quarta-feira, 3 de abril de 2013

Half Of My Heart - Capítulo 01 - Where All Starts


Capítulo 01 

-Stella vá lá, não me faças isso comigo… tu consegues ir, faz um esforço. - ouvi a voz dela seguida de um suspiro.
-Um esforço? Eu já estou a fazer um esforço para não fugir de casa. - falei em frente ao espelho a olhar para o meu vestido um pouco acima do joelho verde alface fofo.
-Se eu pudesse, ia contigo ao casamento. Mas sabes bem que não posso. -ficamos em silêncio. - Vá, não te atrases, pensa positivo e se precisares liga ou assim.
-Tá… obrigada Tracy. beijos.
Desliguei o telemóvel e retoquei a maquilhagem, queria pelo menos fazer boa figura ao pé daquela gente. 
-Stella! - a minha mãe gritou do piso de baixo. - Anda cá, querida. -suspirei, peguei na minha mala e desci as escadas lentamente com medo de escorregar naqueles saltos enormes.
-Querida? Deve ser só por hoje. - resmunguei baixo com esperança que ninguém ouvisse.
-Olha só! Gostas do meu vestido? - o vestido de noiva dela era bonito, longo e volumoso. Ela deu uma volta completa e eu sorri fraco e aproximei-me dela passando a mão pelo vestido. 
-É lindo. - ela olhou para mim e notávasse que estava ansiosa. Era ela ansiosa pelo casamento e eu ansiosa que aquilo acabasse rápido. 
-Olha filha… - fez uma pausa e antes de eu sair de casa para o jardim esperar. - obrigada. - Fiz uma cara de interrogação. - Por ires ao casamento, eu sei qu…
-Não tem problema. - Interrompi e sorri sincera. Pelo menos ela não ignorou o meu caso. - Vou andando. Estou à sua espera lá fora.

Apesar da minha não vontade de ir e por dentro desejando que tudo desse mal e eu pudesse ficar em casa, pensei que se o meu pai estivesse ali diria para eu ter calma, ir e dar o melhor para parecer bem. Mas porque tenho sempre de parecer bem? Não interessa. Já estávamos na igreja e eu estava impaciente à espera que aquilo acabasse. O noivo olhou-me e eu sorri falsa mas acho que foi convincente, naquele casamento queria ficar apenas no meu canto ou estragaria tudo com alguma conversa mal intencionada.
-Declaro-vos marido e mulher. - disse o padre fazendo os noivos se beijarem e toda a gente aplaudir, eu não me mexi mas reparei que havia algumas pessoas a olhar para mim estranhando e eu fui obrigada a aplaudir. Eu podia estar a ser infantil e imatura, mas acho que maioria das pessoas nem iria ao casamento um ano depois do seu pai morrer. Ainda não me habituei à ideia, apenas, acho que nem nunca me irei habituar. Mas quando olhava para a minha mãe e para o seu novo marido parecia que via a cara do meu pai nele e ficava com vontade de chorar, acumulando lágrimas nos meus olhos. Claro, a minha mãe tinha direito a ser feliz, mas qual é a mulher que vai logo casar passado um ano da morte do marido?
-A tua mãe está muito bonita naquele vestido. - olhei para o lado e vi Rebbeca, automaticamente sorri. Ela é minha prima e é das pessoas que me dou melhor, pensei que ela não viesse ao casamento e subitamente a abracei. - Isso deve estar a ser difícil para ti… - confirmei com a cabeça e o seu namorado, John, aproximou-se.
-Olá Stella. - ela deu-me dois beijinhos e entrelaçou os dedos nos de Becky.
-Olá John. - sorri para ele olhando de seguida para o chão.
-Bem, acho que é para irmos agora. - falou em dúvida olhando por todas as direções.
-Deve ser, vou andando. Até já. - afastei-me à procura das minhas tias, era com elas que tinha vindo. 

