segunda-feira, 27 de maio de 2013

Half Of My Heart - Capítulo 14 - I'm Destroyed


Capítulo 14 - I'm Destroyed


-Stella? - Tracy tirou-me dos pensamentos.
-Sim. - ela olhava-me confusa.
-O que se passa? Estás à horas com o olhar vazio. - olhei à volta e os rapazes olhavam para mim preocupados. - Estás a sentir-te mal?
-Não. - neguei com a cabeça. - O Jared? - eles olharam uns para os outros e eu baixei a cabeça.
-Ele estava connosco. - o Ryan disse e logo depois ouvimos alguém bater à porta. Quando abriu um pouco…
-Posso entrar? 
-Nós ficamos lá fora. - Tracy deu-me um beijo na testa e todos saíram, deixando-me sozinha com o Jared.
O meu coração parecia ter parado, será que ele sabe do bebé? E se ele ficou com raiva de mim por não ter contado? Eu não quero que ele se afaste, eu não quero que ele me deixe, ele é o pouco que tenho.
-Olá. - disse baixo.
-Oi. - ele disse enquanto se sentou numa cadeirinha ao lado da minha cama. - Estás bem?
-Sim, dentro dos possíveis. - forcei um sorriso, mas da maneira que ele me conhece sabe bem que foi forçado.
-Olha eu não sei do que aconteceu para estares nessa cama, mas se foi o Bieber… eu vou dar cabo dele, vou acabar com a sua espécie. - ele falou nervoso e eu fechei os olhos encostando a cabeça atrás.
-Não precisas de ficar assim. Está tudo bem.
-Está tudo bem? - ele riu irónico. - Não, não está tudo bem. Ele fez-te a vida num inferno, se é que se chama de vida. Eu odeio ver-te a sofrer este tempo todo e não puder fazer nada, eu odeio o fato de estares nessa maca cheia de ferimentos por causa de um acidente causado por ele! - ele já gritava. - Eu odeio tudo nele, odeio pensar que a mulher que eu amo está a sofrer por um homem que não merece nada disso. - ele acabou de… ele disse que… eu ouvi mesmo… 
-Ja-Jared. - eu já tinha lágrimas a escorrer-me pelo rosto, outra vez.
-Desculpa. - ele arrependeu-se de ter falado de uma maneira tão bruta e aproximou-se passando as mãos pela minha cara limpando as lágrimas. - Eu já sei. Já sei do bebé. - ele sorriu para confortar-me. - Parabéns. - tentei sorrir e puxei-o para mim, abracei-o com a máxima força possível.
-Obrigada. - falei baixo ao ouvido dele e ele não me largou. - Mas Jared… - ele afastou-se para me olhar nos olhos. - Pensei que não fosses reagir bem a isso… afinal, o filho é do Jus… dele. -  eu tinha dificuldade a pronunciar o nome dele, era como se não saísse, como se ficasse preso na garganta.
-Para ser sincero a ideia não me agrada, mas eu fico feliz por ti e vou ajudar-te com tudo o que precisares. - ele falou sincero e eu fiquei a olhar para os seus olhos profundos. - Stella… - fechei os olhos quando ele me tocou no queixo levemente. - Eu não posso negar que o que sinto por ti é muito intenso, eu nunca senti isto por ninguém. Mas eu sei que não me pertences. - escorreu uma lágrima pelo seu rosto e isso foi doloroso para mim, limpei a lágrima dele, colocando as mãos no seu rosto acariciando e ele fechou os olhos. 
Eu tinha vontade de o fazer… eu não conseguia desviar os meus olhos dos seus lábios. Eu sentia-me fraca, a minha cabeça andava às voltas e o meu coração pulava. Isto era certo? Eu estava certa? Seria errado se eu… tarde de mais. Senti que ele abriu um pouco os olhos e se aproximou, roçando dos meus lábios. Ele finalmente colou os seus lábios nos meus, fazendo-me sentir uma sensação diferente, tocar nuns lábios diferentes era estranho, sentir o Jared tão perto era tão… diferente mas… bom?

POV Jared
Eu não acredito que fiz isto. É como se o meu coração pedisse, nem que fosse o último beijo da minha vida, eu tinha que sentir os lábios dela uma vez. Ela não me pertence, eu sei que mesmo que ela fique comigo, vai voltar para o Justin mais tarde. Eu não devia estar a beijá-la por mais que eu queira. Tenho tanto medo de magoa-la, tenho medo de estar a obrigá-la a algo. É como se o meu coração implorasse por isto e a minha mente recusasse, quase me obrigando a afastar-me. Afastei-me um pouco com falta de ar e abri os olhos ainda a vendo com os olhos fechados. 
-Desculpa. - falei baixo e ela abriu os olhos lentamente.
-Não peças desculpa. - ela permaneceu com um rosto meigo e eu afastei-me a sorrir com os lábios sem saber como reagir depois daquilo. O que ela estará a sentir? 
-Peço desculpa, mas a menina Stella precisa de ir fazer mais uns exames para que possa ter alta ainda hoje. - uma enfermeira simpática entrou na sala.
-Estou já de saída. - Aproximei-me da Stella e beijei a sua testa, indo embora logo depois.

POV Justin
Eu só queria ir para casa e esquecer tudo. Apagar aquela conversa da minha cabeça, não ter de lembrar aquelas palavras duras.

-Não Justin. Tu dizes isso mas ambos sabemos que o que tu precisas não sou eu.

-Porque insistes em querer nos juntar? Justin, não percebes que não é esse o suposto?

Eu tinha lágrimas nos meus olhos, como uma rapariga conseguiu mexer assim contigo? Eu nunca chorei tanto por ninguém antes, eu nem se quer chorei por alguém antes. O meu amor por ela é superior a tudo. Sentei-me em frente ao meu piano e toquei nas teclas aleatoriamente, cantando pequenos excertos da música que escrevi.
Dói. Tudo isto dói, e não é uma dor qualquer. Só de imaginar a minha Stella com outro, só de imagina-la com Jared… oh não, esse não fica com ela nem com o meu filho, não pode. Ouvi alguém bater à porta e parei de tocar nas teclas do meu piano.
-Bieber, abre a porta. - nem reconheci a voz. - Porra, abre a puta da porta.
-Seja quem for, deixe-me em paz. - falei rude ainda sem reconhecer a voz.
-Puta que pariu, abre a porta. - Jared? O que esse cabrão está aqui a fazer? Fui até à porta e abri bruscamente.
-O que estás aqui a fazer palhaço? 
-O que será? Quero saber o que lhe fizeste, e ouvi-lo diretamente de ti. - ele falou a achar-se todo corajoso.
-É corajoso o menino. Tá a dar uma de herói agora? - falei no gozo e ele riu.
-Sim, o papel de mau da fita já está ocupado. - já me estou a enervar.
-Baza da minha casa. - ia fechar a porta mas ele meteu o pé.
-Não sem saber o que tu fizeste.
-Eu não tenho de te dar explicações de nada, que eu saiba não sou teu namorado. 
-Qual é o teu problema? Admitir a merda que fizeste? - eu vou matar esse idiota. Dei-lhe um murro na cara e ele reagiu, indo logo para cima de mim.
Empurrou-me com força dando-me um murro na barriga e eu dei-lhe vários de seguida no seu rosto. Ele cuspiu sangue e veio na minha direção empurrando-me contra um espelho que se partiu com a força, senti as minhas costas doerem com o impacto. Desta vez ele não sai daqui vivo. Levei-o arrastado contra a parede e ele soltou um gemido de dor tentando se livrar dos meus braços.
-Brincas-te com o fogo meu caro. - falei com um sorriso e dei-lhe uma joelhada na barriga fazendo-o contorcer, ele já estava fraco e mal se mexia. Fraco.
-Não mexas mais com a vida dela. - ele quase suplicava. - Tu só estás a piorar tudo.
-Eu só não quero um gajo como tu com ela. - dei-lhe mais um murro que fez o seu nariz sangrar mais.
-Não és tu que tens de querer. Tu já não fazes mais parte da vida dela. - que descaramento é esse? Quem é ele para me dizer essas merdas?
-Cala a boca. - ele olhou para mim com um sorriso e eu estranhei ainda fazendo força sobre ele contra a parede.
-O que ganhas se me matares aqui? - ele riu. - Só vai fazer ela te odiar mais.
-Ninguém te perguntou nada. Afinal, quem veio ter comigo foste tu, sabias bem que isto iria acontecer. 
-Não me admira que ela te tenha deixado. - Ele falou vitorioso e eu fiz mais força sobre ele, fazendo ele ficar com dificuldade na sua respiração. - Nenhuma rapariga quer um homem como tu.
-Consigo ser mais homem que tu, maricas.
-Cala a boca. - ele falou raivoso já a ficar roxo sem ar, larguei-o e ele limpou a boca que tinha sangue a escorrer. - Isto não fica assim.
-Fico à tua espera. - falei com ponta de ironia e com um sorriso vitorioso e ele saiu. - "Isto não fica assim." - imitei a voz dele e soltei um riso pelo nariz indo em direção à casa de banho, pior que ele eu não estava, mas também não estava bem. Tinha a cara com alguns cortes pequenos e hematomas e as minhas costas estavam roxas com poucos cortes do espelho.

