Onde é que eu estou?" Pensei.
    Aos poucos, a dormência foi passando e os músculos começaram a reagir. Dores agudas começaram a ser sentidas em várias pontos do braço. Levantei-o um pouco e pude ver que estavam três agulhas espetadas no mesmo. A máquina estranha ao meu lado fazia uns sons agudos repetitivos capazes de queimar os miolos a qualquer um de tão irritantes serem. Olhei para a máquina enquanto voltava a descansar o braço na cama e pude ver que, a cada apito, a linha verde do monitor elevava, fazendo várias formas em "V" inverso. No canto inferior direito estava um pequeno coração, igualmente verde, acompanhado por um número. Eu estava a achar aquilo muito estranho. Nunca tinha visto nada como aquilo e o cheiro a álcool e a desifetante já me estava a dar dores de cabeça. A enfermaria do campus era muito simples com apenas uma cama e uma grande quantidade de remédios e comprimidos de todos os tipos.
    A porta foi aberta de rompante e o meu coração acelerou nesse instante. Os apitos da máquina também aumentaram de ritmo e eu vi que a máquina estava ligada ao meu dedo indicador por uma pequena caixa cinzenta à volta dele.
    -  Oh, ainda bem que acordou. - Disse a figura que tinha acabado de entrar no quarto.
    Olhei para ela e vi que era uma mulher que aparentava estar entre os vinte e cinco e os trinta anos. Ela foi até à cadeira que estava a um canto do quarto e pegou numa prancheta que lá estava. Virou-se para mim e percebi que ela usava uma bata branca que lhe chegava aos joelhos.
    -  Vou chamar o médico. Espere um momento por favor. - Disse, saindo em seguida do quarto e fechando a porta, deixando-me sozinha naquele sítio desconhecido.
    Médico? Então aquilo era uma enfermaria? Lembro-me da única vez em que fui à enfermaria do campus. Os procedimentos naquele quarto eram muitos simples. Dizias ao médico o que é que tinhas, ele confirmava e depois dava-te um comprimido ou um remédio do enorme armário. Três dias depois já estavas como nova. A não ser, claro, se fossem lesões que implicassem gesso ou ligaduras. Recordo-me de que o Ethan me disse qualquer coisa de ter ido parar a uma grande infra-estrutura porque tinha sido ferido. Acho que ele tinha dito que se chamava... Hum... Hospital? Sim, acho que era isso.
    Tentei sentar-me na cama mas aqueles fios tornavam a posição muito desconfortável. Por isso, voltei a ajeitar-me na cama enquanto esperava pelo tal Médico.
    Ouvi a porta ser aberta novamente e olhei na direção da mesma. Um homem sorria enquanto fechava a porta e trazia a cadeira para perto da cama onde eu estava deitada.
    -  Olá! Saiba que é ótimo vê-la acordada. - Disse ele, sentando-se. - Sou o Doutor Gray e tenho-a acompanhado desde que chegou aqui ao hospital. - Pronto, era assim mesmo que se chamava. - O efeito do calmante era para ter durado mais tempo, mas vejo que não fez muito efeito. Sente dores? - Neguei com a cabeça. - Isso é ótimo. Significa que a medicação teve tempo para fazer efeito. Queira saber que a ferida que a bala lhe fez no seu ombro teve de ser retirada com uma operação. Mas correu tudo bem e essa ligadura vai pôr o seu braço em ordem em pouco mais de um mês. Deve trocar a ligadura pelo menos uma vez por semana para a ferida não infetar e daqui a exatamente um mês, pode voltar aqui para se retirarem os pontos. Lembre-se que não pode fazer muitos esforços com esse braço e qualquer dúvida que tenha pode falar comigo. Mais um coisa... Você receberá alta dentro de dois dias. Não pode sair mais cedo porque ainda temos de ter a certeza de que está tudo bem.
    Fiquei a olhar para ele sem reação. Tinha conseguido perceber tudo graças ao tradutor na minha orelha mas havia algum vocabulário que ainda me era um pouco desconhecido. Pontos? Tirar pontos? E o que significa "receber alta"? O Ethan não me falou sobre nada disto. Sorri para lhe dar a entender de que tinha percebido tudo.
    -  Obrigada por tudo Doutor Gray. - Tentei mostrar confiança mas na verdade não sabia o que fazer. Posso ser uma agente secreta mas tenho os meus limites. Ensinaram-me apenas o básico da medicina. É óbvio que eu não iria aprender algo que não fosse tão importante como línguas estrangeiras ou estudo de novas estratégias.
    -  Ainda bem que entendeu tudo. Agora vou deixá-la descansar e amanhã começaremos as análises. - Disse ele, com um sorriso confortável. - Vou só retirar as agulhas pois só vai precisar do soro a partir de agora.
    Ele levantou-se e retirou a caixinha cinzenta do meu dedo e todas as agulhas e tubos, deixando apenas um, aquele que estava ligado ao saco pendurado na barra de ferro. Por cada agulha que ele tirava do meu braço, eu sentia um pequeno ardor na pele, mas nada comparado ao que eu fui treinada para aguentar e nada comparado ao tiro que eu tinha levado.
    -  Pode-me só dizer que horas são? - Perguntei antes que ele saísse do quarto.
    -  São quase dez da noite do dia catorze de Setembro. - Respondeu-me olhando para o seu relógio de pulso e abrindo a porta do quarto.
    -  Eu só tenho mais uma pergunta.
    -  Diga, por favor.
    -  O que é que os polícias lhe disseram?
    Ele hesitou um pouco antes de responder, suspirando um pouco.
    -  Eles disseram-me que a levariam para a Esquadra assim que recebesse alta aqui no Hospital.
    -  Está bem. Obrigada, Doutor.
    Ele sorriu e saiu do quarto, fechando a porta atrás de si. A minha mente começou a trabalhar a mil à hora a partir do momento em que ouvi o "clique" que avisava que o quarto tinha sido fechado à chave.
    Aquela luta tinha acontecido no dia catorze por isso, eu tinha ficado inconsciente apenas por algumas horas. Tinha de encontrar uma maneira de sair daquele sítio o mais rápido possível sem que ninguém nem nada me visse. A fechadura não seria um problema.
    Agora que já só tinha um fio a pender-me do braço, já me podia sentar na cama. Olhei em volta e vi a minha mochila e os meus óculos de espião a um canto da sala e, junto a ela, estava um pequeno cesto com a minha roupa preta e a minha arma por cima dela. Ou o pessoal dali era incompetente... Ou era muito incompetente. Eu era considerada uma suspeita pela polícia e mesmo assim deixavam armas às minha mão?
    Olhei para a roupa que estava a vestir e vi que era uma espécie de vestido branco com pequenos círculos à mesma distância uns dos outros e que decoravam toda a extensão do tecido de uma forma tediosa.
    Levantei-me calmamente e reparei que o poste de ferro tinha umas pequenas rodas debaixo dos seus apoios. Sorri internamente com isso e agarrei no ferro arrastando-o comigo até perto dos meus pertences. Olhei em volta no quarto à procura de algum tipo de sistema de vigilância e, depois de confirmar de que não havia nenhuma câmara à vista, tirei a agulha do braço com cuidado, sentindo novamente um pequeno ardor, e troquei aquele vestido branco às bolinhas pelo meu fato de espião preto. Calcei-me e agarrei na minha arma, pondo-a novamente à cintura, nos meus óculos, ajeitando-os na cana do nariz, e na minha mochila, atirando-a para as costas. A minha ideia era usar o canivete para destruir a fechadura por dentro, sair sem ser vista e abandonar o Hospital por alguma saída de emergência. E foi exatamente o que fiz.
    Tirei o canivete do bolso e destranquei a porta. Pressionei uma zona um pouco abaixo do umbigo e senti um formigueiro ligeiro percorrer todo o meu corpo. Guardei o canivete no bolso e puxei o capuz do casaco para cima da cabeça. Abri a porta sorrateiramente e espreitei para ambos os lados do corredor apesar de saber que ninguém me conseguiria ver. A costa estava livre, por isso, segui as luzes de emergência no chão e, depois de virar para quatro corredores, encontrei a saída da emergência. Abri a porta com cuidado para me certificar de que não tinha nenhum alarme instalado. Para minha alegria não tinha e por isso aprecei-me a sair daquele edifício que ainda cheirava intensamente a desifetante.
    O ar frio do exterior, fez-me o meu corpo estremecer mas o fato de espião aqueceu-o no segundo seguinte. A noite estava ventosa e parecia que se aproximava uma tempestade. Desci as escadas de emergência o mais rápido de podia mas acabei por chegar ao chão a deslizar pelo corrimão. Para além de ser mais fácil, era mais eficaz e rápido.
    Levei a mão novamente ao ponto estratégico abaixo do umbigo e voltei a sentir o formigueiro. Acionei o modo GPS nos óculos e introduzi a morada da casa através da minha voz. Em poucos segundos surgiu uma linha verde à minha frente a indicar-me o caminho que deveria seguir. No canto inferior esquerdo do visor apareceu um pequeno mapa da área em que eu me encontrava e, um pouco mais acima, em letras pequenas, estavam as coordenadas da origem e do destino acompanhadas por outras informações que não me eram úteis no momento.
    Olhei novamente para os lados para ter a certeza de que não havia ninguém e aprecei-me a seguir a linha verde no chão que me levaria de volto ao meu posto.