Já estava farta de estar ali sentada nos bancos dos jardins sozinha, a minha prima andava por ali a conversar com toda a gente. Houve fotos e tal e eu tirei apenas uma com a minha mãe e com o Jack (o marido). Quando estava sentada num banco que balançava, distraindo-me daquela porra de casamento, olhei para um rapaz bem apresentado num fato cinzento que quando olhou para mim ficámos a olhar-nos e ele sorriu, fazendo-me sorrir também. Levantei-me e senti o olhar dele sobre mim, caminhei até às mesas com comida e bebidas e peguei em água, não tinha fome nenhuma, apenas sede. Aquele rapaz ficou na minha cabeça e várias vezes procurei-o com os olhos, sem encontrar parecendo uma louca.
Quando fomos almoçar fiquei na mesma mesa que a minha mãe, obviamente. estava a seguir a ela com as irmãs dela ao meu lado, do lado de Jack estava também as irmãs dele e depois outras pessoas. Tentei procurar o rapaz com quem troquei olhares no jardim nas mesas redondas e quando o encontrei olhámo-nos outra vez e fiquei um pouco sem saber o que fazer então fiquei atrapalhada, olhando para as minhas mãos em cima do meu colo. A minha mesa era longa e mais elevada que as outras mesas redondas com os amigos e outros familiares, devido a ser a mesa dos noivos e familiares mais próximos. Eu de apetite tinha zero, mas tentei comer o máximo possível, ainda não tinha dito nada à minha mãe então olhei para ela que estava a comer e ela olhou para mim sorrindo.
-Parabéns mãe. - sorri e vi nos olhos dela que sentiu-se feliz por lhe ter dito aquilo.
-Obrigada, querida. Estás a gostar? - ela perguntou enquanto comia.
-Ahm… - provavelmente o certo era mentir, apesar de eu não gostar disso. - Sim, está a ser divertido e está tudo muito bonito. - Sorri e ela concordou com a cabeça sorrindo.

O tempo passava e eu fiquei sempre sentada a olhar para a movimentação das pessoas, várias vezes tentava procurar o rapaz mas desistia, pois eram milhões de pessoas. Uma vez ou outra fui à casa de banho, para retocar a maquilhagem e mesmo para ver se saía daquele ambiente por um bocado, enquanto não se podia ir para os jardins e para os bares com pistas de danças devidamente atraentes.
Finalmente algumas pessoas começaram a sair pelas portas para o exterior e os bares foram abertos, também abriram as salas com comida, mais propriamente doces. A primeira coisa que me ocorreu foi em ir para os jardins inspirar ar puro, aquele ar abafado a comida estava a sufocar-me. Levei um copo com vinho verde e fiquei a apreciar os lagos e a beleza daqueles jardins, haviam várias pessoas a andar por lá, casais e crianças a brincar umas com as outras. Estava a sentir-me bem dentro dos possíveis, sentia-me descontraída e leve. A música ouvia-se de dentro do salão principal, eu adorava aquela música e fiquei relaxada, acho tão calma. Vi vários casais a dançar de uma forma fofa e até divertida, fiquei com uns ciúmes, gostava de também ter alguém, sabendo que apenas tive um namorado quando era novinha. Talvez um dia encontrasse "aquele". Levantei-me e fui até ao bar, vi várias pessoas com bebidas com um aspeto bom, verdes, azuis, laranja e cores vivas, com efeitos e coisas giras. Nunca tinha provado uma mas há sempre uma primeira vez para tudo. Sentei-me num dos poucos bancos ao balcão e pedi uma bebida daquelas. Vi o senhor a misturar várias bebidas, sem saber quais e vi aquilo ficar verde claro, da cor do meu vestido volumoso. Provei e soube bem, era doce e não muito alcoólico, provavelmente iria repetir. Mesmo sozinha, nem me estava a dar mal, ouvia as músicas e cantava-as enquanto apreciava e bebia. Ouvi assobios e palmas e quando olhei para o salão vi toda a gente a rodear a minha mãe e Jack que estavam a dançar ao som de uma música calma e romântica, senti uma lágrima escorrer pela minha cara. Lembrei-me do meu pai, pensando que não é justo.
-Hm… olá. - assustei-me limpando a lágrima e olhei para o rapaz que se sentou ao meu lado no balcão… era ele, o rapaz lindo com quem troquei olhares. - Desculpa se te assustei. - ele mostrou um sorriso lindo que me fez rir juntamente com ele, mesmo sentindo alguma tristeza dentro de mim.
-Não faz mal. - sorri simpática, estava a sentir-me nervosa, espero que ele não tenha visto que estava a chorar.
-Está tudo bem? - ele pareceu preocupado. - Desculpa, eu sei que não me conheces de lado nenhum…
-Oh não tem problema, sim eu estou bem, obrigada. - ele brincava com os seus dedos e passou a mão pelo cabelo nervoso.
-Sou Justin, Justin Bieber. - estendeu a mão e eu apertei-a.
-Stella, Boston. - falei sorrindo e ele pediu uma bebida igual à minha.
-Já reparei que tens estado sempre sozinha… - notava-se que ele estava a escolher as palavras cuidadosamente tentando meter conversa.
-Uhum… ando com Deus. - fiz uma cara séria e quando ele olhou para mim eu ri-me e ele soltou um riso tão fofo, estava a tentar ser pelo menos engraçada, já que eu não era muito boa a meter conversa. - E tu?
-Não conheço muita gente e dou-me pouco com os que conheço. - sorriu.
-Já somos dois então. - baixei o olhar e senti ele a olhar para mim, me fazendo ficar mais nervosa.
-És a filha de Alyssa. - ele afirmou e olhou para mim que concordei com a cabeça.
-E tu és… - esperei que ele continua-se e ele sorriu.
-Filho dos primos de Jack. - deu um gole na bebida acabando com ela, eu também estava no fim da minha.
-Estás a gostar do casamento? - meti conversa, o silêncio estava a deixar-me ainda mais nervosa.
-Tá bonitinho. - ri-me e concordei. - mas uma pessoa farta-se um bocado. - de repente começou a dar uma música que eu amo e eu sorri de repente. - gostas da música?
-Adoro. - sorri feliz.
-Hm… queres… dançar? Comigo? - ele falou em dúvida com medo da resposta e vi as mãos dele inquietas, fiquei nervosa mas não hesitei.
-Claro! - ele estendeu a mão e agarrou na minha levando-me até à pista de dança, estávamos os dois com sorrisos na cara e eu sentia-me a cada minute que passava mais nervosa. 
Aquela música lembrava-me de momentos bons da minha vida, era simplesmente linda.