POV Stella
-Já posso voltar para casa? - perguntei farta de estar naquela cama.
-Sim, já lhe deram alta. - a enfermeira deu-me uma caixa com medicamentos. - Precisa de os tomar todos os dias antes das refeições, almoço e jantar.
-Tudo bem. - Levantei-me com dificuldade e coloquei a caixa dentro da mala.
-As melhoras, e não se esforce demasiado.
-Obrigada por me ter tratado tão bem. - sorri agradecida e saí do quarto indo até ao grupo. Lá estava a Tracy, Ryan, Chaz e Chris. A minha mãe nem deve sonhar de como tem andado a minha vida ultimamente, nem estou a pensar contar-lhe.
-Que bom, a menina vai voltar para casa. - a Tracy disse sorridente. 
-Com esta cara horrível. Já viste bem? Tenho a cara quase toda vermelha e roxa, e estes cortes… parece que vim da guerra. - todos riram. -Vamos logo, só quero ir para casa. - disse desanimada, só de lembrar de todas as coisas ruins que me têm acontecido.

Pedi à Tracy para ficar sozinha, por muito que ela insistisse eu preferi ficar sozinha, estou tão cansada. Estava a olhar-me ao espelho e não tinha apenas a cara magoada, eu também tinha marcas pelo meu corpo, pequenos cortes e manchas roxas. Credo eu estou um monstro, parece que acordei dos mortos. Deixei-me na cama a olhar para o teto, pensando em tudo. Comecei a chorar, deitar todas as lágrimas para fora. Não iria ligar para a Tracy, a única pessoa que me podia confortar agora só podia ser o Jared.
-Jared? - falei baixo quando ele atendeu após cinco toques.
-Stella. Está tudo bem? - ouvi o motor de um carro e ele só podia estar a conduzir.
-Onde estás? - fugi à pergunta.
-Eu… em lado nenhum. Eu estava a ir para casa. - a voz dele parecia ofegante.
-Podes… - respirei fundo. - Podes vir ter comigo?
-Ao hospital?
-Não, eu estou em casa.
-Mas passa-se alguma coisa? - ele falava com o tom preocupado dele.
-Eu preciso que venhas ter comigo. - falei a prender o choro.
-Eu agora… - ouvi a respiração pesada do outro lado. - Tudo bem. Até já.
Atirei com o telemóvel para o chão e fui para a sala, sentei-me no sofá e observei a porta, à espera que a campainha se ouvisse. Finalmente passados alguns minutos ele chegou, levantei-me e abri a porta, ficando em frente a ele, que estava de óculos escuros e tinha algumas marcas na cara… eram cortes?
-Está tudo be… - antes de ele falar abracei-o escondendo a minha cabeça no peito dele e ele passou os dedos pelo meu cabelo. 
-Não. - falei baixo. - Não está tudo bem e o que eu mais preciso é de ti aqui. - ele afastou-me dele e entrámos dentro de casa.
-Vai para o quarto que eu preparo-te alguma coisa para comeres. - ele sorriu fraco.
-Não precisas, eu não tenho fome. - puxei a mão dele e levei-o até ao meu quarto, sentando-me na cama com ele ao meu lado. - Tira os óculos. - eu já estou desconfiada daquilo.
-Porque? Eu gosto deles, eu sinto-me bem com… - tirei-lhe os óculos e meti a mão em frente da boca. - Dá-me os óculos. - ele falou rude.
-O que aconteceu Jared? - falei preocupada com aquilo. Digam-me que ele não lutou com o Justin.
-Nada de importante, a sério Stella está tudo bem.
-Está tudo bem? - ri-me irônica. - Olha para ti! Vou buscar qualquer coisa para curar isso. 
Saí dali disparada, mesmo com dificuldade em andar e peguei num kit com desinfectantes e essas coisas. Quando voltei para o quarto ele continuava à minha espera com um rosto triste. Meti-me à frente dele e peguei em algodão com desinfectante e passei pelo rosto dele. Ele fechou os olhos.
-Diz-me a verdade. - falei baixo.
-Não há nada que eu precise de dizer.- ele disse num tom baixo mas grosseiro ao mesmo tempo.
-Tu estives-te com ele não foi? Porque fizeste isso? Tu sabes bem que ele era capaz de te fazer bem pior. - ele abriu os olhos verdes e eu fiquei absorvida na profundidade deles.
-Ele é um idiota. - ele falou tentando controlar a raiva. - Ele devia morrer por tudo o que te fez passar. - percebi o ódio na sua voz.
-Jared sabes o quanto dói? - ele ficou sério a observar-me. -  Sabes o quanto dói ver-te assim? Isso só piora a minha situação. Já não sou só eu que estou magoada. - falei prendendo o choro na garganta.
-Eu só acho que não mereces nada do que estás a passar. Acho que aquele gajo não merece nada disso, eu não consigo controlar o meu ódio por ele, simplesmente fui à casa dele e… - silenciei-o e ele fechou os olhos como se a minha respiração a bater no rosto dele o acalma-se.
-Deixa para lá. Mas promete-me que isso não se volta a repetir. 
-Eu prometo. Promete-me que não deixas que ele te magoe de novo. - aquelas palavras foram fortes.
-Eu prometo. - ele sorriu como se isso o aliviasse.
Levantei-me e coloquei o kit na casa de banho, eu estava de calções e uma t-shirt, devia ter vestido algo mais discreto. Voltei para o quarto e o Jared olhou para o meu corpo, não sei se era das marcas, mas ele estava com uma expressão de raiva, tristeza, tudo misturado.
-Jared está tudo bem? - ele olhou para os meus olhos com piedade.
-Está, é só… essas marcas… - caminhei até à cama sem tirar os olhos de Jared. Ele estava mesmo magoado, podia-se ver pelos seus olhos. Podia-se ver o quanto lhe custava ver-me assim.
-Elas desaparecem. - abracei-o pousando o meu queixo no ombro dele, sentindo o cheiro dele misturado com o cheiro do desinfectante que lhe meti no rosto.
-Desculpa-me… - encarei-o com a sobrancelha arqueada. - Eu não devia ter ido à casa dele, eu piorei as coisas.
-Tudo bem, esquece isso. - fechei os olhos e deitei a minha cabeça no seu colo fechando os olhos. Ele passava os dedos pelos meus fios de cabelo. - Jared a minha vida é um inferno. - falei baixo e ele soltou o ar de forma pesada. - Eu só queria que tudo ficasse bem, queria que o Justin desaparece-se para sempre, não só da minha vida como da minha memória.
-Eu sei. - ele falou baixo. - Mas não é nada que o tempo não cure. A não ser que eu o mate antes. - foi impossível não soltar uma risada baixa ao ouvir aquilo. - Olha pequena, eu não suporto mais ver-te assim. Eu só te quero ver sorrir e eu não vou desistir de te meter um sorriso no rosto. - eu estava com um sorriso no rosto, que o fez sorrir também. 
Ainda me lembro dos momentos que tive assim com o Justin. Aqueles momentos em que eu sorria e ele sorria de voltar, os momentos que nunca vão desaparecer, que vão sempre assombrar a minha cabeça. Por mais que eu me tente focar no Jared, no sorriso dele, eu não consigo esquecer o do Justin. O Jared é muito para mim, sim eu amo-o, não da maneira que amo o Justin, mas amo. O Jared é aquele rapaz perfeito que todas as raparigas sonham, eu apenas o amo como um melhor amigo/irmão, já o Justin é aquele que se tem todas as razões para não o amar nem mesmo gostar, mas ama-se mais do que tudo no mundo, eu amo-o mais que tudo no mundo, E PORQUE?. Ficamos uns longos minutos ali, a olhar um para o outro e trocar algumas palavras até que eu fechei os olhos adormecendo. 
Quando abri os olhos estava sozinha na minha cama sozinha e já era tarde, olhei pela janela e estava de noite. Então eu dormi até agora? E o Jared? 
-Jared? - chamei-o olhando para a porta fechada. - Jared estás aqui? - levantei-me e abri um pouco a porta. - Boa, estás completamente sozinha Stella. - voltei para perto da cama e vi um bilhete em cima da mesa de cabeceira.