(...)

Dia Seguinte...

Justin Bieber's POV

    Acordei na minha cama sobressaltado. Tinha tido um sonho - ou melhor, um pesadelo - com aquela cena no pátio do estúdio. Lembro-me de ter visto um dos meus amigos e meu segurança pessoal a ser transportado numa maca para o Hospital assim como os outros dois seguranças do edifício para fazer exames e lembro-me da rapariga a sangrar do ombro. Aquela ferida devia ter doído imenso mas ela não tinha demonstrado qualquer indício de que estava a sentir dor ou até agonia.
    "Há malucos para tudo." Pensei, com alguma indiferença, antes de me levantar e dirigir-me para a casa de banho para tomar um duche rápido e vestir uma roupa.
    Desci para a cozinha para tomar o pequeno almoço e fiquei surpreendido por encontrar scooter sentado à mesa a beber café de uma chávena pequena.
    -  Por aqui? - Perguntei ao aproximar-me do frigorífico.
    -  Dormi aqui não sei se te lembras.
    -  Ah, pois foi. Esqueci-me.
    Ontem, quando a polícia nos escoltou até minha casa, pediram ao Scooter para ficar por aqui também para o caso de mais homens daquela laia aparecessem e tentassem apanhá-lo enquanto ele ia para casa.
    Tirei o leite para fora e fui buscar uma taça ao armário e uma caixa de cereais à despensa.
    -  Já viste as notícias? - Perguntou-me ele, depois de eu pousar tudo em cima da mesa.
    -  Eu não vejo as notícias, Scooter. - Respondi, enquanto enchia a taça com leite.
    -  Pois devias. Mas gravei uma parte para o caso de não teres visto. Achei que gostarias de ver.
    -  Ok.
    Voltei a guardar o leite no frigorífico e peguei na taça de cereais e numa colher antes de me dirigir para a sala para ver a tal notícia.
    Sentei-me no sofá e estiquei-me para pegar no comando que estava em cima da mesa de centro. Abri o menu as gravações e pus a última a dar. O Scooter tinha posto a gravar a partir do meio da notícia, mas deu para perceber o tema imediatamente. Era uma mulher que falava enquanto passavam imagens do acontecimento.
    "(...) foi forçada por um par de homens que, de acordo com os relatos da polícia, foram também responsáveis por terem chamado uma multidão de fãs do cantor com o objetivo de encobrir a sua chegada ao recinto. De acordo com os relatos de algumas fãs presentes àquela hora, estes dois homens foram impedidos por alguns seguranças do cantor e também por uma figura feminina desconhecida. Esta foi levada para o Hospital por ter sido vítima de um tiro no ombro direito logo após ter poupado o cantor a uma morte súbita. Esta manhã recebemos a notícia de que a rapariga conseguiu fugir do hospital onde se encontrava durante a noite, quando os médicos pensavam que a mesma descansava da operação. A polícia anda agora atrás de pistas sobre o paradeiro da rapariga, considerada suspeita e cúmplice dos dois homens que invadiram o recinto do estúdio onde o cantor Justin Bieber gravava as suas músicas. Esta notícia será atualizada mais tarde depois de algumas entrevistas. Vamos agora passar  uma gravação do conflito entre a rapariga e os dois homens feita por uma fã."
    A gravação parou ali e eu olhava sem reação para a televisão.
    -  Rapariga interessante esta.
    -  Ela é considerada suspeita. - Disse, ainda de olhos vidrados na imagem desfocada da cara dela que aparecia na televisão. - Porquê? - Desviei o olhar para Scooter que agora se encontrava encostado ao braço do sofá. - Toda a gente viu o que ela fez.
    -  As pessoas têm maneiras diferentes de interpretar as coisas. E os polícias têm de começar por algum lado, não é verdade? - Respondeu, encolhendo os ombros. - Vais acabar de comer isso? O teu pai ligou mas como estavas lá em cima, atendi eu. Ele pediu-me para te avisar que ele pediu para que tu passares lá no hotel para ir buscar os teus irmãos para irem dar uma volta já que a Erin não se anda a sentir bem.
    -  Ok, obrigado. Quando é que ele disse para eu aparecer?
    -  Ele não disse.
    -  Então vou agora. - Levantei-me e corri para a cozinha com a raça na mão. Pu-la na bancada e corri para o meu quarto para me calçar, vestir um casaco e arranjar o cabelo. Desci novamente.
    -  Devias arranjar uma empregada sabias? - Reclamou Scooter ao olhar para a cozinha.
    Mudei para aquela casa/mansão há pouco mais de uma semana pois tinha decidido viver sozinho agora que tinha dezoito anos, quase dezanove. Mas ainda não me tinha organizado completamente. A cozinha estava uma confusão com pratos e copos espalhados pela enorme bancada. Eu quase nunca tinha tempo para arrumar nada já que estávamos a acabar de gravar o novo álbum.
    -  Depois penso nisso. Vou sair. - Disse, pegando na primeira chave de carro que me apareceu à frente e noutro conjunto com as chaves de casa.
    -  Tens de levar seguranças contigo, Justin.
    -  O quê? Porquê?
    -  Não podemos ignorar o que aconteceu ontem. E se outros da mesma laia aparecerem? O que farias contra eles?
    -  Scooter eu...
    -  Não há Scooter, nem meio Scooter! Tu vais levar seguranças e não se fala mais nisso. Vais estar com os teus irmãos e vais ser o responsável se alguma coisa lhes acontecer.
    Calei-me na hora. Nos meus irmãos ninguém toca! Até tinha arrepios só de pensar nisso.
    -  Ótimo. - Disse ele, depois de eu assentir com a cabeça. - Vão quatro contigo. Em carros diferentes. Nem vais notar a presença deles.
    -  Ok. Mais alguma coisa? - Perguntei, ligeiramente aborrecido.
    -  Só mais uma coisa. Quando voltares já cá não vou estar.
    Assenti e saí da casa dirigindo-me aos carros do lado de fora. Carreguei num botão da chave e procurei que carro é que tinha sido ativado. Não prestei muita atenção ao escolher a chave por isso, não sabia a que carro pertencia. Entrei no carro e fechei a porta do mesmo, ligando-o e abrindo o portão da casa com o comando. Do lado de fora vi dois carros pretos estacionados. O Scooter já sabia que eu não podia recusar tê-los atrás de mim por isso, devis tê-los chamado mais cedo. Encostei a cabeça ao banco do carro e suspirei alto. Ajeitei-me no assento e dei a partida.

(...)

