Capítulo 4 (6434 palavras)
Lauren Adams's POV
Admito que os meus primeiros dias em Atlanta não foram os melhores. A cidade era demasiado movimentada para o meu gosto e seguir Justin Bieber para todos os sítios tornava-se uma tarefa complicada. Tive de entrar em sua casa, sem ninguém me ver é claro, e instalar escutas e micro-câmaras por todas as divisões, tive de pôr um localizador em todos os carros dele ou que ele usava e tive de dormir no telhado da própria casa para saber quando ele saía pela porta de entrada.
Os dias estavam muito tediosos mas, felizmente ou infelizmente, dependendo do ponto de vista, no meu sexto dia ali na cidade, dois homens vestidos de preto e com aparência suspeita conseguiram transpor os portões que davam passagem para o parque de estacionamento do edifício onde o meu protegido ia gravar as suas músicas, o que quer que isso seja.
À entrada do edifício gerou-se uma grande confusão. Os dois homens deviam ter chamado todas aquelas pessoas para que ninguém notasse a presença deles naquele local. Só que não resultou porque vi dois seguranças do local a ir ter com eles para os tentar expulsar. O que também não resultou porque eles foram postos inconscientes no minuto seguinte. Passados alguns minutos, apareceu outro segurança, um pouco mais musculoso que os outros, e eles envolveram-se numa luta a três.
Eu ainda estava a pensar em entrar com a multidão, para disfarçar, e instalar as escutas no rês-do-chão, já que, como a segurança do edifício era um pouco apertada e havia pessoas em todos os pisos, ser-me-ia muito difícil subir aos outros sem ser vista.
Mas a minha mente foi ocupada por outro assunto assim que vi o segurança a ficar em desvantagem por conta do cansaço. E se aqueles fossem os responsáveis pelo desaparecimento dos outros famosos? E se vieram cá para vir buscar Justin Bieber enquanto os seguranças ficavam distraídos e ocupados a tentar afastar a multidão?
- Lamento informar-vos mas a vossa linha acaba aqui. - Disse para mim mesma enquanto guardava os binóculos dentro da mochila e a punha às costas.
Saltei da árvore e pressionei a cintura, um pouco abaixo do umbigo, onde havia um botão quase invisível por ser tão pequeno. Senti o meu corpo estremecer um pouco e agora sabia que toda a gente me podia ver. Corri ao encontro da luta.
Atirei-me para as costas de um e consegui derrubá-lo com um pontapé certeiro na parte de trás de joelhos, fazendo-o cair de cara no chão. Subi para cima dele e prendi-lhe um braço em cima da cabeça dele enquanto lhe torcia o outro atrás das costas.
- Diz-me o que vieram aqui fazer se não quiseres sentir o que eu te posso fazer. - Ameacei num sussurro perto do seu ouvido dele. Ouvi um grunhido.
Só me apercebi que não tinha sido ele a fazer aquele som quando vi, pelo canto do olho, o outro homem a vir na minha direção. Isso fez-me largar o braço do outro que eu mantinha preso e saltar para fora da trajetória do outro.
Enquanto eles se ajudavam mutuamente, eu aproveitei para tirar a minha arma da mochila e escondi-a no cinto multi-usos que eu usava na cintura, para o caso de ser necessária. Eles vieram novamente para cima de mim e envolvemo-nos numa luta. Olhei de relance para o segurança agora inconsciente no chão antes de me concentrar novamente em desviar dos ataques dos dois homens. Não posso dizer que eles eram fracos. Apesar de eu ter tido treino intensivo de luta corpo a corpo, estes dois pareciam ter demasiada experiência nesse assunto quanto eu e isso só me fez aumentar a suspeita de que eles vieram de facto buscar o meu protegido.
Pouco tempo depois ouvi as sirenes que indicavam que a polícia estava a chegar. Nessa altura interroguei-me sobre quem os tinha chamado.
Aproveitei para deitar um dos homens ao chão e imobilizá-lo com um pontapé no meio das pernas que o fez cair de joelhos. Virei-me de costas para ele assim que pressenti que alguém vinha na minha direção e acertei um murro no estômago do outro homem. A polícia conseguiu furar por entre a multidão de pessoas que agora nos rodeavam e afastei-me quando vi quatro deles a levar os dois homens para os carros da polícia. Um polícia ficou a encarar-me. O seu uniforme era ligeiramente diferente do dos outros. Ele era o chefe, muito provavelmente. Ele encarava-me com a curiosidade expressa no seu olhar. Será que eles foram avisados que alguém viria? Era provável que não já que o campus era secreto, por isso, eu não podia correr o risco de ser considerada suspeita e presa por isso.
Poucos minutos depois, ao lado do polícia, apareceu o rapaz acompanhado por um homem ligeiramente mais alto que ele. Lembro-me de o ter visto no ficheiro de Justin Bieber. O homem chamava-se Scott Samuel Braun, ou melhor, Scooter Braun. Observei o rapaz com mais atenção e algo fez-me dar a volta ao estômago. Não foi o facto de ele estar de tronco nu que me fez arrepiar, mas sim um pequeno ponto vermelho que tremia ligeiramente mesmo no centro da testa dele. Aquilo pareceu-me muito suspeito por isso, usei os óculos-espião que já estavam na minha cara para avaliar melhor aquilo.
Era apenas uma luz mas eu tinha uma leve sensação de onde aquilo vinha. Fechei os olhos durante dois segundos e dei um passo na sua direção. Abri os olhos, esperando que o ponto tivesse desaparecido, mas isso não aconteceu. Vi-o coçar a testa e foi aí que tive a certeza do que o ponto realmente era. Saltei na sua direção e empurrei-o para o lado quando ouvi o som de uma arma de longa distância a ser disparada. Caí no chão e senti a pior dor que já tinha sentido em toda a minha vida. Deixei o meu corpo ficar estendido no chão de barriga para baixo enquanto tentava controlar a dor agonizante que sentia no meu ombro direito. Aquilo era insuportável e só me apetecia gritar e geme de dor, mas não me permiti fazer tal coisa.
Segundos depois senti o meu protegido ser tirado de perto de mim e eu tentei mexer-me mas um par de mãos impediu-me de o fazer. Eu tinha de saber onde ele estava, tinha de saber de ele estava bem, se não tinha sido atingido nem nada do género. Tentei levantar a cabeça do chão mas outros dois pares de mãos ajudaram-me nisso. Os três homens pousaram-me em algo branco e confortável e transportaram-me para dentro de um veículo por mim desconhecido. Eu tentava sair dali mas eles não me deixavam. Senti uma picada no braço esquerdo e senti os meus olhos pesarem segundos depois. Tentei manter-me acordada mas não consegui, foi inevitável fazê-lo. Fechei os olhos e respirei fundo, desejando que estivesse tudo bem com o meu protegido.
"Justin Bieber, onde estás tu?" Pensei, antes de perder totalmente a consciência.
Era apenas uma luz mas eu tinha uma leve sensação de onde aquilo vinha. Fechei os olhos durante dois segundos e dei um passo na sua direção. Abri os olhos, esperando que o ponto tivesse desaparecido, mas isso não aconteceu. Vi-o coçar a testa e foi aí que tive a certeza do que o ponto realmente era. Saltei na sua direção e empurrei-o para o lado quando ouvi o som de uma arma de longa distância a ser disparada. Caí no chão e senti a pior dor que já tinha sentido em toda a minha vida. Deixei o meu corpo ficar estendido no chão de barriga para baixo enquanto tentava controlar a dor agonizante que sentia no meu ombro direito. Aquilo era insuportável e só me apetecia gritar e geme de dor, mas não me permiti fazer tal coisa.