"Sabia que ias acordar tarde, pequena. Como estavas num sono profundo não quis acordar-te e como tive de vir embora deitei-te na cama. Desculpa não estar aí quando acordares, mas precisava de sair. As melhoras princesa, Jared xx"

Haviam umas palavras riscadas e não dava para perceber nada, isso deixou-me curiosa, mas talvez não fosse nada de especial. 
Eu andava pela casa com o corpo todo dorido, nem sei porque estava a andar de um lado para o outro, sinto que estou a dar em louca. A minha cabeça não aguenta isto, é muita coisa ao mesmo tempo. Atirei-me para o sofá meti as mãos na cabeça e chorei, era tudo o que eu conseguia fazer, chorar. O meu choro era tão profundo que acho que os vizinhos conseguiam ouvir os meus soluços.
-Stella? -ouvi uma voz do outro lado da porta de casa. - Stella estás em casa? - era a voz da Tracy, corri para a porta e abri. Nem lhe dei tempo para pensar, abracei-a como se já não a visse à anos e chorei. - Minha pequena o que se passa?
-Eu não aguento mais isto Tracy, eu não consigo. - eu tinha destes momentos de fraqueza, e não eram poucos.
-Princesa tu és forte, tu consegues tudo. Tens me a mim, ao Jared e aos outros meninos. - ela tentou acalmar-me.
-Mas eu preciso do Justin, é ele que eu preciso… - falei como uma criança pedindo por um bonequinho.
Ela suspirou e levou-me a sentar no sofá, eu continuava a soluçar alto e ela não sabia o que fazer.
-Stella o que eu vou dizer é para o teu bem… - fiquei receosa do que ela poderia dizer. - Eu acho que devias tomar calmantes… Só para não andares assim nervosa, nada muito forte mas o suficiente para te sentires um pouco melhor.
-O que? Eu não me vou encher de comprimidos! - falei alto. - Isso não vai ajudar. E o bebé, isso só lhe ia fazer mal! Eu não vou tomar nada. - eu até me tinha esquecido do choro, já estava praticamente aos gritos.
-Stella acalma-te, eu só quero o teu bem e há comprimidos que não afetam o bebé, feitos de propósito para a gravidez. - eu não concordo com nada disso, não vou simplesmente tomar uns comprimidos quaisquer para me acalmar! - Por favor... Experimentas e se não quiseres tomar mais eu não te obrigo. Eu só queria que ficasses mais calma porque isso sim, isso não faz bem ao bebé. - bufei e olhei para os olhos de piedade dela. - Eu vou à farmácia e trago-te uns que não sejam fortes. - ela ia-se a levantar mas eu puxei a sua mão.
-Obrigada… Por tudo. - sorri agradecida e ela sorriu de volta dando-me um beijo na testa.
-És a minha melhor amiga não és? Enquanto o fores vou sempre te ajudar. - ela saiu e eu fiquei ali sentada a pensar.
A minha situação não podia piorar, depois de tudo o que passei com o Justin, a gravidez, o acidente e agora tenho de tomar comprimidos, o que pode mais acontecer? Eu sinto que estou a morrer lentamente, já não estou a viver, estou a sobreviver. Passados uns (longos) minutos a Tracy voltou e colocou uma caixinha em cima de uma mesa.
-A senhora disse que este era o perfeito, não é forte e não afeta o bebé. Tens de tomar quando acordas e quando vais dormir. - engoli em seco. - Por falar em comprimidos, tomas-te aqueles que a enfermeira te deu? - eu já não posso ouvir falar em comprimidos, parece que quando ela fala isso eu sou uma louca que precisa de medicação.
-Para que servem? 
-É para as dores e para melhorares mais rápido. - ela sentou-se ao meu lado no sofá.
-Ah, vou toma-los então. - levantei-me e fui até à cozinha, peguei num copo com água e no comprimido e engoli. Quando ia a voltar para a sala parei na porta ouvindo ela a conversar com alguém.
-Onde estás?
(…)
-Como assim o Justin perdeu a cabeça?
(…)
-Isso é brincadeira.
(…)
-Que anormal esse, ai que merda. - ela falou irritada. - Vou desligar, tenho algo mais importante para fazer e sabes o que é? Ao contrário do Justin eu estou a ajudar a Stella que está praticamente a entrar numa depressão! Abram os olhos a esse rapaz. - ela falou alto e desligou o telemóvel olhando para mim assustada.

"Ao contrário do Justin eu estou a ajudar a Stella que está praticamente a entrar numa depressão!"

-Eu não queria dizer isso…
-Eu não estou a entrar numa depressão. - falei tentando controlar o choro.
-Stella tu estás num estado… bem, tu não estás nada bem. Isso pode agravar e o melhor a fazer é calmantes.
-Eu não aguento mais lidar com a minha vida. Eu não aguento mais viver este inferno, mas uma coisa é certa, eu não estou a entrar numa depressão. - a ideia de que todos me iam tratar como uma louca deprimida era terrível, eu estou bem, apenas não consigo lidar bem com todos estes problemas.
-Eu vou ter uma conversa muito séria com o Justin, podes crer que vou. - ela levantou-se e passou a mão pelo cabelo.
-Não. - quase gritei. - Ele não pode saber de nada disto. Ele não pode saber do estado em que estou.
-Isso é o orgulho! Stella não percebes, ele ama-te e tu amas-o, vocês apenas querem complicar as coisas. Tudo o que tu precisavas era dele, tudo o que tu queres agora é ele.
-Não. - tentei tirar aquelas palavras da minha cabeça. - O Jared pode fazer-me mais feliz e ele vai-me ajudar.
-Tu metes-te isso na cabeça para não lembrares do que realmente queres, para não teres o desejo. - o meu telemóvel tocou e quando vi que era o Jared ia a apertar a tecla mas antes decidi falar.
-É o Jared.
-Eu estou de saída, chama-o para vir contigo. - ela parecia chateada. - Se precisares de alguma coisa liga. - sorriu fraco e saiu.
-Olá. - falei assim que atendi o telemóvel.
-Princesa, tudo bem? - disse com aquela voz doce.
-Acho que sim. - falei baixo.
-Viste o bilhete que deixei?
-Sim. - sorri ao lembrar o bilhete. Ficamos algum tempo em silêncio a ouvir as nossas respirações.
-Precisas de alguma coisa? Se quiseres eu posso ir ter contigo.
-Por favor. 
-Tudo bem, estou a caminho. - ouvi o motor de um carro e sorri finalizando a chamada.
A coisa mais insuportável é ficar sozinha em casa, sem ninguém para falar. Apanhei um cabelo num rabo de cavalo longo e, como sempre, sentei-me no sofá à espera. Eu estava impaciente e nervosa, só queria que ele chegasse logo. Assim que a campainha soou eu fui até à porta e abri, vendo aquele Jared com o rosto magoado mas com um sorriso sempre bonito no rosto.
-Olá, entra. - abri mais a porta e ele entrou.
-Está tudo bem? Sentes-te com dores? - ele atropelava as palavras preocupado e eu ri-me baixo. 
-Sinto-me um pouco dorida, mas estou bem. - ele olhou para os comprimidos em cima da mesa e depois olhou para mim desconfiado.
-Isto são calmantes? - ele pegou na embalagem e eu tirei-a das suas mãos.
-Não. São para as dores. - falei rápido e ele pegou outra vez na embalagem.
-Stella tu não me enganas, andas a tomar calmantes? - ele falou num tom um pouco diferente e eu não respondi. - Eu não queria que isto…. - antes que ele acabasse eu aproximei-me dele e colei os nossos lábios, ele deixou cair a caixa com os comprimidos no chão e colocou uma mão na minha cintura e uma no meu rosto, acariciando por cima das minhas feridas.
Ele pediu para aprofundar o beijo com medo de ser rejeitado mas eu aceitei, era o que eu queria naquele momento. Levei as minhas mãos à sua nuca e massajei-a, o beijo já estava diferente, os sentimentos mudaram para desejo. Ele levou-me até ao sofá lentamente e quando dei por mim já estava deitada no sofá com ele no meio das minhas pernas.

Oláaa espero que tenham gostado, desta vez demorei mais a postar o capítulo mas agora ficou mais difícil e demora! Beijos para todas e digam se gostam!

-Rafa

LEIAAM ISTO!!!

Oláaa leitorassss!


Olhem é para avisar que eu escrevo uma fic com TODOS os tipos de ação, se percebem o que quero dizer com isso ;) E pronto se puderem vão ler, só tem 2 capítulos mas com ação e quando puder meto mais um. Obrigadaaaa http://animespirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-idolos-justin-bieber-its-getting-hot-799377 --> LINK
-Rafa

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Bem malta é o seguinte:
1º- Vou dar um tempo na fic. Não é desistir!!!!
2º- Espero que continuem a seguir as outras.
Bjs e até algum dia.
Xoxo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

AVISO

Olá a todas as leitoras! 