    Depois de uma longa conversa com o meu pai sobre o que tinha acontecido lá no estúdio, saí do hotel com Jazmyn e Jaxon e fomos para um parque um pouco afastado da cidade. O mesmo em que tinha ido com eles e o meu pai à uma semana atrás.
    Saí do carro e tirei os meus irmãos das suas cadeiras. Abri o porta-bagagens e tirei uma bola lá de dentro.
    -  Eu quero um gelado. - Pediu a Jazzy estendendo a mão na minha direção. Dei-lhe a mão e Jaxon agarrou na outra mão dela.
    Fingi não ter ouvido.
    Senti Jazzy a sacutir a minha mão, tentando chamar-me a atenção.
    -  Eu quero gelado. - Repetiu.
    Continuei sem dizer nada.
    -  Tens de dizer por favor. - Ouvi Jaxon sussurrar no ouvido da irmã. Ela riu-se e olhou para mim novamente, sorrindo lindamente.
    -  Eu quero gelado... por favor!
    Dessa vez olhei para ela.
    -  Claro, vamos lá.
    Perto do estacionamento havia uma geladaria que tinha sempre clientes, independentemente da estação no ano. Comprei um gelado para a Jazzy e o Jaxon acabou por querer um também.
    Fiquei a vê-los brincar com a bola enquanto me sentava a pensar em... tudo o que tinha acontecido. Fiquei com receio de que Scooter tivesse razão e puderem aparecer aqui mais daqueles homens.
    Aproximei-me dos meus irmãos e sentei-me na relva perto deles. Eles sentaram-se também e ficámos em roda enquanto atirávamos a bola uns para os outros.
    -  JB?
    Olhei em volta para ver quem me tinha chamado. Um dos meus seguranças estava atrás de mim. Irritei-me por o ver ali e por os meus irmãos o estarem a ver.
    -  Sim? Que foi?
    Ele fez-me sinal com a mão para me afastar um pouco. Provavelmente por causa dos meus irmãos. Levantei-me relutante por os deixar ali sozinhos mas não era por alguns minutos que uma catástrofe ia acontecer. Ele afastou-se cerca de dez metros e eu segui-o.
    -  Encontrámos mais dois homens suspeitos. - Disse ele.
    -  Onde? - Perguntei, já preocupado. Afinal, Scooter tinha razão, eles vinham atrás de mim.
    Pareço um egocêntrico a pensar mas acho que é a verdade.
    -  Quando saíste do carro, eles apareceram e o Jacob e o Oliver apanharam-nos. Eles ficaram no carro com os dois homens.
    Para ser franco não fazia a mínima ideia de quem eram o Jacob e o Oliver. Deviam ser dois dos quatro seguranças que vinham atrás de mim.
    Fiz-lhe sinal com a mão para ele continuar.
    -  Não tenho mais nada a dizer. Era só para avisar de que só estamos dois em campo agora.
    -  Hum... Ok. vou ter com os meus irmãos então.
    -  Sim. Desculpa pelo incómodo.
    Confirmei com a cabeça e vi-o ir-se embora, olhando em volta tranquilamente. Virei-me e vislumbrei os meus irmãos um pouco ao fundo. Jaxon brincava sozinho com a bola enquanto de Jazzy mexia num canteiro de flores perto de uma árvore. Aproximei-me deles em passo descontraído enquanto olhava em volta disfarçadamente. Tinha medo de encontrar mais daqueles homens.
    Só que algo fez-me estacar ali mesmo. Vi um vislumbre de uma silhueta a passar de uma árvore para outra, escondendo-se atrás dos troncos. Suspeitei imediatamente. Deixei-me ficar onde estava para ver se conseguia ver mais alguma coisa. Nada. Devia ter sido apenas imaginação minha, afinal, estou sob pressão.
    Olhei em frente e vi Jazzy levantar-se e caminhar na minha direção. Peguei nela ao colo quando esta chegou perto de mim.
    -  Justin!
    Olhei para trás, para ver quem me tinha chamado. A voz era grossa e o tom soava como um aviso. Mas... Aviso para quê? Vi o homem com quem eu tinha estado a falar à poucos minutos a correr na minha direção. Ele estava longe, por isso, demoraria um pouco a chegar aos meus pés. Não percebia o porquê de tanta aflição.
    Senti Jazzy apertar o meu ombro e puxar levemente o tecido da camisola, tentando chamar-me a atenção.
    Ela olhava para algo atrás de mim.
    -  Quem é aquele? - Perguntou, apontando.
    Olhei para onde ela apontava e vi um homem corpulento e de aspeto assustador a dizer alguma coisa... ao meu irmão! Virei-me imediatamente e caminhei em passo rápido na direção deles. Jaxon continuava descontraído a mexer na bola e o homem tentava manter conversa com ele, mas, este parecia ignorá-lo.
    Até que ele estendeu a mão na direção dele e eu tive pavor do que ele poderia fazer. Não conhecia o homem de lado nenhum e o aspeto dele levou-me a desconfiar de que pertencia àquela laia que tinha entrado no estúdio.
    -  Jaxon! - Praticamente berrei, tentando chamar a sua atenção. Acabei também por chamar a atenção do homem que sorria de um modo assustador.
    Ouvi o ruído caraterístico de pancada e olhei pelo canto do olho, vendo os dois seguranças que restavam a lutar contra outros dois homens. De uma árvore a uns metros de distância saiu outro vestido da mesma forma que os outros três: Roupa preta e óculos escuros.
    Foi então que desejei que a tal rapariga aparecesse para me livrar de mais uma. Desejei que ela estivesse a observar-me e que aparecesse no momento certo, assim como aconteceu no estúdio e no disparo da arma.
    O homem que tinha saído de trás do tronco aproximava-se a passo rápido com as suas pernas enormes e tirava lentamente algo do seu cinto. O outro continuava a sorrir. Parecia um demónio, se é que ele se pode comparar a um. Jaxon parecia nem notar o que acontecia ao seu redor.
    -  Jaxon, anda cá! - Chamei novamente. Vi-o olhar na minha direção e levantar-se calmamente como se nada estivesse a acontecer.