Segundos depois senti o meu protegido ser tirado de perto de mim e eu tentei mexer-me mas um par de mãos impediu-me de o fazer. Eu tinha de saber onde ele estava, tinha de saber de ele estava bem, se não tinha sido atingido nem nada do género. Tentei levantar a cabeça do chão mas outros dois pares de mãos ajudaram-me nisso. Os três homens pousaram-me em algo branco e confortável e transportaram-me para dentro de um veículo por mim desconhecido. Eu tentava sair dali mas eles não me deixavam. Senti uma picada no braço esquerdo e senti os meus olhos pesarem segundos depois. Tentei manter-me acordada mas não consegui, foi inevitável fazê-lo. Fechei os olhos e respirei fundo, desejando que estivesse tudo bem com o meu protegido.
"Justin Bieber, onde estás tu?" Pensei, antes de perder totalmente a consciência.
(...)
Abri os olhos quando fui capaz disso. Sentia o meu corpo dormente a ainda me doía o ombro. Tentei mexer-me mas foi-me impossível fazê-lo; o meu corpo não respondia às minhas ordens. Olhei em volta e tudo o que vi foi branco. Estava num quarto totalmente branco onde a única mobília era uma cama, na qual eu estava deitada, uma máquina enorme do meu lado esquerdo, uma cadeira e uma fina barra de ferro de onde pendia um saco com um líquido transparente no interior e que estava ligado ao meu braço a partir de um fio.
"Onde é que eu estou?" Pensei.
Aos poucos, a dormência foi passando e os músculos começaram a reagir. Dores agudas começaram a ser sentidas em várias pontos do braço. Levantei-o um pouco e pude ver que estavam três agulhas espetadas no mesmo. A máquina estranha ao meu lado fazia uns sons agudos repetitivos capazes de queimar os miolos a qualquer um de tão irritantes serem. Olhei para a máquina enquanto voltava a descansar o braço na cama e pude ver que, a cada apito, a linha verde do monitor elevava, fazendo várias formas em "V" inverso. No canto inferior direito estava um pequeno coração, igualmente verde, acompanhado por um número. Eu estava a achar aquilo muito estranho. Nunca tinha visto nada como aquilo e o cheiro a álcool e a desifetante já me estava a dar dores de cabeça. A enfermaria do campus era muito simples com apenas uma cama e uma grande quantidade de remédios e comprimidos de todos os tipos.
A porta foi aberta de rompante e o meu coração acelerou nesse instante. Os apitos da máquina também aumentaram de ritmo e eu vi que a máquina estava ligada ao meu dedo indicador por uma pequena caixa cinzenta à volta dele.
- Oh, ainda bem que acordou. - Disse a figura que tinha acabado de entrar no quarto.
Olhei para ela e vi que era uma mulher que aparentava estar entre os vinte e cinco e os trinta anos. Ela foi até à cadeira que estava a um canto do quarto e pegou numa prancheta que lá estava. Virou-se para mim e percebi que ela usava uma bata branca que lhe chegava aos joelhos.
- Vou chamar o médico. Espere um momento por favor. - Disse, saindo em seguida do quarto e fechando a porta, deixando-me sozinha naquele sítio desconhecido.
Médico? Então aquilo era uma enfermaria? Lembro-me da única vez em que fui à enfermaria do campus. Os procedimentos naquele quarto eram muitos simples. Dizias ao médico o que é que tinhas, ele confirmava e depois dava-te um comprimido ou um remédio do enorme armário. Três dias depois já estavas como nova. A não ser, claro, se fossem lesões que implicassem gesso ou ligaduras. Recordo-me de que o Ethan me disse qualquer coisa de ter ido parar a uma grande infra-estrutura porque tinha sido ferido. Acho que ele tinha dito que se chamava... Hum... Hospital? Sim, acho que era isso.
Tentei sentar-me na cama mas aqueles fios tornavam a posição muito desconfortável. Por isso, voltei a ajeitar-me na cama enquanto esperava pelo tal Médico.
Ouvi a porta ser aberta novamente e olhei na direção da mesma. Um homem sorria enquanto fechava a porta e trazia a cadeira para perto da cama onde eu estava deitada.
- Olá! Saiba que é ótimo vê-la acordada. - Disse ele, sentando-se. - Sou o Doutor Gray e tenho-a acompanhado desde que chegou aqui ao hospital. - Pronto, era assim mesmo que se chamava. - O efeito do calmante era para ter durado mais tempo, mas vejo que não fez muito efeito. Sente dores? - Neguei com a cabeça. - Isso é ótimo. Significa que a medicação teve tempo para fazer efeito. Queira saber que a ferida que a bala lhe fez no seu ombro teve de ser retirada com uma operação. Mas correu tudo bem e essa ligadura vai pôr o seu braço em ordem em pouco mais de um mês. Deve trocar a ligadura pelo menos uma vez por semana para a ferida não infetar e daqui a exatamente um mês, pode voltar aqui para se retirarem os pontos. Lembre-se que não pode fazer muitos esforços com esse braço e qualquer dúvida que tenha pode falar comigo. Mais um coisa... Você receberá alta dentro de dois dias. Não pode sair mais cedo porque ainda temos de ter a certeza de que está tudo bem.
Fiquei a olhar para ele sem reação. Tinha conseguido perceber tudo graças ao tradutor na minha orelha mas havia algum vocabulário que ainda me era um pouco desconhecido. Pontos? Tirar pontos? E o que significa "receber alta"? O Ethan não me falou sobre nada disto. Sorri para lhe dar a entender de que tinha percebido tudo.
- Obrigada por tudo Doutor Gray. - Tentei mostrar confiança mas na verdade não sabia o que fazer. Posso ser uma agente secreta mas tenho os meus limites. Ensinaram-me apenas o básico da medicina. É óbvio que eu não iria aprender algo que não fosse tão importante como línguas estrangeiras ou estudo de novas estratégias.
- Ainda bem que entendeu tudo. Agora vou deixá-la descansar e amanhã começaremos as análises. - Disse ele, com um sorriso confortável. - Vou só retirar as agulhas pois só vai precisar do soro a partir de agora.
Ele levantou-se e retirou a caixinha cinzenta do meu dedo e todas as agulhas e tubos, deixando apenas um, aquele que estava ligado ao saco pendurado na barra de ferro. Por cada agulha que ele tirava do meu braço, eu sentia um pequeno ardor na pele, mas nada comparado ao que eu fui treinada para aguentar e nada comparado ao tiro que eu tinha levado.
- Pode-me só dizer que horas são? - Perguntei antes que ele saísse do quarto.
- São quase dez da noite do dia catorze de Setembro. - Respondeu-me olhando para o seu relógio de pulso e abrindo a porta do quarto.
- Eu só tenho mais uma pergunta.
- Diga, por favor.
- O que é que os polícias lhe disseram?
Ele hesitou um pouco antes de responder, suspirando um pouco.
- Eles disseram-me que a levariam para a Esquadra assim que recebesse alta aqui no Hospital.
- Está bem. Obrigada, Doutor.