Vim aqui avisar que tenho uma página no facebook, eu tenho lá a fic "Half Of My Heart" mas menos avançada e outra fic que só vou postar naquela págine e que tem um trailer. Vão lá e metam Gosto, e leiam muito! Quando acabar de escrever o capítulo 14 publico <3 beijos
-Rafa

terça-feira, 14 de maio de 2013

Half Of My Heart - Capítulo 13 - Hide and Seek


Capítulo 13 - Hide and Seek

-Começo eu. - o Ryan posicionou-se para começar a contar e todos procuraram com o olhar um sítio para se esconder. - 50, 49, 48…
Corri à procura de algum sítio mas nenhum me parecia bom o suficiente, já estava quase toda a gente escondida e eu fui rapidamente para trás de um arbusto perto da piscina. Tinha visão do Ryan mas ele não me devia conseguir ver, tive muito cuidado porque bastava bater no arbusto e aquilo fazia logo barulho. Quando ele acabou de contar andou de um lado para o outro, de vez em quando apetecia-me mudar de lugar, ficar parada no mesmo aumenta as possibilidades de se ser encontrada.
-Encontrei-te Chris. - ouvi o grito do Ryan e as risadas dele e de Chris, nem deu para perceber onde estava escondido.
Dei um passo para trás porque o Ryan aproximou-se da zona onde eu estava e fui contra alguma coisa, quando olhei para trás…
-Shh. - Justin fez-me sinal para não fazer barulho e senti o meu coração a aumentar a velocidade e o meu corpo tremia. Olhei-o com ódio sem esquecer que ele está com outra e virei-me para a frente,  eu poderia correr para outro arbusto ali perto, quando ia a levantar-me ele agarrou-me no braço e com o olhar pediu para que ficasse ali.
-O que queres? - falei baixo num sussurro quase impossível de ouvir. Ele voltou a meter o indicador nos meus lábios e eu fiquei ainda mais enervada. O Ryan passou por ali sem notar em nós e foi para a zona mais perto de casa. Levantei-me para mudar de sítio mas ele puxou-me quase me fazendo cair. - Que é que te deu? - os seus olhos olhavam para mim de uma maneira piedosa.
-Stella tu vais ter de me ouvir.
-Porque? Porque eu tenho de te ouvir? - ele ficou calado sem saber o que dizer e eu prossegui. - As tuas atitudes falam por ti, e dizem muito mais do que seja o que for que possa sair dessa boca. - ia a levantar-me e ele puxa-me com força me fazendo quase cair e observar os seus olhos já com pontada de irritação.
-Vais-me ouvir, Stella. Para de ser infantil. - ele falou grosseiro e eu fiquei mais do que enervada.
-Deixa ver… eu sou muito infantil, mas foste tu que me traíste e passado um tempo já tens outra! É ser infantil passar por isso tudo e ser quem sou hoje, sentir o que sinto? - falei quase a gritar e ele ficou sem saber o que dizer.
-Stella eu arrependo-me de tudo o que te fiz de mal. - ele falou já com arrependimento nos olhos.
-E eu arrependo-me de ter confiado em ti um dia. - já estava a arder-me os olhos, as lágrimas mais um pouco e iriam cair, mas continuava com o ódio estampado na cara. 
-Pensei que estivesses feliz com o teu novo namorado. - arqueei a sobrancelha, do que ele estava a falar? - Não fui o único que seguiu em frente, Stella, porque te fazes de vítima? - era capaz de lhe dar uma estalada ali mesmo, mas controlei.
-Justin diz-me, o teu cu não tem inveja de tanta merda que te sai pela boca? - ele pareceu chocado com o que eu disse e ficou sem palavras, nunca tinha falado dessa maneira com ela, mas… prazer, nova Stella a nascer. Os seus olhos transmitiam alguma irritação. - Eu segui em frente? Novo namorado? Vítima? - eu atropelava as palavras. - Quem é a vítima então, tu? Fui eu que te traí?
-Toda a gente erra! - ele falou alto mas com alguma tristeza nos olhos.
-Eu sei. Eu também errei ao amar-te. - o esforço para que as lágrimas parecia quase insuportável, já nem via nada bem. - Eu errei ao pensar que tu eras aquele. Errei ao pensar que nunca iria acontecer-nos isto. Errei ao pensar que nunca deixaria de haver um "nós". Errei ao ter ficado estes dias em casa a sofrer, a chorar e a pensar como estarias. Errei ao pensar que ainda houvesse um futuro para nós. Errei ao acreditar. - as lágrimas escorriam pela minha cara e o rosto de magoado dele só piorava. A minha vida é um inferno. - Espero que sejas feliz com ela. - Levantei-me sem olhar para trás e peguei na minha bolsa. Andei em direção à casa.
-Stella. - fui contra o Ryan e ele quase caiu. - Está tudo bem? - ele apercebeu-se das minhas lágrimas e a sua voz demonstrava a preocupação, eu só quero ir para casa.
-Desculpa, eu preciso de ir para casa. - falei com a voz fraca.
-Tudo bem, queres que te leve ou que chame alguém? 
-Não precisas. Está tudo bem. - tentei sorrir e lembrei-me da Tracy. - Podes avisar a Tracy que fui embora? Diz que está tudo bem e para ela ir com o Jake que eu precisava mesmo de ir embora. 
-Claro. Fica bem Stelly. - ele deu-me um abraço rápido e eu saí dali o mais rápido possível.
Entrei no carro e não via um boi à frente, os meus olhos tinham tantas lágrimas que via tudo destorcido. Eu não devia estar a conduzir neste momento, mas eu só quero ir para casa, trancar-me no meu quarto, deitar-me no meio dos meus cobertores e deixar que esse fosse o meu único refúgio. Só para piorar a situação lembrei-me que tenho um ser a crescer dentro de mim. Bati com as mãos no volante com força descarregando a minha raiva e gritei. Eu não estava controlada e já nem sabia a que velocidade estava a ir, só sei que a última coisa que vi foi um camião a vir em direção a mim a grande velocidade e tudo se apagou.

POV Justin
-Como assim deixas-te ela ir embora? - ouvi uma pequena discussão vinda de casa e saí do esconderijo. Quando me aproximo vejo o Ryan e a Tracy a falar com algumas pessoas a observar.
-Ela estava mal, que querias que eu fizesse? 
-Me chamasses! Ela não estava em condições de ir para casa. - comecei a baralhar-me e perguntei-me mentalmente se era sobre a Stella.
-Jake, empresta-me o teu carro. - a Tracy falou séria a olhar para o Jake que ficou assustado com a situação. - Jake é sério, eu preciso de saber se está tudo bem com ela. - comecei a preocupar-me e sim, só podia ser sobre a Stella. Eu sou um monstro, eu deixei-a tão mal que neste momento ela pode estar descontrolada numa estrada qualquer. 
-Ela está bem, ela sabe cuidar de si própria. - o Jake falou a tentar acalmar a Tracy.
-Tu não a conheces como eu. - ela bufou e pegou no telemóvel. - Ela não atende, deve ter desligado o telemóvel. 
-Ela está bem, para que esse drama todo Tracy?
-Ela é minha melhor amiga tá? Eu conheço-a e sei bem em que estado ela ficou, sei que ela pode estar descontrolada a conduzir.
-Eu levo-te a casa dela. - o Jake falou derrotado.
-Deus existe. Vamos. - ela puxou-o e foram embora.
-Puto, eu estou preocupado. - falei para o Ryan e ele olhou-me feio.
-Foste tu o culpado. 
-Eu sei porra, precisas mesmo de me fazer sentir pior?
-Sim, porque tu realmente mereces. Se lhe aconteceu alguma coisa, mano eu juro que te mato. - soltei uma risada irónica.
-O que, agora estás a morrer de amores por ela?
-Não, simplesmente ela é minha amiga e acho que não merece nada do que está a passar. - já estava enervado e quando vi a Rebbeca a aproximar-se de mim não estava nem com um pouco de paciência.
-Amor, está tudo bem? - ela falou metendo os braços em volta do meu pescoço e eu soltei-me dela.
-Sai daqui. - ela olhou-me indignada. - Preciso de estar sozinho, pode ser? - falei frio e ela ficou com uma cara de irritação.
-É aquela vadia não é? A… espera o nome dela é qual mesmo? Stella né. - ela falou com raiva.
-Não falas assim dela! - ela cruzou os braços.
-Tá, então acabamos por aqui. Estou farta de ouvir falar nela, estou farta de te ver sempre mal por causa dela e ainda me usares na esperança que ela ainda volte para ti.- ela saiu irritada dali e eu saí disparado daquela casa.
-Eu não te usei. - tentei mentalizar-me disso. Ela riu sarcástica.
-Claro que não, apenas me tratas tão bem quando ela está no mesmo sítio que tu. Nunca mais apareças à minha frente seu idiota. - ela saiu irritada dali e eu saí disparado daquela casa também já quase a explodir. Isto não podia estar a acontecer.