    Ouvi um som que parecia um choque elétrico e vi o outro homem a contorcer-se no chão. Fiquei chocado com aquela visão. Não era nada bonito ver aquilo por isso escondi o rosto da minha irmã na curva do meu pescoço. Senti uma brisa fraca que me fez fechar os olhos por milésimos de segundo e quando os abri novamente vi o que menos esperava no momento.
    Uma figura feminína estava estática com o braço esquerdo esticado à frente da cara e na sua mão estava uma arma. E quem era o alvo? O homem que estava agora com um braço à volta do corpo do meu irmão, impedindo-o de fugir. Mas este não parecia ter notado a rapariga. Ele aproximou-se lentamente de mim com o meu irmão nos braços a tentar soltar-se e parou a pouco mais do que pareciam ser três metros.
    -  Vens connosco, Justin Bieber, que nada acontecerá com os teus irmãosinhos. - Disse ele, com uma voz arranhada e grossa.
    Hesitei. Naquele momento, hesitei. Eu estava com medo, muito medo. Tinha, literalmente, a vida do meu irmão nos braços do homem e EU tinha medo de me entregar. Eu queria proteger os meus irmãos a todo o custo mas tinha também medo do que eles me fariam a mim. E isso era algo imperdoável. O meu dever como irmãos mais velho era ensinar e proteger o mais possível os mais novos e eu... tinha medo disso.
    Dei um passo em frente ainda com Jazzy escolhida no meu colo e ouvi outra voz. Uma voz nova, feminina e, digamos, suave.
    -  Larga o rapaz.
    Não vi ninguém. A rapariga já não estava no lugar de antes e não se encontrava em lado nenhum. Vi o homem olhar em volta, também à procura de quem tinha falado.
    -  Não vou repetir. - Ela parecia mais perto mas parecia também mais longe. Era como se a voz estivesse a ser trazida pelo vento.
    A adrenalina no meu corpo crescia a cada segundo agonizante que passava. A voz não parecia ter dono.
    Ouvi o homem arfar e arquear ligeiramente as costas enquanto virava a cabeça para trás, para espreitar por cima do seu ombro. Não entendi o porquê daquilo mas vi-o dar uns passos em frente e olhar para trás, desconfiado. Jaxon ainda se debatia no seu colo, tentando soltar-se dos enormes braços que o rodeavam. 
    -  LARGA-O - Disse a voz, agora num tom de ordem. O homem não parecia mais apavorado que eu. Ele virava-se para todos os lados, procurando quem falava e eu não fazia algo muito diferente.
    O homem grunhiu novamente arqueando as costas. Eu estava a ficar cada vez mais assustado com aquilo. Jazzy permanecia imóvel no meu colo e sempre que tentava levantar a cabeça eu não a deixava, fazendo com que ela se escondesse na curva do meu pescoço novamente.
    -  Acreditas em fantasmas? - Disse a voz novamente, um pouco mais calma.
    Vi o homem baixar-se lentamente, mas não parecia ser por vontade própria. Parecia que algo o obrigava a ir para baixo. Algo pareceu afastar bruscamente os braços do homem e ele grunhiu novamente. Vi o meu irmão cair de pé no chão, sem qualquer ferimento por estar a pouco mais de dois centímetros do chão. De seguida, vi o homem levantar-se rapidamente e cair para trás depois de se contorcer durante, pelo menos, três segundos. Nesse momento pude ouvir novamente aquele som de um choque elétrico e vi o homem contorcer-se no chão ligeiramente. Jaxon continuava parado no mesmo lugar sem se mexer.
    Não consegui reagir. O meu corpo não respondia às minhas ações. Aquilo não fazia sentido nenhum. Eu tinha visto um homem a cair no chão sozinho e tinha acabado de ouvir uma voz que não tinha corpo. Eu devia estar a sonhar. É, aquilo só podia ser um sonho. Ninguém cai inconsciente no chão sem nenhuma razão aparente. E o ar não fala, pois não?
    Senti outra brisa a queimar os meus olhos ligeiramente e fechei os olhos por dois segundos. Quando os abri deparei-me com uma cena realmente absurda. A rapariga de à pouco estava agora agachada à frente do meu irmão, que estava de lado para mim, e ela passava a mão carinhosamente pelo pouco cabelo que ele tinha. Ok, eu devia estar mesmo a sonhar. Ninguém aparece de um segundo para outro.
    Vi Jaxon estender os braços na direção da rapariga e vi-a pegar nele ao colo. Ela levantou-se e pareceu olhar para mim por uns breves segundos, que foram os suficientes para eu a reconhecer. Era ela! Era a mesma da da outra vez! Ela vestia exatamente a mesma coisa: A roupa preta justa ao corpo, as botas de salto baixo, o cabelo preso e os óculos escuros que me pareciam estranhos por causa do formato. Ela virou-se e foi caminhando em direção a um banco que havia a poucos passos de distância, onde eu estava antes sentado.
    Senti os meus músculos reagirem e caminhei em passo rápido na direção dela. Não havia ninguém por perto e eu precisava de saber quem ela era. Vi-a pousar Jaxon no banco e virar-se para ir embora.
    -  Espera! - Ainda a tentei impedir mas não serviu de nada pois vi-a caminhar para trás de uma árvore a quatro metros de onde Jaxon estava.
    Pousei Jazzy ao lado do irmão e corri para ver o tal tronco. Rodeei-o duas vezes mas não vi ninguém. Ela tinha... desaparecido. Ainda olhei em volta, procurando por algum sinal dela. Não vi nada por entre os ramos daquela árvore.
    Por isso, voltei para perto dos meus irmãos.
    -  Ela pediu-me para te dar isto. - Disse Jaxon estendendo-me um pequeno pedaço de papel onde estava escrito algo numa caligrafia delicada e cuidada.