Ele sorriu e saiu do quarto, fechando a porta atrás de si. A minha mente começou a trabalhar a mil à hora a partir do momento em que ouvi o "clique" que avisava que o quarto tinha sido fechado à chave.
Aquela luta tinha acontecido no dia catorze por isso, eu tinha ficado inconsciente apenas por algumas horas. Tinha de encontrar uma maneira de sair daquele sítio o mais rápido possível sem que ninguém nem nada me visse. A fechadura não seria um problema.
Agora que já só tinha um fio a pender-me do braço, já me podia sentar na cama. Olhei em volta e vi a minha mochila e os meus óculos de espião a um canto da sala e, junto a ela, estava um pequeno cesto com a minha roupa preta e a minha arma por cima dela. Ou o pessoal dali era incompetente... Ou era muito incompetente. Eu era considerada uma suspeita pela polícia e mesmo assim deixavam armas às minha mão?
Olhei para a roupa que estava a vestir e vi que era uma espécie de vestido branco com pequenos círculos à mesma distância uns dos outros e que decoravam toda a extensão do tecido de uma forma tediosa.
Levantei-me calmamente e reparei que o poste de ferro tinha umas pequenas rodas debaixo dos seus apoios. Sorri internamente com isso e agarrei no ferro arrastando-o comigo até perto dos meus pertences. Olhei em volta no quarto à procura de algum tipo de sistema de vigilância e, depois de confirmar de que não havia nenhuma câmara à vista, tirei a agulha do braço com cuidado, sentindo novamente um pequeno ardor, e troquei aquele vestido branco às bolinhas pelo meu fato de espião preto. Calcei-me e agarrei na minha arma, pondo-a novamente à cintura, nos meus óculos, ajeitando-os na cana do nariz, e na minha mochila, atirando-a para as costas. A minha ideia era usar o canivete para destruir a fechadura por dentro, sair sem ser vista e abandonar o Hospital por alguma saída de emergência. E foi exatamente o que fiz.
Tirei o canivete do bolso e destranquei a porta. Pressionei uma zona um pouco abaixo do umbigo e senti um formigueiro ligeiro percorrer todo o meu corpo. Guardei o canivete no bolso e puxei o capuz do casaco para cima da cabeça. Abri a porta sorrateiramente e espreitei para ambos os lados do corredor apesar de saber que ninguém me conseguiria ver. A costa estava livre, por isso, segui as luzes de emergência no chão e, depois de virar para quatro corredores, encontrei a saída da emergência. Abri a porta com cuidado para me certificar de que não tinha nenhum alarme instalado. Para minha alegria não tinha e por isso aprecei-me a sair daquele edifício que ainda cheirava intensamente a desifetante.
O ar frio do exterior, fez-me o meu corpo estremecer mas o fato de espião aqueceu-o no segundo seguinte. A noite estava ventosa e parecia que se aproximava uma tempestade. Desci as escadas de emergência o mais rápido de podia mas acabei por chegar ao chão a deslizar pelo corrimão. Para além de ser mais fácil, era mais eficaz e rápido.
Levei a mão novamente ao ponto estratégico abaixo do umbigo e voltei a sentir o formigueiro. Acionei o modo GPS nos óculos e introduzi a morada da casa através da minha voz. Em poucos segundos surgiu uma linha verde à minha frente a indicar-me o caminho que deveria seguir. No canto inferior esquerdo do visor apareceu um pequeno mapa da área em que eu me encontrava e, um pouco mais acima, em letras pequenas, estavam as coordenadas da origem e do destino acompanhadas por outras informações que não me eram úteis no momento.
Olhei novamente para os lados para ter a certeza de que não havia ninguém e aprecei-me a seguir a linha verde no chão que me levaria de volto ao meu posto.
- Ainda bem que entendeu tudo. Agora vou deixá-la descansar e amanhã começaremos as análises. - Disse ele, com um sorriso confortável. - Vou só retirar as agulhas pois só vai precisar do soro a partir de agora.
Ele levantou-se e retirou a caixinha cinzenta do meu dedo e todas as agulhas e tubos, deixando apenas um, aquele que estava ligado ao saco pendurado na barra de ferro. Por cada agulha que ele tirava do meu braço, eu sentia um pequeno ardor na pele, mas nada comparado ao que eu fui treinada para aguentar e nada comparado ao tiro que eu tinha levado.
- Pode-me só dizer que horas são? - Perguntei antes que ele saísse do quarto.
- São quase dez da noite do dia catorze de Setembro. - Respondeu-me olhando para o seu relógio de pulso e abrindo a porta do quarto.
- Eu só tenho mais uma pergunta.
- Diga, por favor.
- O que é que os polícias lhe disseram?
Ele hesitou um pouco antes de responder, suspirando um pouco.
- Eles disseram-me que a levariam para a Esquadra assim que recebesse alta aqui no Hospital.
- Está bem. Obrigada, Doutor.
Ele sorriu e saiu do quarto, fechando a porta atrás de si. A minha mente começou a trabalhar a mil à hora a partir do momento em que ouvi o "clique" que avisava que o quarto tinha sido fechado à chave.
Aquela luta tinha acontecido no dia catorze por isso, eu tinha ficado inconsciente apenas por algumas horas. Tinha de encontrar uma maneira de sair daquele sítio o mais rápido possível sem que ninguém nem nada me visse. A fechadura não seria um problema.
Agora que já só tinha um fio a pender-me do braço, já me podia sentar na cama. Olhei em volta e vi a minha mochila e os meus óculos de espião a um canto da sala e, junto a ela, estava um pequeno cesto com a minha roupa preta e a minha arma por cima dela. Ou o pessoal dali era incompetente... Ou era muito incompetente. Eu era considerada uma suspeita pela polícia e mesmo assim deixavam armas às minha mão?
Olhei para a roupa que estava a vestir e vi que era uma espécie de vestido branco com pequenos círculos à mesma distância uns dos outros e que decoravam toda a extensão do tecido de uma forma tediosa.
Levantei-me calmamente e reparei que o poste de ferro tinha umas pequenas rodas debaixo dos seus apoios. Sorri internamente com isso e agarrei no ferro arrastando-o comigo até perto dos meus pertences. Olhei em volta no quarto à procura de algum tipo de sistema de vigilância e, depois de confirmar de que não havia nenhuma câmara à vista, tirei a agulha do braço com cuidado, sentindo novamente um pequeno ardor, e troquei aquele vestido branco às bolinhas pelo meu fato de espião preto. Calcei-me e agarrei na minha arma, pondo-a novamente à cintura, nos meus óculos, ajeitando-os na cana do nariz, e na minha mochila, atirando-a para as costas. A minha ideia era usar o canivete para destruir a fechadura por dentro, sair sem ser vista e abandonar o Hospital por alguma saída de emergência. E foi exatamente o que fiz.
Tirei o canivete do bolso e destranquei a porta. Pressionei uma zona um pouco abaixo do umbigo e senti um formigueiro ligeiro percorrer todo o meu corpo. Guardei o canivete no bolso e puxei o capuz do casaco para cima da cabeça. Abri a porta sorrateiramente e espreitei para ambos os lados do corredor apesar de saber que ninguém me conseguiria ver. A costa estava livre, por isso, segui as luzes de emergência no chão e, depois de virar para quatro corredores, encontrei a saída da emergência. Abri a porta com cuidado para me certificar de que não tinha nenhum alarme instalado. Para minha alegria não tinha e por isso aprecei-me a sair daquele edifício que ainda cheirava intensamente a desifetante.