POV Tracy
-Stella abre a porta. - eu batia na porta de casa mas não obtia nenhuma resposta. Nem sei porque estava ali, nem havia carro estacionado à porta.
-Ela não está em casa, amor. 
-Onde é que ela se foi meter? - falei impaciente e o Jake agarrou-me nas mãos com calma. 
-Ela pode ter ido dar uma volta, pode querer apenas estar sozinha. - ele sorriu e deu-me um beijo demorado. A meio do beijo o meu telemóvel a tocar e quando olhei para o ecrã dizia "Stella", sorri automaticamente e atendi.
-Stella, está tudo bem? Sabes o quando eu… - fui interrompida.
-Boa noite? - uma voz diferente soou no telemóvel. - Não sou a menina Stella, eu sou a enfermeira do quarto dela.
-O que?
-Você é a Tracy, certo? 
-Eu mesma. O que se passa? A Stella está no hospital?
-Sim, ela teve um acidente e eu liguei à primeira pessoa que apareceu na lista de contatos mais recentes. - meti a mão na boca controlando as lágrimas.
-Ai meu deus, eu estou a ir já para aí. - desliguei e olhei para o Jake desesperada. - Ela está no hospital, Jake vamos rápido. - ele pareceu confuso e entrámos no carro.
-Como assim ela está no hospital?
-Ela teve um acidente. - falei nervosa já com lágrimas nos olhos. - Odeio o Justin! É tudo culpa dele, estou farta. Ele deixou-a naquele estado horrível e a vida dela tem sido uma merda, ela está grávida Jake, grávida! - falei atropelando as palavras e só depois me apercebi da porcaria que tinha acabado de dizer. Ele olhou para mim chocado e eu meti as mãos na boca.
-O que? O filho é do Justin? - confirmei com a cabeça e ele ficou parado a absorver aquilo.
-Por favor, tu não devias saber disto, não podes contar a ninguém, e se contas ao Justin estás feito. - ele confirmou e quando olhei pela janela já podia ver o hospital. - Temos de ligar ao Justin. 
-Eu ligo. - Ele parou o carro em frente ao hospital e eu saí depressa. Fui até à recepção e falei com uma senhora com aspeto simpático.
-Boa noite, eu quero saber onde está a Stella Boston.
-A menina que sofreu de um acidente, certo? - ela mexia num computador.
-Ela mesma. - estava impaciente.
-Quarto 240 no segundo piso. 

POV Justin
-Que é que foi? - falei grosso assim que atendi o telemóvel.
-Puto, vem para o hospital. - quase me engasguei.
-Não se brinca com coisas sérias Jake. 
-E porque haveria eu de ligar a dizer que a Stella está no hospital a gozar? - o meu coração ia parando, desliguei a chamada e fui desesperado para o meu carro sem se quer avisar ninguém de nada.
Conduzi sem noção da velocidade em que estava a culpar-me de tudo isto. A minha pequenina teve um acidente, ela está no hospital. Entrei feito bruto dentro do hospital e perguntei pelo quarto da Stella, dirigi-me até lá e quando ia a tocar na maçaneta da porta alguém se mete à minha frente.
-Acalma-te. - a Tracy falou me afastando do quarto e eu ri-me sarcasticamente.
-Acalmar? A Stella está ali dentro sabe-se lá em que estado.
-Ela vai fazer exames agora, não podes entrar. - eu exigia mais explicações, não era simplesmente dizer "ela vai fazer exames". - Os médicos também não me disseram nada.
Sentei-me nos bancos em frente àquela porta e fiquei a olhá-la com um olhar vazio. Sinto-me com vontade de entrar lá e abraçar a Stella e ter certezas de que está tudo bem. A Tracy lançava-me olhares de ódio, todos os dias arrependo-me de ter beijado aquela loira, todos os dias penso como seria bom se eu não tivesse feito toda aquela merda. Passado um pouco vejo Jared a aparecer no corredor, ignorei e continuei com um rosto sério a encarar o nada.
-Jared. - vi a Tracy aproximar-se dele.
-Onde ela está? É naquela sala? - notava-se que ele estava nervoso.
-É. - ele ia a avançar mas a Tracy disse-lhe o mesmo que me disse a mim. Ele sentou-se ao meu lado colocando as mãos na cabeça e depois de um tempo ele olhou-me friamente.
-Foste tu, não foste? - ele falou já num tom mais alto e eu olhei para ele grosseiro. - Tu és o culpado disto.
-Olha vê-lá como falas comigo rapazinho. - estava a controlar-me para não o espancar ali e ele riu levantando-se.
-Até porque tenho medo de um covarde como tu. - dei-lhe um murro bem certeiro no seu nariz e logo de seguida o Jake chega lá e afasta-me dele.
-Tás louco Bieber? - eu debatia-me nos seus braços.
-Louco? - soltei um riso cínico. - Esse gajo está a pedir para ser espancado até à morte.
-Até já estou a tremer. - ele falou já recuperando, embora com algum sangue a sair do nariz. 
-É bom que estejas. - o Jake soltou-me e eu passei pelo Jared batendo no ombro dele. Fui até a uma máquina de café, se aquilo iria ser uma noite longa então eu não iria aguentar sem aquilo.

POV Stella
Abri um pouco os olhos com dificuldade e ouvi ao longe vozes e médicos a movimentarem-se de um lado para o outro. Consegui abrir um pouco mais e percebi que estava numa sala de operações.
-O que se passa? - falei tonta. - onde estou?
-Menina Stella, está tudo bem. - uma enfermeira falou doce e senti o meu cérebro desligar de novo.

POV Justin
Eu estou uma pilha de nervos. Não consigo parar quieto um segundo e a minha cabeça está a mil. Por muito que eu me tentasse acalmar não dava, não só por saber que a minha Stella podia estar muito mal, mas por estar na mesma sala que o anormal do Jared. Deus me dê forças para não o matar e depois entrar na sala de operações atirando com tudo o que me aparece à frente.
-Puto, tás-me a por mais nervoso do que eu já tô. - o Ryan falou. 
-Mais nervoso do que eu não estás de certeza. - falei grosso e sentei-me pousando os cotovelos nos joelhos e metendo a cabeça no meio das mãos.
-Eu não acredito que tu foste capaz de fazer tudo isto à Stella, tu não dás mesmo valor ao que tens, quero dizer, ao que tinhas.
-Cala-te fodasse. Estou farto dessas conversas, apenas deixa-me em paz, pode ser? - falei quase aos gritos e ele levantou-se indo até à máquina de café ignorando-me.
A Tracy ligou ao Ryan e eu pensei que ele me fosse matar quando cá chegasse, mas ele apenas não me falou. Sei que se realmente aconteceu alguma coisa grave com a Stella, aí sim eu também correria perigo de vida.
-Desculpe. Você é o namorado da menina? - uma enfermeira aproximou-se assustando-me.
-Ahm… não. Eu sou… - eu não sabia o que dizer e acho que ela reparou a minha atrapalhação.
-Tudo bem. Mas é o pai certo? - não entendi, como assim sou o pai?
-O pai? - arqueei a sobrancelha.
-Sim, a senhorita está grávida. - fiquei estático.
O meu coração pareceu parar, eu sentia tudo, mas acima de tudo… felicidade. Eu sentia-me feliz, desde que a minha relação com Stella acabou eu nunca tinha sentido nada disto, nem um pouco desta felicidade que corria por todo o meu corpo. Porque ela não me contou? Porque ela escondeu isso de mim? Ela não tinha esse direito.
-E… e está tudo bem? - eu mal conseguia falar, mas tinha um sorriso discreto no meu rosto.
-Sim, por sorte não aconteceu nada de grave com nenhum dos dois. Mas o pequenino só tem pouco mais de uma semana ou duas. - senti uma lágrima cair-me pelo rosto e quando olhei para trás estavam todos estáticos menos Tracy e Jake, eles já sabiam, de certeza. - A Stella saiu da operação e está a descansar agora. Ela ficou com um corte no lábio, um debaixo do olho e outro na testa perto do cabelo. Tinha alguns vidros lá, por isso foi precisa a operação, também para dar alguns pontos.
-Eu posso ir vê-la? - falei fraco ainda a absorver tudo e ela confirmou com a cabeça. Quando ela se afastou eu virei-me para a Tracy, Jake, Ryan, Chaz e Chris, que chegaram entretanto. - Vocês sabiam, não sabiam? - perguntei dirigindo-me a Jake e Tracy, ela baixou a cabeça mas eu sorri. - Eu sinto-me a pessoa mais feliz do mundo. - Todos olharam para mim com um sorriso.
-Puto, parabéns. - Chaz falou alegre.
-Não acredito que vais ser pai, mano. - Chris falou de uma maneira engraçada.
Os outros também me disseram alguma coisa, mas nada demais, eu só queria ir vê-la. O Jared continuou parado sentado no seu banco e depois de ouvir aquilo ficou chocado a observar o nada. Apesar da minha felicidade eu continuava a sentir-me mal, a sentir-me culpado de tudo. Entrei no quarto calmamente e fechei a porta, aproximando-me da cama de Stella, que dormia como um anjo. O som da máquina com os batimentos cardíacos reinava no quarto e eu ouvia a respiração pesada dela. 
Aproximei-me da cama, ela parecia tão sensível. Afastei alguns fios de cabelo do seu rosto e observei o quanto magoado estava. Deixei cair uma lágrima, fui eu. EU deixei-a assim. Magoada não só por dentro como por fora. Como fui capaz? Ela tinha cortes profundos no rosto e também pequenos hematomas. Toquei levemente no seu rosto e ela abriu um pouco os olhos, piscou várias vezes até abri-los e pareceu com medo.
-Pensei que vos perdia. - ela continuava séria e em sofrimento, eu só queria ouvir a sua voz. Ela parecia não perceber o que eu queria dizer com o "vos" e eu como resposta olhei para a sua barriga.
-Como tu des… - a sua voz saiu baixa e rouca. Era como se estivesse chocada por eu saber, como se ela não quisesse que eu soubesse.
-A enfermeira perguntou se eu era o pai. - sorri ao lembrar o momento. Eu dava tudo para saber o que ela estava a pensar.
-Eu posso ter tido um acidente, mas eu lembro de tudo. E a dor cá dentro… - Ela pousou a mão no peito lentamente. - Ela permanece, e é mais forte que a exterior. - deixou cair uma lágrima que passou por cima dos ferimentos e aquilo quebrou o meu coração. Era como ver o mundo acabar mesmo diante os meus olhos. Baixei a cabeça ainda sentado ao lado da sua cama.
-Desculpa por tudo. - falei baixo, mas o suficiente alto para ela me ouvir. - Eu nunca consegui sentir por ninguém o que sinto por ti, não consigo. Ver-te a sofrer dessa maneira está a acabar comigo.
-Não deve ser nem perto do que eu senti quando te vi com aquela loira, quando ouvi que seguiste em frente e quando o vi com os meus próprios olhos. - aquelas palavras foram cuspidas na minha cara, eu não tenho de aguentar isto. Sei que foi errado, sei que mereço tudo de mal, mas ter de ouvir estas palavras dói demais.
-Mas porra, tu não fazes ideia de como me sinto. - levantei-me já um pouco diferente. - Eu fiz tudo de mal, eu sei que não te mereço, eu sei que sou um monstro diante os olhos de todos! Sabes o quanto custa ser olhado de maneira diferente por toda a gente?  - eu respirei fundo e ela permanecia calada e com medo. - O que eu fiz não tem retorno, eu tenho consciência disso, mas toda a gente merece uma segunda oportunidade.