"And you? Do you believe in... ghosts?"

    -  Bieber? Justin Bieber? - Perguntou alguém, fazendo-me desviar a atenção do papel. Era um polícia.
    -  Sim, eu próprio.
    -  Estamos a levar os homens para os carros. Preciso que me acompanhe à esquadra por favor, apenas para fazer um relatório.
    -  Sim, está bem. Vou só falar com os meus seguranças. Dê-me só cinco minutos.
    -  Tudo bem.
    Ele afastou-se e eu segui-o com o olhar. Guardei o papel no bolso das calças com cuidado e peguei nos meus dois irmãos ao colo, seguindo o polícia rapidamente. Em pouco mais de três minutos chegámos à entrada do parque onde se podiam ver sete carros da polícia e vários agentes a transportar os seis homens para os carros. A maioria estava inconsciente mas os dois que se mantinham acordados ainda tremiam ligeiramente. Vi Scooter aparecer no meio daquela confusão e vir ter comigo.
    -  Tudo bem? Está tudo bem convosco? - Perguntou ele.
    -  Huhum. Onde é que estão os quatro homens que vieram comigo? - Perguntei. Eu queria saber onde é que eles estavam quando EU mais precisei deles.
    -  Ali. - Disse ele, apontando para um carro preto encostado à berma da estrada. - Dá-me os teus irmãos para eu os ir pôr no meu carro. Enquanto passas pela esquadra, eu levo-os para o hotel.
    -  Está bem. Obrigado, Scooter.
    Despedi-me dos meus irmãos e fui em direção do carro preto. O que vi foi um polícia de pé, ao pé do carro, com um bloco de notas e uma caneta na mão enquanto tentava falar com dois seguranças que pareciam suar frio. Perguntei-me o que tinha acontecido e aproximei-me.
    -  Eu juro! Eu não vi nada! Eu estava a tentar lidar com aquele homem quando ouvimos uma voz e a única coisa que vi foi o homem à minha frente a cair no chão inconsciente e a tremer e eu a ser atirado ao chão.
    -  E você não viu quem o atirou ao chão? - Perguntou o polícia ao homem, enquanto tirava alguns apontamentos no bloco de notas.
    -  Não. A única coisa que sei é que, milésimos de segundo antes de o homem cair ao chão, ouvi uma voz feminina que vinha do nada a perguntar "Acreditas em fantasmas?".
    Não ouvi mais nada. Decidi afastar-me do grupo sem que eles me vissem e dirigi-me rapidamente ao carro de Scooter antes que ele se fosse embora. Fantasmas?
    Abri a porta do carro para perguntar a Jaxon se a tal rapariga lhe tinha dito alguma coisa, mas ele intrometeu-se.
    -  Era a menina do parque. Ela era aquela a quem eu fui pedir a bola. - Disse-me ele.
    -  Justin? - Chamou alguém antes que eu pudesse dizer alguma coisa.
    -  Sim?
    -  Ali os agentes querem que vás com eles para a esquadra agora. Eu avisei-lhes que ias no teu carro.
    -  Está bem. Obrigado outra vez, Scooter.
    -  Depois falamos melhor sobre isto em casa.
    Assenti e afastei-me em direção ao estacionamento. Destranquei o carro e entrei lá dentro, fechando a porta em seguida. Apoiei os cotovelos nos joelhos e afundei a cara nas minhas mãos a tentar perceber alguma coisa do que tinha acontecido. Retirei o papel cuidadosamente escrito de dentro do bolso e reli-o novamente. Se eu acredito em fantasmas? Claro que não. Porque haveria eu de acreditar?
    Liguei o carro e saí do estacionamento, seguindo os outros carros da polícia em direção à esquadra. Decidi que não diria nada sobre aquele papel.

(...)