O ar frio do exterior, fez-me o meu corpo estremecer mas o fato de espião aqueceu-o no segundo seguinte. A noite estava ventosa e parecia que se aproximava uma tempestade. Desci as escadas de emergência o mais rápido de podia mas acabei por chegar ao chão a deslizar pelo corrimão. Para além de ser mais fácil, era mais eficaz e rápido.
Levei a mão novamente ao ponto estratégico abaixo do umbigo e voltei a sentir o formigueiro. Acionei o modo GPS nos óculos e introduzi a morada da casa através da minha voz. Em poucos segundos surgiu uma linha verde à minha frente a indicar-me o caminho que deveria seguir. No canto inferior esquerdo do visor apareceu um pequeno mapa da área em que eu me encontrava e, um pouco mais acima, em letras pequenas, estavam as coordenadas da origem e do destino acompanhadas por outras informações que não me eram úteis no momento.
Olhei novamente para os lados para ter a certeza de que não havia ninguém e aprecei-me a seguir a linha verde no chão que me levaria de volto ao meu posto.
(...)
Dia Seguinte...
Justin Bieber's POV
Acordei na minha cama sobressaltado. Tinha tido um sonho - ou melhor, um pesadelo - com aquela cena no pátio do estúdio. Lembro-me de ter visto um dos meus amigos e meu segurança pessoal a ser transportado numa maca para o Hospital assim como os outros dois seguranças do edifício para fazer exames e lembro-me da rapariga a sangrar do ombro. Aquela ferida devia ter doído imenso mas ela não tinha demonstrado qualquer indício de que estava a sentir dor ou até agonia.
"Há malucos para tudo." Pensei, com alguma indiferença, antes de me levantar e dirigir-me para a casa de banho para tomar um duche rápido e vestir uma roupa.
Desci para a cozinha para tomar o pequeno almoço e fiquei surpreendido por encontrar scooter sentado à mesa a beber café de uma chávena pequena.
- Por aqui? - Perguntei ao aproximar-me do frigorífico.
- Dormi aqui não sei se te lembras.
- Ah, pois foi. Esqueci-me.
Ontem, quando a polícia nos escoltou até minha casa, pediram ao Scooter para ficar por aqui também para o caso de mais homens daquela laia aparecessem e tentassem apanhá-lo enquanto ele ia para casa.
Tirei o leite para fora e fui buscar uma taça ao armário e uma caixa de cereais à despensa.
- Já viste as notícias? - Perguntou-me ele, depois de eu pousar tudo em cima da mesa.
- Eu não vejo as notícias, Scooter. - Respondi, enquanto enchia a taça com leite.
- Pois devias. Mas gravei uma parte para o caso de não teres visto. Achei que gostarias de ver.
- Ok.
Voltei a guardar o leite no frigorífico e peguei na taça de cereais e numa colher antes de me dirigir para a sala para ver a tal notícia.
Sentei-me no sofá e estiquei-me para pegar no comando que estava em cima da mesa de centro. Abri o menu as gravações e pus a última a dar. O Scooter tinha posto a gravar a partir do meio da notícia, mas deu para perceber o tema imediatamente. Era uma mulher que falava enquanto passavam imagens do acontecimento.
"(...) foi forçada por um par de homens que, de acordo com os relatos da polícia, foram também responsáveis por terem chamado uma multidão de fãs do cantor com o objetivo de encobrir a sua chegada ao recinto. De acordo com os relatos de algumas fãs presentes àquela hora, estes dois homens foram impedidos por alguns seguranças do cantor e também por uma figura feminina desconhecida. Esta foi levada para o Hospital por ter sido vítima de um tiro no ombro direito logo após ter poupado o cantor a uma morte súbita. Esta manhã recebemos a notícia de que a rapariga conseguiu fugir do hospital onde se encontrava durante a noite, quando os médicos pensavam que a mesma descansava da operação. A polícia anda agora atrás de pistas sobre o paradeiro da rapariga, considerada suspeita e cúmplice dos dois homens que invadiram o recinto do estúdio onde o cantor Justin Bieber gravava as suas músicas. Esta notícia será atualizada mais tarde depois de algumas entrevistas. Vamos agora passar uma gravação do conflito entre a rapariga e os dois homens feita por uma fã."
A gravação parou ali e eu olhava sem reação para a televisão.
- Rapariga interessante esta.
- Ela é considerada suspeita. - Disse, ainda de olhos vidrados na imagem desfocada da cara dela que aparecia na televisão. - Porquê? - Desviei o olhar para Scooter que agora se encontrava encostado ao braço do sofá. - Toda a gente viu o que ela fez.
- As pessoas têm maneiras diferentes de interpretar as coisas. E os polícias têm de começar por algum lado, não é verdade? - Respondeu, encolhendo os ombros. - Vais acabar de comer isso? O teu pai ligou mas como estavas lá em cima, atendi eu. Ele pediu-me para te avisar que ele pediu para que tu passares lá no hotel para ir buscar os teus irmãos para irem dar uma volta já que a Erin não se anda a sentir bem.
- Ok, obrigado. Quando é que ele disse para eu aparecer?
- Ele não disse.
- Então vou agora. - Levantei-me e corri para a cozinha com a raça na mão. Pu-la na bancada e corri para o meu quarto para me calçar, vestir um casaco e arranjar o cabelo. Desci novamente.
- Devias arranjar uma empregada sabias? - Reclamou Scooter ao olhar para a cozinha.
Mudei para aquela casa/mansão há pouco mais de uma semana pois tinha decidido viver sozinho agora que tinha dezoito anos, quase dezanove. Mas ainda não me tinha organizado completamente. A cozinha estava uma confusão com pratos e copos espalhados pela enorme bancada. Eu quase nunca tinha tempo para arrumar nada já que estávamos a acabar de gravar o novo álbum.
- Depois penso nisso. Vou sair. - Disse, pegando na primeira chave de carro que me apareceu à frente e noutro conjunto com as chaves de casa.
- Tens de levar seguranças contigo, Justin.
- O quê? Porquê?
- Não podemos ignorar o que aconteceu ontem. E se outros da mesma laia aparecerem? O que farias contra eles?
- Scooter eu...
- Não há Scooter, nem meio Scooter! Tu vais levar seguranças e não se fala mais nisso. Vais estar com os teus irmãos e vais ser o responsável se alguma coisa lhes acontecer.
Calei-me na hora. Nos meus irmãos ninguém toca! Até tinha arrepios só de pensar nisso.
- Ótimo. - Disse ele, depois de eu assentir com a cabeça. - Vão quatro contigo. Em carros diferentes. Nem vais notar a presença deles.
- Ok. Mais alguma coisa? - Perguntei, ligeiramente aborrecido.
- Só mais uma coisa. Quando voltares já cá não vou estar.
Assenti e saí da casa dirigindo-me aos carros do lado de fora. Carreguei num botão da chave e procurei que carro é que tinha sido ativado. Não prestei muita atenção ao escolher a chave por isso, não sabia a que carro pertencia. Entrei no carro e fechei a porta do mesmo, ligando-o e abrindo o portão da casa com o comando. Do lado de fora vi dois carros pretos estacionados. O Scooter já sabia que eu não podia recusar tê-los atrás de mim por isso, devis tê-los chamado mais cedo. Encostei a cabeça ao banco do carro e suspirei alto. Ajeitei-me no assento e dei a partida.