POV Stella
Mas quem ele pensa que é para falar desta maneira? Já não basta ter descoberto sobre a gravidez. Agora vai ser tudo diferente, eu nem sei o que pensar, ainda por cima a minha cabeça dói e sinto pontadas quando ouço algo mais alto do que o normal.
-Segunda oportunidade? Tu não erras-te só uma vez, tu erras-te mais! Depois de me traíres, ainda ficas-te com outra vadia qualquer. - falei um pouco mais alto mesmo com a voz a falar.
-Stella, eu preciso de ti. Eu não funciono sem ti. - ele já tinha lágrimas na cara, tal como eu.
-Não Justin. Tu dizes isso mas ambos sabemos que o que tu precisas não sou eu. - eu falei baixo com medo de admitir aquilo, mas era preciso.
-Não. Tu pensas isso, tu metes-te isso na tua cabeça. - ele andava de um lado para o outro mas parou para me olhar nos olhos, eu baixei o olhar e ele aproximou-se. - Tu não sabes o quanto feliz fiquei em saber dessa coisinha dentro de ti. - ele falou meigo e soltou um riso pelo nariz. - É como se houvesse de novo razão para eu ser feliz, uma maneira de nos juntar de novo.
-Porque insistes em querer nos juntar? Justin, não percebes que não é esse o suposto? - escorreu uma lágrima pelo meu rosto. - tu vais encontrar alguém e esse alguém vai ser o certo. - fiz uma pausa respirando fundo e observei o seu rosto triste. 
-Stella Boston, eu a… - alguém bateu à porta e o Justin não pode terminar o que ia dizer.
-Podemos ir ver a nossa pequenina também? - a Tracy falou com uma voz doce, eu sorri ao ouvi-la e o Justin afastou-se, lançou-me um último olhar demorado e foi-se embora. - Tu ias me matando do coração! - ela aproximou-se e abraçou-me. - porque não me chamas-te? Porque apenas foste embora sem me avisar? Eu fui a tua casa e depois ligaram-me…
-Tracy que drama, eu estou bem. - disse a sorrir interrompendo-a.
-Nunca mais faças isso. 
Um pouco depois os meninos entraram na sala, o Ryan, o Jake e o Chris… falta alguém… o Jared?
-Miúda eu ia quase partindo a cara do Bieber. - o Ryan disse para mim e eu ri.
-Ah Stella… Parabéns! - o Chris disse e eu não percebi. - Já sabemos que estás grávida. - ele falou todo sorridente e eu sorri.
-Pois é, se for menina vai ser linda que nem a mãe, e se for menino vai ser parvo que nem o pai. - o Chaz disse e depois recebeu uma palmada no braço, dada por Chris. Eu não sabia se ria da situação ou se me sentia triste.
-Eu quero que seja uma menina. - a Tracy disse.
-Oh Tracy, eu é que sou a mãe. - fiz beicinho e rimos.
-Se for menina como se vai chamar?
-Ainda não sei, mal tive tempo de aceitar que estou grávida. - baixei a cabeça.
Sentia-me bem no meio deles todos, eles são como uma família para mim, mas está tudo a acontecer ao mesmo tempo, a traição, a gravidez, a festa, o acidente… é demais para a minha cabeça e eu estou cansada. 
Por muito que eu tentasse não pensar nele, eu continuava-me a questionar onde ele estará. Espera… ele também soube de que estou grávida. Jared...


Espero que tenham gostado, isto agora está numa fase muito má, em que tudo o que acontece é tragédia e nem eu mesma sei quando vai acabar! Espero que continuem a acompanhar, beijos.
-Rafa

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Half Of My Heart - Capítulo 12 - Two Different Ways


Capítulo 12 - Two Different Ways

Jared é sem dúvida um bom amigo, ele faz-me sorrir e esquecer os males que têm acontecido na minha vida. Eu tento, mas não consigo sentir mais do amor irmão, sempre que os nossos lábios estavam mais perto do que o costume eu lembrava o sorriso do Justin, lembrava os lábios carnudos dele. Era como se cada vez que ele fizesse algo eu vi-a o Justin nele, ouvia o Justin, era como se a minha cabeça fosse invadida de pensamentos. Porque eu não consigo esquece-lo? Porque depois deste esforço todo eu continuo com ele nos meus pensamentos? Porque ele tem de continuar no meu coração desta forma? Afinal, ele é que fez a merda.
-Stella? - assustei-me com a proximidade de Jared e levei um pequeno susto. 
-Desculpa. - forcei um sorriso.
-Estás a chorar? - só depois me apercebi que estava uma lágrima a escorrer-me pelo rosto e limpei rapidamente.
-Estou bem. - ele desconfiou mas eu não queria dizer que a causa daquela lágrima era o Justin.
Durante estes tempos não soube mais nada sobre ele, cada vez que estava com a Tracy ela nunca me falava do Justin nem de como ele andava e mesmo quando estava com os meninos eles tentavam evitar o assunto, por mais que eu o quisesse esquecer a minha curiosidade continuava a pedir por algumas informações mas eu nem me atrevia a fazer pergunta que seja sobre ele. Tenho medo de falar sobre ele e alguém me diga que ele está feliz com outra rapariga. 
-Eu quero ir para casa, por favor. - pedi ao Jared.
-Claro, vamos. - ele pegou-me na mão e guiou-me até ao carro. Fomos em silêncio o caminho todo, tenho a certeza que ele sabia perfeitamente o que se passava comigo, era possível ver nos meus olhos. 
-Obrigada. - ele parou o carro sem ainda me olhar, ele não gostava do Justin devido ao que ele me fez. Quando ele olhou para mim e sorriu, abri a porta do carro e saí.
Entrei em casa e fui até ao meu quarto com pressa, mal entrei atirei-me para a cama e tapei a cara com uma almofada e gritei, eu queria livrar-me daquela dor interior que continuava a roer-me por dentro, eu voltei a cair, eu fraquejei de novo. Aguentei algum tempo sendo forte, mas foi como se já não desse para continuar a ser forte.
-Eu não acredito que continuas assim Stella. - olhei para trás e assustei-me a ver Tracy encostada à porta fechada a olhar-me. - Stella, tens de ser forte! Tens de ultrapassar isso. 
-Falas como se fosse fácil. Ser forte? Tracy, eu tenho sido este tempo todo, mas qualquer pessoa cansa! - já estava a gritar e ela ficou com o rosto um pouco assustado. - Eu não consigo esquece-lo! Eu estou a sofrer e ele provavelmente está com outra muito melhor que eu, já nem se deve recordar da minha existência. - fiz uma pausa e a minha voz já estava rouca de gritar, as lágrimas insistiam continuar e escorrer pela minha cara. - Eu… - ia a falar mas a vontade de vomitar voltou e fui a correr para a casa de banho. Abaixei-me à altura da sanita e a Tracy agarrou-me nos cabelos. Lavei a boca e a Tracy permanecia com uma cara preocupada.
-Stella à quanto tempo andas assim? - olhei-a sem perceber. - Eu sei bem que não tens andado bem. 
-Isto não deve ser nada… - falei regressando para o quarto mas ela continuou atrás de mim. 
-Não me convences com essa conversa Stella. Quando começaram os vómitos?
-Tracy eu…
-Stella tu podes estar… 
-Não! - falei alto e já podia ver que ela estava a começar a irritar-se. Respirei fundo e decidi responder, não iria esconder isso por muito mais tempo. - Quando vinha no avião… foi a primeira vez que vomitei. 
-Eu vou à farmácia. - fiquei com medo, e era exatamente o que a minha expressão demonstrava.
-Não Tracy… por favor. - pedi com a voz fraca.
-Stella, e se estiveres grávida? Vais continuar a mentalizar-te que não estás e depois a tua barriga começa a crescer? É isso? - era sempre ela que me abria os olhos, eu agia como uma criança e ela acordava-me para a realidade, deixei cair algumas lágrimas e ela passou o polegar pelo meu rosto as limpando. - Eu já volto. - sentei-me na cama e esperei que ela chegasse, durante esse tempo várias perguntas iam-me passando pela cabeça.
E se eu estivesse mesmo grávida? Eu não me sinto preparada para criar um filho, sou muito nova! Tudo bem que estou quase prontinha para arranjar um emprego mas não me sento responsável  o suficiente para criar uma criança. E a verdade era que essa criança seria do Justin, como iria contar-lhe? Talvez até fosse melhor nem contar. Afinal, ele não precisa de saber, ele já tem uma vida nova não vou chegar ao pé dele e dizer que tenho um filho dele, isso era priva-lo de uma vida livre e…
-Stella cheguei. - senti-me nervosa só de ver a Tracy entrar com aquela caixinha na mão no meu quarto. Ela sentou-se ao meu lado e eu estava a tremer. 
-Tracy, e se eu estiver grávida? Eu não posso contar ao Justin, e eu não tenho responsabilidade suficiente para criar um filho! - eu estava desesperada mas ela agarrou-me nas mãos cuidadosamente.
-Não desesperes. Vais entrar ali e descobrir a resposta, o que irás fazer depois decides depois. - ela sorriu para me reconfortar e passou a caixinha para as minhas mãos.