*******************************************************
Olá leitoras! Peço muitas desculpas por não ter publicado nada mais cedo mas é que eu escrevi esta última parte uma centena de vezes mas nunca parecia ficar perfeita. E mesmo assim não consegui que ficasse nada de jeito. Mas pronto... Peço desculpa novamente pela demora e espero que tenham gostado do capítulo.
Vou tentar publicar o próximo o mais rápido possível mas vai começar a época dos testes e já sabem como é, vai ser um bocadinho difícil mas vou dar dar o meu melhor! :)
Vejo-vos no próximo capítulo!
Beijoos!!

domingo, 14 de abril de 2013

Half Of My Heart - Capítulo 05 - Words Hurt


Capítulo 05 - Words Hurt

Espero que gostem! Boa leitura.

Pensei que nos íamos beijar ali, mas acho que ambos pensámos que não era o momento certo. Às vezes parece que lemos os pensamentos um do outro e que quando um sente algo, o outro também sente. Comecei a ficar com arrepios de frio e também por estar naquela situação, isto era o que ele me fazia sentir quando eu tocava no seu corpo, era como se cada toque me arrepiasse e ficava querendo-o mais, senti-lo ainda mais. 
-Estás com frio? - ele falou baixinho e eu assenti com a cabeça. - vamos para as toalhas. 
-Está bem. - afastei-me dele e quando comecei a andar ele foi atrás e agarrou a minha mão, fazendo-me ficar com o braço esticado para trás.
Chegámos às toalhas e deitamo-nos lado a lado, fiquei com a cabeça virada para ele e ele virado para mim. Quando ele sorria eu sorria, e quando eu sorria ele sorria. Parecíamos uns tontinhos ali a olhar um para o outro, mas e depois? Ele é tão lindo, tem os olhos mais hipnotizantes que já vi.
-Ahh vou sair daqui que nem uma torrada humana. - ele riu-se e sentei-me com as pernas cruzadas (pernas-à-chinês, acho).
-Queres um gelado? Eu posso ir comprar para nós os dois. - eu sorri com a ideia e ele levantou-se a sorrir também. - queres de que?
-Morango e manga. - ele afastou-se e passados uns minutos voltou com os gelados.
-Brigada. - Aceitei e comecei a comer. - O teu é de que?
-Pêssego e banana. - sorri para ele. - queres provar?
-Simm, podes provar do meu se quiseres. - eu provei do dele, que era mesmo bom e ele também pareceu gostar do meu.

-Sim? - atendi o telemóvel sentando-me.
-Olá filha! Olha eu vim cá a casa e não estavas.
-Ah… - olhei para o Justin que continuava a comer o gelado e a olhar para mim. - pois, eu hoje vim com o Justin à praia. 
-Aih, parece que vocês gostam mesmo muito um do outro. - ela pareceu animada.
-Sim… - revirei os olhos e o Justin riu.
-É assim, eu vim cá porque eu ia convidar-te para vires jantar comigo e com o Jack. - ela falou um pouco com receio e eu fechei os olhos, pensando que aquilo podia ser mentira… o Justin olhou para mim preocupado e eu fiquei um tempo sem responder. - Stella? - voltei a não responder durante uns minutos.
-É quando? - falei calma para não começar a partir o telemóvel.
-Amanhã.
-Eu ligo mais tarde com a resposta.
-Tá bom, espero que possas vir. Beijinhos. - pareceu um pouco triste, mas para ser sincera não me afetou.
-Tchau. - desliguei logo o telemóvel, vendo que o Justin ainda estava a olhar para mim curioso.
-O que se passa?
-Era a minha mãe, quer que eu vá lá jantar amanhã… - meti as mãos na cara e pousei os cotovelos nas minhas pernas, senti ele a agarrar as minhas mãos e entrelaça-las. 
-E tu vais? - no olhar dele parecia haver uma pontada de preocupação.
-Não sei… - fiquei algum tempo a pensar naquilo. - Achas que devo?
-Depende…
-Como assim? - fiquei sem entender.
-Se achares que é melhor ir vais. Ou seja, achas que vai parecer mal se não fores? Achas que te ficas a sentir bem se não fores? - ele tinha razão, eu podia ao menos mostrar um pouco de simpatia, talvez não me sentisse mal se não fosse mas se calhar sinto-me melhor se for ao pensar que até fiz uma boa ação. - e então?
-Se calhar vou.
-Tens a certeza?
-Não. - ele riu.
-Fazemos assim, pensas nisso depois e agora vamos aproveitar o dia, pode ser? - ele animou-me logo e sorri fazendo-o sorrir.
-Vamos jogar com as raquetes! - ri-me como uma criança enquanto me levantava e ele fez o mesmo com um sorriso.
-Onde estão? - apontei para a mala e ele tirou as raquetes e uma bolinha.
Começamos a jogar e teve piada porque eu sou uma porcaria e poucas vezes conseguíamos fazer o jogo durar.
-Oh Justin, eu não consigo. - reclamei a rir.
-Claro que consegues! Vamos tentar outra vez. - ele começou e conseguimos manter o jogo durante um pouco mais de tempo.
-Tive bem?! - ele riu-se.
-Estives-te. - sorri orgulhosa e ele lançou de novo a bola.
Mais uns minutos a jogar e eu já não aguentava mais.
-Ai não aguento mais. - aproximei-me dele.
-Tás com calor? - vi segundas intenções na pergunta e percebi que mesmo que eu respondesse "sim" ou "não" ele iria querer me mandar para a água.
-Ahm… - comecei a correr atirando a bola e raquete para as toalhas, vi ele a fazer o mesmo correndo atrás de mim. Na praia não havia muita gente por isso não era tão difícil de fugir, mas a areia não ajudava a correr eu eu já estava com dores nas pernas. - JUSTIN NÃO! EU TOU A MORRER. - ri-me enquanto corria, aliás, eu já estava a rir desde o início. Fiz ele rir e parei virando-me para trás fazendo-nos cair juntos na areia, ele por cima de mim, eu não conseguia parar de rir e ele estava com um sorriso na cara. 
-Anda princesa, vamos a um banho. - levantou-se e pegou-me ao colo correndo até à água enquanto eu debatia e gritava, já nem sabia se gritava ou ria. 
Agarrei-me com força a ele como se isso fosse o impedir de me mandar à água ou me fosse proteger. Quando caímos dentro de água quis-me vingar dele então comecei a mandar-lhe água sem parar, ele fez o mesmo mas depois mergulhou para baixo de água, fazendo-me assustar. Só depois me apercebi que ele estava debaixo das minhas pernas e fiquei sentada nos ombros dele.
-Oh meu deus, JUSTIN! - ri-me e ele começou a rir.
-Ganhei. - fez cara de vitorioso.
-Parvo! - comecei a rir e a dar-lhe pequenas palmadinhas na cabeça. - Não vale! - ele riu e mergulhou para baixou para eu poder voltar a meter os pés na areia.
Ele tentou fugir de mim porque sabia que eu iria querer me vingar de novo, mas não conseguiu porque e saltei para cima dele dentro de água e caímos juntos.
-Estou cansada. - rimos.
-Não parece. - piscou-me o olho e ainda lhe mandei mais água para cima fazendo-o rir.