Sentei-me no sofá e estiquei-me para pegar no comando que estava em cima da mesa de centro. Abri o menu as gravações e pus a última a dar. O Scooter tinha posto a gravar a partir do meio da notícia, mas deu para perceber o tema imediatamente. Era uma mulher que falava enquanto passavam imagens do acontecimento.
"(...) foi forçada por um par de homens que, de acordo com os relatos da polícia, foram também responsáveis por terem chamado uma multidão de fãs do cantor com o objetivo de encobrir a sua chegada ao recinto. De acordo com os relatos de algumas fãs presentes àquela hora, estes dois homens foram impedidos por alguns seguranças do cantor e também por uma figura feminina desconhecida. Esta foi levada para o Hospital por ter sido vítima de um tiro no ombro direito logo após ter poupado o cantor a uma morte súbita. Esta manhã recebemos a notícia de que a rapariga conseguiu fugir do hospital onde se encontrava durante a noite, quando os médicos pensavam que a mesma descansava da operação. A polícia anda agora atrás de pistas sobre o paradeiro da rapariga, considerada suspeita e cúmplice dos dois homens que invadiram o recinto do estúdio onde o cantor Justin Bieber gravava as suas músicas. Esta notícia será atualizada mais tarde depois de algumas entrevistas. Vamos agora passar uma gravação do conflito entre a rapariga e os dois homens feita por uma fã."
A gravação parou ali e eu olhava sem reação para a televisão.
- Rapariga interessante esta.
- Ela é considerada suspeita. - Disse, ainda de olhos vidrados na imagem desfocada da cara dela que aparecia na televisão. - Porquê? - Desviei o olhar para Scooter que agora se encontrava encostado ao braço do sofá. - Toda a gente viu o que ela fez.
- As pessoas têm maneiras diferentes de interpretar as coisas. E os polícias têm de começar por algum lado, não é verdade? - Respondeu, encolhendo os ombros. - Vais acabar de comer isso? O teu pai ligou mas como estavas lá em cima, atendi eu. Ele pediu-me para te avisar que ele pediu para que tu passares lá no hotel para ir buscar os teus irmãos para irem dar uma volta já que a Erin não se anda a sentir bem.
- Ok, obrigado. Quando é que ele disse para eu aparecer?
- Ele não disse.
- Então vou agora. - Levantei-me e corri para a cozinha com a raça na mão. Pu-la na bancada e corri para o meu quarto para me calçar, vestir um casaco e arranjar o cabelo. Desci novamente.
- Devias arranjar uma empregada sabias? - Reclamou Scooter ao olhar para a cozinha.
Mudei para aquela casa/mansão há pouco mais de uma semana pois tinha decidido viver sozinho agora que tinha dezoito anos, quase dezanove. Mas ainda não me tinha organizado completamente. A cozinha estava uma confusão com pratos e copos espalhados pela enorme bancada. Eu quase nunca tinha tempo para arrumar nada já que estávamos a acabar de gravar o novo álbum.
- Depois penso nisso. Vou sair. - Disse, pegando na primeira chave de carro que me apareceu à frente e noutro conjunto com as chaves de casa.
- Tens de levar seguranças contigo, Justin.
- O quê? Porquê?
- Não podemos ignorar o que aconteceu ontem. E se outros da mesma laia aparecerem? O que farias contra eles?
- Scooter eu...
- Não há Scooter, nem meio Scooter! Tu vais levar seguranças e não se fala mais nisso. Vais estar com os teus irmãos e vais ser o responsável se alguma coisa lhes acontecer.
Calei-me na hora. Nos meus irmãos ninguém toca! Até tinha arrepios só de pensar nisso.
- Ótimo. - Disse ele, depois de eu assentir com a cabeça. - Vão quatro contigo. Em carros diferentes. Nem vais notar a presença deles.
- Ok. Mais alguma coisa? - Perguntei, ligeiramente aborrecido.
- Só mais uma coisa. Quando voltares já cá não vou estar.
Assenti e saí da casa dirigindo-me aos carros do lado de fora. Carreguei num botão da chave e procurei que carro é que tinha sido ativado. Não prestei muita atenção ao escolher a chave por isso, não sabia a que carro pertencia. Entrei no carro e fechei a porta do mesmo, ligando-o e abrindo o portão da casa com o comando. Do lado de fora vi dois carros pretos estacionados. O Scooter já sabia que eu não podia recusar tê-los atrás de mim por isso, devis tê-los chamado mais cedo. Encostei a cabeça ao banco do carro e suspirei alto. Ajeitei-me no assento e dei a partida.
(...)
Depois de uma longa conversa com o meu pai sobre o que tinha acontecido lá no estúdio, saí do hotel com Jazmyn e Jaxon e fomos para um parque um pouco afastado da cidade. O mesmo em que tinha ido com eles e o meu pai à uma semana atrás.
Saí do carro e tirei os meus irmãos das suas cadeiras. Abri o porta-bagagens e tirei uma bola lá de dentro.
- Eu quero um gelado. - Pediu a Jazzy estendendo a mão na minha direção. Dei-lhe a mão e Jaxon agarrou na outra mão dela.
Fingi não ter ouvido.
Senti Jazzy a sacutir a minha mão, tentando chamar-me a atenção.
- Eu quero gelado. - Repetiu.
Continuei sem dizer nada.
- Tens de dizer por favor. - Ouvi Jaxon sussurrar no ouvido da irmã. Ela riu-se e olhou para mim novamente, sorrindo lindamente.
- Eu quero gelado... por favor!
Dessa vez olhei para ela.
- Claro, vamos lá.
Perto do estacionamento havia uma geladaria que tinha sempre clientes, independentemente da estação no ano. Comprei um gelado para a Jazzy e o Jaxon acabou por querer um também.
Fiquei a vê-los brincar com a bola enquanto me sentava a pensar em... tudo o que tinha acontecido. Fiquei com receio de que Scooter tivesse razão e puderem aparecer aqui mais daqueles homens.
Aproximei-me dos meus irmãos e sentei-me na relva perto deles. Eles sentaram-se também e ficámos em roda enquanto atirávamos a bola uns para os outros.
- JB?
Olhei em volta para ver quem me tinha chamado. Um dos meus seguranças estava atrás de mim. Irritei-me por o ver ali e por os meus irmãos o estarem a ver.
- Sim? Que foi?
Ele fez-me sinal com a mão para me afastar um pouco. Provavelmente por causa dos meus irmãos. Levantei-me relutante por os deixar ali sozinhos mas não era por alguns minutos que uma catástrofe ia acontecer. Ele afastou-se cerca de dez metros e eu segui-o.
- Encontrámos mais dois homens suspeitos. - Disse ele.
- Onde? - Perguntei, já preocupado. Afinal, Scooter tinha razão, eles vinham atrás de mim.
Pareço um egocêntrico a pensar mas acho que é a verdade.
- Quando saíste do carro, eles apareceram e o Jacob e o Oliver apanharam-nos. Eles ficaram no carro com os dois homens.
Para ser franco não fazia a mínima ideia de quem eram o Jacob e o Oliver. Deviam ser dois dos quatro seguranças que vinham atrás de mim.