POV Justin 
Abri a minha porta com brutalidade e atirei aquela vadia para cima da cama. Não me importava se fui agressivo nem se a magoei. Continuei a beijar o seu pescoço e desci os beijos, por muito que eu tentasse o meu corpo não reagia, mesmo colado a um bom corpo como aquele eu não conseguia sentir nem um pouco de excitação. Cada vez que fazia aquela vadia soltar um pequeno gemido era como se dentro da minha cabeça ouvi-se a Stella, cada vez que beijava aqueles lábios vinham imagens da Stella à minha cabeça, sempre que ela se mexia eu desejava que fosse Stella ali comigo. Por mais que eu quisesse esquecer a minha cabeça não deixava, os pensamentos estavam a deixar-me louco. Ouvia as risadas dela e vários momentos vinham à minha cabeça.

Stella… eu… eu amo-te… 
-Também te amo, Justin. 

-Ele disse que me amava e… beijámo-nos. Nem imaginas o que senti, era como se o meu coração fosse explodir naquele momento, às vezes penso se até dá para ouvi-lo.
-É bom saber que não fui o único que sentiu isso. 

-Justin, o meu sonho mais importante já se realizou à algum tempo.
-Qual?
-Tu. 

Estúpidos pensamentos! Eu não estava a querer fuder, eu estava a querer descontar a raiva que tinha de mim. Ninguém tinha a culpa de tudo ter acontecido sem ser eu. Será que não havia mesmo maneira de a ter de volta? Porque eu não tentei? Porque eu a deixei escapar? Queria poder ver aquele rostinho de perto, queria poder senti-la, eu queria tocar na sua pele macia e cheirar os seus cabelos perfumados.
-Nem um pouquinho excitado Justin? - ela bufou irritada. Porra mas eu não consigo concentrar-me, que merda se passa comigo?
-Sai daqui! - gritei nervoso e ela vestiu as peças de roupa com pressa saindo dali irritada. 
Passei as mãos pelo cabelo que estava suado e atirei com tudo o que me aparecia à frente para o chão. Fiz uma barulheira infernal, quem estivesse ali pensaria que eu estava a enlouquecer, e na verdade eu estava mesmo. 

POV Stella
Estava a chorar como nunca antes. O que vou fazer agora? Eu não posso… eu não consigo…
-Stella não fiques assim. - Tracy abraçou-me, mas por mais que me dissessem que ia ficar tudo bem eu sei bem que não ia, como iria ficar tudo bem? Eu tenho um filho. Esse filho é do Justin. Eu e o Justin já não estamos juntos. Eu não posso contar ao Justin. Não sou responsável para criar uma criança sozinha. Essa criança não pode pensar que não tem um pai. Só me digam, como iria ficar tudo bem?
-Como posso não ficar assim? Eu estou grávida! E para além disso o filho é do Justin! DO JUSTIN. - falei alto com a cara inchada de tanto chorar.
-Stella se continuares a pensar assim não vai dar certo. Tens de ficar calma e eu vou estar aqui para te ajudar. - ela tentou me acalmar mas nada ia conseguir acalmar-me naquele momento. - Tu precisas de contar-lhe. 
-O que? - olhei para ela assustada com a ideia.
-Stella não queres criar um filho a dizer-lhe que não tem pai, ou é isso que vais fazer? - a ideia de contar ao Justin não me agradava, mas a de criar um filho e dizer-lhe que não tem pai é muito pior. Eu apenas precisava de tempo para pensar, ainda nem me habituei à ideia que estou grávida.
-Eu preciso de pensar. - levantei-me e andei de um lado para o outro passando as mãos pela cabeça. O telemóvel da Tracy começou a tocar e ela pegou nela e hesitou mas depois atendeu ali mesmo.
-Sim?
(…)
-A sério?
(…)
-Claro que vamos! - ela falou alegre dando um pulo na cama e olhou para mim que estava curiosa.
(…)
-Tá, beijos. - quando desligou ela veio até mim toda feliz.
-O que se passa? 
-Amanhã o Ryan faz anos. - arqueei a sobrancelha, a razão da felicidade só podia ser festa. - E nós vamos à festa! - eu não disse?
-Nós? - cruzei os braços, ela esquece-se que eu não quero ver o Justin, já não o vejo à semanas, talvez meses e ela quer que eu vá a uma festa onde ele vai estar.
-Sim, achas que te vou deixar aqui trancada no quarto a chorar? Qualquer dia a tua cara fica tão inchada que explode. - ela riu e eu atirei com uma almofada para cima dela não contendo o riso, só ela para me fazer rir nestes momentos.
-Tracy… e o Justin? Eu não consigo. Eu passei muito tempo sem ele, agora não vou simplesmente aparecer lá e dar de caras com ele.
-Ah qual é Stella? Vais mesmo chegar a esse ponto? O Ryan é teu amigo ele merece a tua presença na festa dela, se não queres ter de enfrentar o Justin é simples, não enfrentes. - e mais uma vez ela estava certa, isso de ela me chamar sempre para a realidade enerva um bocado, sem ela eu iria fazer tudo errado e parar de viver. Quer dizer, é o que me vem à cabeça quando penso bem nestes assuntos.
-Vamos comprar vestidos, porque daqui a um tempo vais ficar gorda e não irás poder vestir coisas lindas para magras. - brincou com a situação e eu ri-me pelo nariz, por acaso é mesmo verdade. Mesmo assim eu ainda não me sentia à vontade com aquele assunto.
Sempre gostei de festas e porque não gostaria desta? Não é o Justin que vai fazer-me ficar mal naquela festa. Por um lado tenho medo de vê-lo, tenho medo de o ver de mãos dadas com outra, de ver ele a beijá-la e faze-la sorrir da maneira que me fazia a mim, mas por outro, as saudades apertam, afinal eu sempre as senti. Eu continuo com a dor cá dentro, ainda não consegui juntar todos os pedacinhos do meu coração, mas um ou outro já se juntaram, é como se com o tempo ele se fosse concertando. E se ao vê-lo aqueles pedacinhos que já estão concertados voltassem a cair e juntar-se aos outros? Não é altura de pensar isso, ainda posso mudar de ideia e acabar por não ir.