No caminho para casa fomos a conversar e rir, cantávamos as músicas que começavam a dar que nem loucos.
-Sempre vais ao jantar? - fiquei séria.
-Acho que sim. Ela não deixa de ser minha mãe, tenho de fazer um esforço. - eu sorri fraco e ele sorriu de volta.
-Vais ver que vai correr bem. - meteu a sua mão por cima da minha, que estava em cima da minha perna e eu sorri.
-Espero que sim. - chegámos e ele parou o carro.
-Bem, tchau Justin. Brigada por hoje. 
-Não percebo porque ainda agradeces. - ri-me e ele puxou-me para me dar um beijo na cabeça. - até depois, boa sorte para amanhã.
-Bem preciso. - ri-me saí do carro caminhando até casa.
Mais tarde liguei à minha mãe e ela ficou toda animada. Teria de estar lá às 8h. 

Acordei de manhã já desanimada de pensar no jantar. Levantei-me sem vontade e vesti uma roupa desportiva qualquer confortável e fui à casa de banho fazer a minha higiene. O meu cabelo estava liso e bonito hoje (milagre) por isso deixei-o ficar solto. Peguei no meu telemóvel e fui para a cozinha preparar cereais, mas tarde reparei que tinha uma mensagem do Justin.
"Bom dia, pequena. Hoje vou estar ocupado por causa duma cena da universidade por isso não sei se te consigo ligar antes do teu jantar, mas vou tentar! Por isso boa sorte, caso eu não ligue. Beijo <3"
Aquele coração no final faz sempre o meu coração bater mais rápido, simplesmente faz. Respondi com isto:
"Bom dia, príncipe. Obrigada, vou tentar que corra tudo bem. Beijinho bebé <3"
Acabei de comer e atirei-me para o sofá onde batia a luz do sol, a pensar no que podia fazer hoje. Provavelmente nada, talvez fosse à piscina relaxar e depois tomava um banho para me despachar para o jantar.

Estava sentada na beira da piscina a brincar com a água e envolvida nos meus pensamentos, o fresco da água sabia bem nas minhas pernas e o sol acalmava-me. Estava com uns óculos e um bikini já um pouco antigo, já que não estava ali ninguém. Comecei a pensar naquilo que sentia pelo Justin, aquilo que nunca senti por ninguém. É estranho como parece que nos completamos, estranho como me sinto tão segura perto dele, os nervos que sinto e a vontade que tenho de o beijar e de estar com ele dia e noite. E no meio de tantos pensamentos o meu telemóvel, que estava perto de mim, começou a tocar.
-Estou?
-Oi amigaa! - ouvi a voz de Tracy e animei-me.
-Olá! Tudo bem? 
-Claro, e contigo?
-Sim. Um pouco nervosa. - admiti. 
-Então, porque?
-À noite vou jantar com a minha mãe e com o Jack, ia contar-te depois. - falei um pouco mais baixo do que o esperado.
-A sério? - ela ficou em silêncio durante uns minutos. - Ela convidou-te?
-Sim… eu aceitei. Tava com o Justin na praia.
-Conta tudo! - ri-me.
-Nós fomos à praia, não foi nada de especial. - ela riu-se.
-Pronto, não contes! - falou brincalhona. - Mas bem, boa sorte para mais tarde. Não fiques nervosa, não vale a pena.
-Obrigada. - ficamos em silêncio durante uns segundos. - ias ligar por alguma coisa específica?
-Por acaso não, nós já não falávamos à muito tempo!
-Pois é. - rimos. -  OLHA! Lembrei-me agora, e o Jake? - fiquei curiosa por saber o que aconteceu depois de eu abandonar a festa com o Justin.
-Pois é! Ele levou-me a casa porque o Justin te levou. Nós beijámo-nos… - ri-me.
-Não me digas que vocês fizeram aquilo que eu penso que vocês fizeram?! - ela riu.
-Não, mas ficamos juntos a noite toda e o dia seguinte todo… acho que estou a começar a gostar mesmo dele.
-Que lindo, aposto que vocês ainda vão namorar. - rimos as duas e vi que alguém me estava a ligar, era o Justin. - Tracy o Justin está a ligar. 
-Tudo bem, boa sorte para logo à noite, coisa boa. - ri-me. 
-Beijinhos, obrigada. - desliguei e atendi o telefonema do Justin já me sentindo nervosa, como sempre. - Olá Justin.
-Olá Stelly. - sorri automaticamente. - Nervosa pelo jantar?
-Um bocadinho… - ficamos em silêncio e pude ouvir a respiração dele do outro lado. - acho que daqui a um bocadinho vou preparar-me. Estás a fazer o que?
-Ainda estou aqui na universidade, vou chegar a casa tarde hoje. - já me estava a acalmar, afinal, conversar com ele acalmava-me sempre, mas sobravam sempre aqueles nervos estúpidos por estar a falar com ele. - Tenho de ir. Boa sorte pequena. - ri-me baixinho. 
-Obrigada. Até depois, beijinhos. 

Já estava despachada para ir e eram cerca de 7:32pm. Peguei na minha mala com o telemóvel, carteira e algumas coisinhas úteis e fui até à casa da minha mãe de autocarro, mal podia esperar por tirar a carta, poderia-me ver livre de autocarros para sempre. Cheguei a casa da minha mãe e de Jack e observei bem a grandeza daquilo, tinha um jardim enorme com lago, era lindo. Aproximei-me da porta e toquei à campainha com os nervos no corpo.
-Olá minha querida. - ela sorriu e abraçou-me.
-Olá mãe. - sorri de volta e apareceu o Jack para me cumprimentar também.
-Olá Stella, ainda bem que vieste. - cumprimentou-me com dois beijos na cara e eu sorri agradecendo.
-Entra, podes ficar um bocadinho na sala, o jantar está quase pronto. - entrei e eles conduziram-me à sala, fiquei a ver televisão sem prestar qualquer atenção ao que estava a dar.
A casa era extremamente grande e com mobiliário de luxo, o meu primeiro pensamento foi que ele era rico e ela provavelmente só casou com ele porque é uma interesseira. Relaxei o suficiente tentando pensar em outras coisas e passado uns minutos o jantar estava pronto. Sentei-me à mesa e fiquei em frente à minha mãe, ao nosso lado estava o Jack, na ponta da mesa que era incrivelmente gigante.
-Espero que gostem. Arroz de pato, como sempre gostas-te, Stella. - sorri e comecei a comer, estava delicioso, isso não posso negar.