Fiz-lhe sinal com a mão para ele continuar.
- Não tenho mais nada a dizer. Era só para avisar de que só estamos dois em campo agora.
- Hum... Ok. vou ter com os meus irmãos então.
- Sim. Desculpa pelo incómodo.
Confirmei com a cabeça e vi-o ir-se embora, olhando em volta tranquilamente. Virei-me e vislumbrei os meus irmãos um pouco ao fundo. Jaxon brincava sozinho com a bola enquanto de Jazzy mexia num canteiro de flores perto de uma árvore. Aproximei-me deles em passo descontraído enquanto olhava em volta disfarçadamente. Tinha medo de encontrar mais daqueles homens.
- Encontrámos mais dois homens suspeitos. - Disse ele.
- Onde? - Perguntei, já preocupado. Afinal, Scooter tinha razão, eles vinham atrás de mim.
Pareço um egocêntrico a pensar mas acho que é a verdade.
- Quando saíste do carro, eles apareceram e o Jacob e o Oliver apanharam-nos. Eles ficaram no carro com os dois homens.
Para ser franco não fazia a mínima ideia de quem eram o Jacob e o Oliver. Deviam ser dois dos quatro seguranças que vinham atrás de mim.
Fiz-lhe sinal com a mão para ele continuar.
- Não tenho mais nada a dizer. Era só para avisar de que só estamos dois em campo agora.
- Hum... Ok. vou ter com os meus irmãos então.
- Sim. Desculpa pelo incómodo.
Confirmei com a cabeça e vi-o ir-se embora, olhando em volta tranquilamente. Virei-me e vislumbrei os meus irmãos um pouco ao fundo. Jaxon brincava sozinho com a bola enquanto de Jazzy mexia num canteiro de flores perto de uma árvore. Aproximei-me deles em passo descontraído enquanto olhava em volta disfarçadamente. Tinha medo de encontrar mais daqueles homens.
Só que algo fez-me estacar ali mesmo. Vi um vislumbre de uma silhueta a passar de uma árvore para outra, escondendo-se atrás dos troncos. Suspeitei imediatamente. Deixei-me ficar onde estava para ver se conseguia ver mais alguma coisa. Nada. Devia ter sido apenas imaginação minha, afinal, estou sob pressão.
Olhei em frente e vi Jazzy levantar-se e caminhar na minha direção. Peguei nela ao colo quando esta chegou perto de mim.
- Justin!
Olhei para trás, para ver quem me tinha chamado. A voz era grossa e o tom soava como um aviso. Mas... Aviso para quê? Vi o homem com quem eu tinha estado a falar à poucos minutos a correr na minha direção. Ele estava longe, por isso, demoraria um pouco a chegar aos meus pés. Não percebia o porquê de tanta aflição.
Senti Jazzy apertar o meu ombro e puxar levemente o tecido da camisola, tentando chamar-me a atenção.
Ela olhava para algo atrás de mim.
- Quem é aquele? - Perguntou, apontando.
Olhei para onde ela apontava e vi um homem corpulento e de aspeto assustador a dizer alguma coisa... ao meu irmão! Virei-me imediatamente e caminhei em passo rápido na direção deles. Jaxon continuava descontraído a mexer na bola e o homem tentava manter conversa com ele, mas, este parecia ignorá-lo.
Até que ele estendeu a mão na direção dele e eu tive pavor do que ele poderia fazer. Não conhecia o homem de lado nenhum e o aspeto dele levou-me a desconfiar de que pertencia àquela laia que tinha entrado no estúdio.
- Jaxon! - Praticamente berrei, tentando chamar a sua atenção. Acabei também por chamar a atenção do homem que sorria de um modo assustador.
Ouvi o ruído caraterístico de pancada e olhei pelo canto do olho, vendo os dois seguranças que restavam a lutar contra outros dois homens. De uma árvore a uns metros de distância saiu outro vestido da mesma forma que os outros três: Roupa preta e óculos escuros.
Foi então que desejei que a tal rapariga aparecesse para me livrar de mais uma. Desejei que ela estivesse a observar-me e que aparecesse no momento certo, assim como aconteceu no estúdio e no disparo da arma.
O homem que tinha saído de trás do tronco aproximava-se a passo rápido com as suas pernas enormes e tirava lentamente algo do seu cinto. O outro continuava a sorrir. Parecia um demónio, se é que ele se pode comparar a um. Jaxon parecia nem notar o que acontecia ao seu redor.
- Jaxon, anda cá! - Chamei novamente. Vi-o olhar na minha direção e levantar-se calmamente como se nada estivesse a acontecer.
Ouvi um som que parecia um choque elétrico e vi o outro homem a contorcer-se no chão. Fiquei chocado com aquela visão. Não era nada bonito ver aquilo por isso escondi o rosto da minha irmã na curva do meu pescoço. Senti uma brisa fraca que me fez fechar os olhos por milésimos de segundo e quando os abri novamente vi o que menos esperava no momento.
Uma figura feminína estava estática com o braço esquerdo esticado à frente da cara e na sua mão estava uma arma. E quem era o alvo? O homem que estava agora com um braço à volta do corpo do meu irmão, impedindo-o de fugir. Mas este não parecia ter notado a rapariga. Ele aproximou-se lentamente de mim com o meu irmão nos braços a tentar soltar-se e parou a pouco mais do que pareciam ser três metros.
- Vens connosco, Justin Bieber, que nada acontecerá com os teus irmãosinhos. - Disse ele, com uma voz arranhada e grossa.
Hesitei. Naquele momento, hesitei. Eu estava com medo, muito medo. Tinha, literalmente, a vida do meu irmão nos braços do homem e EU tinha medo de me entregar. Eu queria proteger os meus irmãos a todo o custo mas tinha também medo do que eles me fariam a mim. E isso era algo imperdoável. O meu dever como irmãos mais velho era ensinar e proteger o mais possível os mais novos e eu... tinha medo disso.
Dei um passo em frente ainda com Jazzy escolhida no meu colo e ouvi outra voz. Uma voz nova, feminina e, digamos, suave.
- Larga o rapaz.
Não vi ninguém. A rapariga já não estava no lugar de antes e não se encontrava em lado nenhum. Vi o homem olhar em volta, também à procura de quem tinha falado.
- Não vou repetir. - Ela parecia mais perto mas parecia também mais longe. Era como se a voz estivesse a ser trazida pelo vento.
A adrenalina no meu corpo crescia a cada segundo agonizante que passava. A voz não parecia ter dono.
Ouvi o homem arfar e arquear ligeiramente as costas enquanto virava a cabeça para trás, para espreitar por cima do seu ombro. Não entendi o porquê daquilo mas vi-o dar uns passos em frente e olhar para trás, desconfiado. Jaxon ainda se debatia no seu colo, tentando soltar-se dos enormes braços que o rodeavam.
Olhei em frente e vi Jazzy levantar-se e caminhar na minha direção. Peguei nela ao colo quando esta chegou perto de mim.
- Justin!
Olhei para trás, para ver quem me tinha chamado. A voz era grossa e o tom soava como um aviso. Mas... Aviso para quê? Vi o homem com quem eu tinha estado a falar à poucos minutos a correr na minha direção. Ele estava longe, por isso, demoraria um pouco a chegar aos meus pés. Não percebia o porquê de tanta aflição.