It's not a silly little moment
It's not the storm before the calm
This is the deep and dying breath
Of this love that we've been working on

Ele meteu as mãos na minha cintura e eu posei as minhas nos seus ombros, parecia que nos conhecíamos à muito tempo, tão íntimos. Senti as minhas bochechas a aquecer, baixando um pouco a cabeça e fiquei a pensar se ele reparou.

Can't seem to hold you like I want to
So I can feel you in my arms
Nobody's gonna come and save you
We pulled too many false alarms

Olhávamo-nos nos olhos mas eu ficava um pouco corada com aquilo e baixava o olhar. Algumas perguntas andavam pela minha cabeça, porque é que ele veio ter comigo? Será que ele também sentia o que eu estava a sentir? Será que ele reparou que parecíamos tão íntimos? É estranho num casamento eu conhecer um rapaz que me atraiu daquela forma já me fazendo ficar nervosa. Ele pareceu-me diferente, de certa maneira.

We're going down
And you can see it, too
We're going down
And you know that we're doomed
My dear, we're slow dancing in a burning room

I was the one you always dreamed of
You were the one I tried to draw
How dare you say it's nothin to me?
Baby, you're the only light I ever saw
I'll make the most of all the sadness
You'll be a bitch because you can
You'll try to hit me just hurt me
So you leave me feeling dirty
Because you can't understand

Fechei os olhos durante algum tempo e quando abri vi luzes lindas por todo o salão, estava completamente distraída nos meus pensamentos, a achar isto completamente estranho, as sensações, que já não sentia talvez à anos.

We're goin down
And you can see it, too
We're goin down
And you know that we're doomed
My dear, we're slow dancing in a burning room

Go cry about it, why don't you?
My dear, we're slow dancing in a burnin' room

Don't you think we oughta know by now?
Don't you think we should have learned somehow?

-Obrigada. - falei envergonhada no jardim caminhando até ao meu carro com o Justin a meu lado.
-Não tens de agradecer por nada. - ficamos um pouco em silêncio. - Ahm… dás-me o teu número? - o meu coração parecia que ia explodir quando ouvi aquelas palavras.
-Claro. - sorri e dei-lhe o número.
-Depois mando mensagem. - ele passou a mão pelo cabelo e parámos em frente ao carro com as minhas tias lá dentro.
-Okay. Até depois então. - dei-lhe um beijo na bochecha e ele ficou nervoso e foi-se embora também se despedindo. 



Espero que tenham gostado e espero que acompanhem esta fic e tal. Sou nova neste blog, apesar de já ter escrito fics e tenho uma página no facebook  metam Gosto se quiserem, é sobre o Justin e coise, também publico lá uma fic. Bom, espero que gostem de mim por aqui, sou a Rafaela a propósito. Beijooo

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