O ambiente nem estava mau, conversamos e fomos comendo, a minha mãe e o Jack estavam a beber vinho e reparei que com o tempo estavam a ficar alterados, eu estava a beber água. O meu apetite não era muito, mas a comida era boa. Não tenho nada contra Jack, ele não tem a culpa e é um homem simpático, mas a questão de a minha mãe ocupar o lugar do meu pai com ele, já é algo que altera muito. A minha mãe já estava a começar a dizer conversas um pouco desconfortáveis mas deixei que assim fosse, manti a minha pose. 
-Stella, eu lamento imenso pelo seu pai. - Jack encarou-me sério e o meu estômago parecia contorcer-se e o meu coração apertar. 
-Oh, passado é passado, não é verdade? - a minha mãe falou a sorrir com aquela cara nojenta, eu estava prestes a desabar ali e começar a chorar, mas manti-me séria. - afinal o acidente foi o ano passado e nós já ultrapassamos isso. - ok. Por mim acaba aqui.
-Fico feliz saber que já ultrapassas-te a morte do teu antigo marido. Passado pode ser passado, mas ele é meu pai e não falas assim à minha frente sobre ele. Ele foi melhor que tu umas milhares de vezes, desde que ele morreu a minha vida é um inferno. Não, eu não ultrapassei, nem vou ultrapassar, porque ele foi a pessoa que mais amei, ao contrário de ti, sempre foste a pessoa que mais ÓDEEI, tratas-me como se fosse lixo, simplesmente como se eu nem fosse tua filha, e sabes que mais? Nem quero ser tua filha, isso para mim é uma vergonha, ter uma mãe como tu. - levantei-me já com as lágrimas as escorrer pelo meu rosto, estava vermelha e sem me aperceber nas últimas frases estava praticamente a gritar.

A cara dela parecia assustada e surpreendida, nunca tinha tido coragem de lhe mandar tudo à cara, mas ela não pode falar assim do meu pai à minha frente, ela tem de me respeitar. Estava de cabeça quente, não me responsabilizava pelas minhas atitudes nem pelo que dizia, sei que posso ter exagerado no que disse, mas não consegui controlar, ela merecia ouvir aquilo. Só não quero ver mais aquela mulher à minha frente, quero que ela suma da minha vida.
-Com licença. - ela ainda me olhava magoada, mas ignorei, como ela me tem feito estes anos todos. Saí e abri a porta da entrada, fechando com força indo até casa com lágrimas nos olhos, andei a passo apressado e quando finalmente cheguei atirei-me para o meu sofá, a chorar sem fim. 
A dor dentro de mim era horrível, parecia que tinha sentido novamente o que senti quando o meu pai morreu. Eu sentia vontade de nunca mais sair de casa, queria ter ali o meu pai. Um pouco mais tarde ouvi alguém a tocar à campainha, assustei-me e fiquei a olhar para a porta a pensar que podia ser a minha mãe, quer dizer, era impossível ser. Levantei-me a abri a porta, vendo o Justin à minha frente, eu estava com os olhos inchados, vermelhos e com a maquilhagem toda borrada, estava com os lábios secos e ainda sem respirar direito.
-STELLA. - ele ficou com o rosto preocupado e eu rapidamente o abracei, agradecendo mentalmente por ele ter aparecido naquele momento (aconteceu isto: http://24.media.tumblr.com/tumblr_memrz81T3E1qmr0vho1_500.gif). - Não, não, não. Não chores por favor princesa. - ainda não tinha conseguido parar, mas sentia-me mil vezes melhor nos braços dele a rodearem-me.
-Justin… - tentei respirar fundo. - isto dói tanto. - ainda estava a tentar recuperar a respiração. Senti uma lágrima cair em cima da minha cabeça e olhei para ele ainda com o rosto todo molhado.
-Vamos, vais lavar essa cara. - passou as mãos pela minha cara mas não valia de nada porque ainda desciam mais lágrimas silenciosas.
Fomos em direção ao meu quarto e à minha casa de banho, lavei a cara e peguei uma toalha seca para me secar. Voltei para o quarto e o Justin estava lá sentado à minha espera, fui para ao pé dele e sentei-me no meio das pernas dele metendo os meus braços na sua cintura e posando a cabeça na curva do pescoço dele.
-Odeio a minha mãe. - falei com a voz fraca e o Justin virou-me frente a ele. - ela e o Jack ficaram bêbedos e começaram a falar sobre o meu pai, e a minha mãe… - começaram a cair lágrimas outra vez.
-Shhhh, não chores pequena, eu não consigo ver-te chorar. - posei outra vez a cabeça no seu peito. Estar ali agarrada a ele reconfortava-me.

POV Justin

Vê-la a chorar assim era tortura para mim, ninguém sabe como me sinto a vê-a naquele estado, é como se o meu coração de despedaçasse todo. Tinha vontade de lhe dizer o quando eu a amo, que vou estar ali para sempre. Quando penso que ela já está a ficar calma ela volta a chorar e eu fico com uma vontade terrível de o fazer também, mas eu não vou fazer isso, eu tenho de sorrir para a fazer sorrir e esquecer aquilo. 
Podia não ser o momento, ou se calhar até era, eu sentia dentro de mim que eu devia admiti-lo…

Espero que tenham gostado deste capítulo, e que continuem a acompanhar. Comentem para eu saber se alguém está a ler pelo menos, nem que sejam criticas más, eu só queria opiniões. Como às vezes penso que estou a escrever para ninguém (sem ser para as minhas amigas) não sei se escrevo bem ou mal, por isso gostava de opiniões de fora :) beijos e vou tentar meter mais um brevemente.