Senti Jazzy apertar o meu ombro e puxar levemente o tecido da camisola, tentando chamar-me a atenção.
Ela olhava para algo atrás de mim.
- Quem é aquele? - Perguntou, apontando.
Olhei para onde ela apontava e vi um homem corpulento e de aspeto assustador a dizer alguma coisa... ao meu irmão! Virei-me imediatamente e caminhei em passo rápido na direção deles. Jaxon continuava descontraído a mexer na bola e o homem tentava manter conversa com ele, mas, este parecia ignorá-lo.
Até que ele estendeu a mão na direção dele e eu tive pavor do que ele poderia fazer. Não conhecia o homem de lado nenhum e o aspeto dele levou-me a desconfiar de que pertencia àquela laia que tinha entrado no estúdio.
- Jaxon! - Praticamente berrei, tentando chamar a sua atenção. Acabei também por chamar a atenção do homem que sorria de um modo assustador.
Ouvi o ruído caraterístico de pancada e olhei pelo canto do olho, vendo os dois seguranças que restavam a lutar contra outros dois homens. De uma árvore a uns metros de distância saiu outro vestido da mesma forma que os outros três: Roupa preta e óculos escuros.
Foi então que desejei que a tal rapariga aparecesse para me livrar de mais uma. Desejei que ela estivesse a observar-me e que aparecesse no momento certo, assim como aconteceu no estúdio e no disparo da arma.
O homem que tinha saído de trás do tronco aproximava-se a passo rápido com as suas pernas enormes e tirava lentamente algo do seu cinto. O outro continuava a sorrir. Parecia um demónio, se é que ele se pode comparar a um. Jaxon parecia nem notar o que acontecia ao seu redor.
- Jaxon, anda cá! - Chamei novamente. Vi-o olhar na minha direção e levantar-se calmamente como se nada estivesse a acontecer.
Ouvi um som que parecia um choque elétrico e vi o outro homem a contorcer-se no chão. Fiquei chocado com aquela visão. Não era nada bonito ver aquilo por isso escondi o rosto da minha irmã na curva do meu pescoço. Senti uma brisa fraca que me fez fechar os olhos por milésimos de segundo e quando os abri novamente vi o que menos esperava no momento.
Uma figura feminína estava estática com o braço esquerdo esticado à frente da cara e na sua mão estava uma arma. E quem era o alvo? O homem que estava agora com um braço à volta do corpo do meu irmão, impedindo-o de fugir. Mas este não parecia ter notado a rapariga. Ele aproximou-se lentamente de mim com o meu irmão nos braços a tentar soltar-se e parou a pouco mais do que pareciam ser três metros.
- Vens connosco, Justin Bieber, que nada acontecerá com os teus irmãosinhos. - Disse ele, com uma voz arranhada e grossa.
Hesitei. Naquele momento, hesitei. Eu estava com medo, muito medo. Tinha, literalmente, a vida do meu irmão nos braços do homem e EU tinha medo de me entregar. Eu queria proteger os meus irmãos a todo o custo mas tinha também medo do que eles me fariam a mim. E isso era algo imperdoável. O meu dever como irmãos mais velho era ensinar e proteger o mais possível os mais novos e eu... tinha medo disso.
Dei um passo em frente ainda com Jazzy escolhida no meu colo e ouvi outra voz. Uma voz nova, feminina e, digamos, suave.
- Larga o rapaz.
Não vi ninguém. A rapariga já não estava no lugar de antes e não se encontrava em lado nenhum. Vi o homem olhar em volta, também à procura de quem tinha falado.
- Não vou repetir. - Ela parecia mais perto mas parecia também mais longe. Era como se a voz estivesse a ser trazida pelo vento.
A adrenalina no meu corpo crescia a cada segundo agonizante que passava. A voz não parecia ter dono.
Ouvi o homem arfar e arquear ligeiramente as costas enquanto virava a cabeça para trás, para espreitar por cima do seu ombro. Não entendi o porquê daquilo mas vi-o dar uns passos em frente e olhar para trás, desconfiado. Jaxon ainda se debatia no seu colo, tentando soltar-se dos enormes braços que o rodeavam.
- LARGA-O - Disse a voz, agora num tom de ordem. O homem não parecia mais apavorado que eu. Ele virava-se para todos os lados, procurando quem falava e eu não fazia algo muito diferente.
O homem grunhiu novamente arqueando as costas. Eu estava a ficar cada vez mais assustado com aquilo. Jazzy permanecia imóvel no meu colo e sempre que tentava levantar a cabeça eu não a deixava, fazendo com que ela se escondesse na curva do meu pescoço novamente.
- Acreditas em fantasmas? - Disse a voz novamente, um pouco mais calma.
Vi o homem baixar-se lentamente, mas não parecia ser por vontade própria. Parecia que algo o obrigava a ir para baixo. Algo pareceu afastar bruscamente os braços do homem e ele grunhiu novamente. Vi o meu irmão cair de pé no chão, sem qualquer ferimento por estar a pouco mais de dois centímetros do chão. De seguida, vi o homem levantar-se rapidamente e cair para trás depois de se contorcer durante, pelo menos, três segundos. Nesse momento pude ouvir novamente aquele som de um choque elétrico e vi o homem contorcer-se no chão ligeiramente. Jaxon continuava parado no mesmo lugar sem se mexer.
Não consegui reagir. O meu corpo não respondia às minhas ações. Aquilo não fazia sentido nenhum. Eu tinha visto um homem a cair no chão sozinho e tinha acabado de ouvir uma voz que não tinha corpo. Eu devia estar a sonhar. É, aquilo só podia ser um sonho. Ninguém cai inconsciente no chão sem nenhuma razão aparente. E o ar não fala, pois não?
Senti outra brisa a queimar os meus olhos ligeiramente e fechei os olhos por dois segundos. Quando os abri deparei-me com uma cena realmente absurda. A rapariga de à pouco estava agora agachada à frente do meu irmão, que estava de lado para mim, e ela passava a mão carinhosamente pelo pouco cabelo que ele tinha. Ok, eu devia estar mesmo a sonhar. Ninguém aparece de um segundo para outro.
Vi Jaxon estender os braços na direção da rapariga e vi-a pegar nele ao colo. Ela levantou-se e pareceu olhar para mim por uns breves segundos, que foram os suficientes para eu a reconhecer. Era ela! Era a mesma da da outra vez! Ela vestia exatamente a mesma coisa: A roupa preta justa ao corpo, as botas de salto baixo, o cabelo preso e os óculos escuros que me pareciam estranhos por causa do formato. Ela virou-se e foi caminhando em direção a um banco que havia a poucos passos de distância, onde eu estava antes sentado.
Senti os meus músculos reagirem e caminhei em passo rápido na direção dela. Não havia ninguém por perto e eu precisava de saber quem ela era. Vi-a pousar Jaxon no banco e virar-se para ir embora.
- Espera! - Ainda a tentei impedir mas não serviu de nada pois vi-a caminhar para trás de uma árvore a quatro metros de onde Jaxon estava.
Pousei Jazzy ao lado do irmão e corri para ver o tal tronco. Rodeei-o duas vezes mas não vi ninguém. Ela tinha... desaparecido. Ainda olhei em volta, procurando por algum sinal dela. Não vi nada por entre os ramos daquela árvore.
Por isso, voltei para perto dos meus irmãos.
- Ela pediu-me para te dar isto. - Disse Jaxon estendendo-me um pequeno pedaço de papel onde estava escrito algo numa caligrafia delicada e cuidada.
- Acreditas em fantasmas? - Disse a voz novamente, um pouco mais calma.
Vi o homem baixar-se lentamente, mas não parecia ser por vontade própria. Parecia que algo o obrigava a ir para baixo. Algo pareceu afastar bruscamente os braços do homem e ele grunhiu novamente. Vi o meu irmão cair de pé no chão, sem qualquer ferimento por estar a pouco mais de dois centímetros do chão. De seguida, vi o homem levantar-se rapidamente e cair para trás depois de se contorcer durante, pelo menos, três segundos. Nesse momento pude ouvir novamente aquele som de um choque elétrico e vi o homem contorcer-se no chão ligeiramente. Jaxon continuava parado no mesmo lugar sem se mexer.
Não consegui reagir. O meu corpo não respondia às minhas ações. Aquilo não fazia sentido nenhum. Eu tinha visto um homem a cair no chão sozinho e tinha acabado de ouvir uma voz que não tinha corpo. Eu devia estar a sonhar. É, aquilo só podia ser um sonho. Ninguém cai inconsciente no chão sem nenhuma razão aparente. E o ar não fala, pois não?
Senti outra brisa a queimar os meus olhos ligeiramente e fechei os olhos por dois segundos. Quando os abri deparei-me com uma cena realmente absurda. A rapariga de à pouco estava agora agachada à frente do meu irmão, que estava de lado para mim, e ela passava a mão carinhosamente pelo pouco cabelo que ele tinha. Ok, eu devia estar mesmo a sonhar. Ninguém aparece de um segundo para outro.
Vi Jaxon estender os braços na direção da rapariga e vi-a pegar nele ao colo. Ela levantou-se e pareceu olhar para mim por uns breves segundos, que foram os suficientes para eu a reconhecer. Era ela! Era a mesma da da outra vez! Ela vestia exatamente a mesma coisa: A roupa preta justa ao corpo, as botas de salto baixo, o cabelo preso e os óculos escuros que me pareciam estranhos por causa do formato. Ela virou-se e foi caminhando em direção a um banco que havia a poucos passos de distância, onde eu estava antes sentado.
Senti os meus músculos reagirem e caminhei em passo rápido na direção dela. Não havia ninguém por perto e eu precisava de saber quem ela era. Vi-a pousar Jaxon no banco e virar-se para ir embora.
- Espera! - Ainda a tentei impedir mas não serviu de nada pois vi-a caminhar para trás de uma árvore a quatro metros de onde Jaxon estava.
Pousei Jazzy ao lado do irmão e corri para ver o tal tronco. Rodeei-o duas vezes mas não vi ninguém. Ela tinha... desaparecido. Ainda olhei em volta, procurando por algum sinal dela. Não vi nada por entre os ramos daquela árvore.
Por isso, voltei para perto dos meus irmãos.
- Ela pediu-me para te dar isto. - Disse Jaxon estendendo-me um pequeno pedaço de papel onde estava escrito algo numa caligrafia delicada e cuidada.
"And you? Do you believe in... ghosts?"
- Bieber? Justin Bieber? - Perguntou alguém, fazendo-me desviar a atenção do papel. Era um polícia.
- Sim, eu próprio.
- Estamos a levar os homens para os carros. Preciso que me acompanhe à esquadra por favor, apenas para fazer um relatório.
- Sim, está bem. Vou só falar com os meus seguranças. Dê-me só cinco minutos.
- Tudo bem.
Ele afastou-se e eu segui-o com o olhar. Guardei o papel no bolso das calças com cuidado e peguei nos meus dois irmãos ao colo, seguindo o polícia rapidamente. Em pouco mais de três minutos chegámos à entrada do parque onde se podiam ver sete carros da polícia e vários agentes a transportar os seis homens para os carros. A maioria estava inconsciente mas os dois que se mantinham acordados ainda tremiam ligeiramente. Vi Scooter aparecer no meio daquela confusão e vir ter comigo.
- Tudo bem? Está tudo bem convosco? - Perguntou ele.
- Huhum. Onde é que estão os quatro homens que vieram comigo? - Perguntei. Eu queria saber onde é que eles estavam quando EU mais precisei deles.
- Ali. - Disse ele, apontando para um carro preto encostado à berma da estrada. - Dá-me os teus irmãos para eu os ir pôr no meu carro. Enquanto passas pela esquadra, eu levo-os para o hotel.
- Está bem. Obrigado, Scooter.
Despedi-me dos meus irmãos e fui em direção do carro preto. O que vi foi um polícia de pé, ao pé do carro, com um bloco de notas e uma caneta na mão enquanto tentava falar com dois seguranças que pareciam suar frio. Perguntei-me o que tinha acontecido e aproximei-me.
- Eu juro! Eu não vi nada! Eu estava a tentar lidar com aquele homem quando ouvimos uma voz e a única coisa que vi foi o homem à minha frente a cair no chão inconsciente e a tremer e eu a ser atirado ao chão.
- E você não viu quem o atirou ao chão? - Perguntou o polícia ao homem, enquanto tirava alguns apontamentos no bloco de notas.
- Não. A única coisa que sei é que, milésimos de segundo antes de o homem cair ao chão, ouvi uma voz feminina que vinha do nada a perguntar "Acreditas em fantasmas?".
Não ouvi mais nada. Decidi afastar-me do grupo sem que eles me vissem e dirigi-me rapidamente ao carro de Scooter antes que ele se fosse embora. Fantasmas?
Abri a porta do carro para perguntar a Jaxon se a tal rapariga lhe tinha dito alguma coisa, mas ele intrometeu-se.
- Era a menina do parque. Ela era aquela a quem eu fui pedir a bola. - Disse-me ele.
- Justin? - Chamou alguém antes que eu pudesse dizer alguma coisa.
- Sim?
- Ali os agentes querem que vás com eles para a esquadra agora. Eu avisei-lhes que ias no teu carro.
- Está bem. Obrigado outra vez, Scooter.
- Depois falamos melhor sobre isto em casa.
Assenti e afastei-me em direção ao estacionamento. Destranquei o carro e entrei lá dentro, fechando a porta em seguida. Apoiei os cotovelos nos joelhos e afundei a cara nas minhas mãos a tentar perceber alguma coisa do que tinha acontecido. Retirei o papel cuidadosamente escrito de dentro do bolso e reli-o novamente. Se eu acredito em fantasmas? Claro que não. Porque haveria eu de acreditar?
Liguei o carro e saí do estacionamento, seguindo os outros carros da polícia em direção à esquadra. Decidi que não diria nada sobre aquele papel.
(...)
*******************************************************
Olá leitoras! Peço muitas desculpas por não ter publicado nada mais cedo mas é que eu escrevi esta última parte uma centena de vezes mas nunca parecia ficar perfeita. E mesmo assim não consegui que ficasse nada de jeito. Mas pronto... Peço desculpa novamente pela demora e espero que tenham gostado do capítulo.
Vou tentar publicar o próximo o mais rápido possível mas vai começar a época dos testes e já sabem como é, vai ser um bocadinho difícil mas vou dar dar o meu melhor! :)
Vejo-vos no próximo capítulo!
Beijoos!!
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