-Amo este aqui! - assustei-me com o gritinho da Tracy.
-Pega nele e leva. - falei obvia e peguei num que também gostei muito.
-Ai o teu é mais lindo. - ela meteu a mão na boca quando lhe mostrei e eu ri, meu deus ela é mesmo tolinha.
-Não sejas parva, o teu é lindo. - dirigi-me aos provadores e vesti o vestido achei que ficou lindo, aquele vestido era sem dúvida perfeito. Quando olhei para a Tracy ela também estava linda. Acho que estávamos prontas para esta festa.
Durante o caminho discutimos sobre vestidos e coisas de mulher, aqueles assusntos chatos. Entrei no quarto e mentalizei-me para aquela festa, era necessário eu preparar-me mentalmente para qualquer coisa que pudesse acontecer. Começámo-nos a vestir e depois ficamos uma ao lado da outra em frente ao espelho a maquilhar-nos. Não abusei na maquilhagem mas usei o suficiente para esconder aquela cara de enterro e de choro. Passei eyeliner nos olhos e isso bastou, eles ficaram bonitos e simples, meti gloss e fiquei pronta a observar a Tracy a acabar a maquilhagem dela.
-O Ryan é um gato. - ela falou com uma cara engraçada e eu ri-me concordando.
-E olha que o Chaz… - desta vez dei a minha opinião e ela até achou estranho mas sorriu.
-Estou pronta, vamos! - pegámos ambas nas nossas malas e a Tracy foi a conduzir até à casa do Ryan. - Pronta? - ela olhou séria para mim e eu respirei fundo, confirmando logo de seguida. Ela sorriu como conforto e saímos do carro, quando nos começamos a aproximar os olhares foram desviados para nós, senti-me um pouco envergonhada e senti as minhas bochechas aquecerem. Vi Jake e Chaz saírem pelas portas principais da casa e sorriram mal nos viram.
-Pensei que não vinhas. - o Jake falou referindo-se a mim, cumpimentou-me e depois beijou a Tracy. - Olá amor.
-Estão lindas. - Chaz falou.
-Obrigada, também não ficas nada atrás. - falei risonha e ele pegou-me na mão.
-Permita-me que a leve ao rei da festa. - ele e a sua maneira engraçada, sorri com aquilo e entrámos na casa, notava-se a diferença do som, já se ouvia da parte de fora da casa, então quando se entra acho que é impossível de ouvir tudo o resto.
Senti-me um pouco perdida porque eram muita gente e eu continuava agarrada ao Chaz que me puxava para eu não me perder. Quando vi o Chris comecei a sentir borboletas na barriga, pois muito provavelmente o Justin estaria ali.
-Meus putos, as damas chegaram. - assim que o Chaz falou chegámos perto de Chris, Ryan e … Justin. Fiquei parada, o meu corpo gelou e era como se eu não conseguisse dizer nada nem me mexer, parecia ter perdido os sentidos. O meu coração apertou e os nossos olhares pararam um no outro, ele também não reagiu, ele não falou, não mexeu e não expressou qualquer sentimento.
-Pensava que não vinhas Stella. - desviei o olhar de Justin que fez o mesmo dando um gole na bebida.
-Parabéns Ryan. - abracei-o. - não ia faltar, obviamente. - tentei não olhar para o Justin, mas sentia os olhos dele parados em mim.
-Stella, estás linda. - o Chris lançou uns olhares nada discretos para as minhas pernas e eu ri-me.
-Olha quem fala. - troquei um olhar com o Justin mas foi rápido pois a Tracy apareceu mais o Jake.
Estava a ser completamente estranho e constrangedor, eu senti-me mal ali. Não por causa dos meninos, é que estar ali tão perto do Justin é estranho, a maneira como ele me olhava e os olhares que trocava-mos eram tão estranhos, tão diferentes. Senti a Tracy a tocar-me no braço e afastou-nos um pouco do grupo.
-Stella estás a dar demais nas vistas. - encarei-a sem perceber. - Acorda menina, para de olhar o Justin daquela maneira, diverte-te. - baixei o olhar, ela não imagina o quanto é difícil estar na minha situação. - Vamos dançar.
-Tracy, isto não está a…
-Não não não. - ela interrompeu-me. - Não comeces. Tu vieste, e se vieste é para te divertires. - revirei os olhos e começou a dar Play Hard do David Guetta.
Eu e a Tracy trocámos olhares e sorrimos, começamos a dançar como se fosse a última festa das nossas vidas, eu sem dúvida amo esta música e até me esqueci que tinha gente à minha volta subi as mãos pelo meu corpo até ao meu cabelo e abanei a cabeça, a Tracy ria-se e dançava que nem uma louca. Ela tinha razão, a noite mal tinha começado.

Hey, said us hustler's work is never through
We makin' it 'cause we make it move
The only thing we know how to do
Said it's the only thing we know how to do

Nesta altura era a pura da loucura, não éramos só nós a dançar, toda a gente dançava olhei para os lados e não vi o Justin, procurei um tempo mas desisti. Pensei logo que já devia estar num quarto qualquer com uma vadia. Eu estava aqui para me divertir e não para pensar se o Justin estava ou não a comer uma vadia. Olhei para um sofá daquela sala enorme e imaginem só o que vi? O Justin todo enrolado com uma vadia qualquer aos beijos, nojentos. Até pensei que se fossem engolir da maneira como se beijavam, pelo menos ela parecia que não via um homem à anos, desesperada. Ele também não estava melhor, pensei que se fossem comer ali mas vi ele a levantar-se e levá-la até ao quarto. Não posso esconder que não fiquei mal ao ver aquilo, que não senti ciúmes e que, principalmente, não senti nada. Aquilo doeu, mas então… se ele podia eu não podia? Bem que eu podia ir agora com um gajo bom qualquer para a cama, mas não sou vadia o suficiente para isso. Olhei pela janela e vi várias pessoas a correr para a piscina vestidas e atirarem-se. Ainda nem estávamos no início da festa e já estavam todos loucos ao ponto de mergulharem na piscina vestidos. Lancei um olhar de desafio à Stella e ela pareceu chocada.
-Que foi?
-Ainda à pouco quase me pedias para ir para casa, e agora até para a piscina queres ir? - ela riu.
-Estou apenas a viver a minha vida. - puxei-a pela mão e ela riu. Corremos e caímos ambas na piscina, estavam todos a atirar água uns aos outros e quando eu batalhava com a Tracy senti alguém puxar-me as pernas por baixo de água, quando voltei a cima assustada vi Ryan com a sua cara de perverso.
-Seu louco, eu vou dar cabo de ti. - atirei-le com água enquanto ele tentava se esconder e ria.
-Eu não vi nada, juro! - cruzei os braços e olhei para o meu vestido que com a água vinha todo para cima, rapidamente tentei baixá-lo mas eram tentativas frustradas, ele ria-se da minha cara e eu ficava cada vez mais enervada. 
-Ai Ryan, que chato.
-Stella… - quando a Tracy me chamou olhei rapidamente para ela mas o meu olhar desviou-se para a área fora da piscina. Justin vida de mãos dadas com a tal vadia, todo sorridente. Era isso, era isso que eu falava que tinha medo de ver. Foi mais forte do que eu, uma lágrima escorreu passando despercebida, pois tinha a cara toda molhada. Desviei o olhar rapidamente e pensei no fazer… ou eu saía dali o mais rápido possível para não sofrer com a situação, que não ia ajudar pois ia ficar em casa a pensar no assunto, ou eu ficava sem me mostrar afetada a celebrar o aniversário de Ryan, ele nem tem a culpa de nada disso. Como amiga de Ryan vou ficar, não como a ex-namorada de Justin Bieber, que preferia ir embora e não ter de presenciar aquilo. Eu sou bem mais forte do que isso, eu vou ficar e vou  ficar muito feliz, não preciso daquele idiota para nada. 
-Stella, está tudo…
-Estou ótima Tracy, porque essa pergunta? - interrompi falando sorridente e olhei para o Ryan que parecia preocupado. - Estás a olhar-me assim porque?
-Porque… - pensei que ele fosse falar no Justin mas ele preferiu nem dizer nada. - nada. Sabem, a festa mal começou. A seguir vamos jogar um jogo. - fiquei curiosa.
-Que jogo?
-Escondidas. - gargalhei e ele sorriu. - Não estou a brincar, acredita em mim, vais amar.
-Ryan não podias ser mais infantil não? - ele ficou sério. - Estou a brincar, parece-me bem, até porque a casa é grande.
-Bem bipolar tu. - rimos e quando procurei pela Tracy ela e o Jake estavam quase a comer-se vivos numa espreguiçadeira.
-Hey, meninos aí! - gritei, o meu objetivo era envergonha-los. - Há um quarto lá em cima. - comecei a gargalhar e o Ryan fez o mesmo, quando a Tracy reparou no que eu disse e que várias pessoas olhavam para eles ela levantou-se e aproximou-se da piscina.
-Eu vou matar-te menina. - ela lançou-me um olhar de ódio e eu não controlei uma risada.
-Aqueles os dois também precisavam de um. - alguém disse e olhei para… o Justin com a tal. O ódio correu-me pelas veias e o meu coração apertou. Eu era capaz de chegar lá e matar aquela vaca com os meus saltos e depois, claro, matava o Justin logo a seguir.
Eles também viram que estavam todos a olhar para eles e levantaram-se envergonhados, o Justin trocou um olhar comigo mas eu evitei olhar para ele e olhei para o Ryan.
-Quando vamos jogar? - tentei não me mostrar nada afetada com o que acabara de acontecer.
-Agora mesmo. - ele mostrou um sorriso lindo e saiu da piscina, deixando-me sozinha.
Quando voltei a olhar para o Justin ele estava todo feliz a falar com a namoradinha. Sinto-me tão inútil, tão usada.

O que acharam? As coisas estão a mudar não é? A vida dá voltas e voltas, e nem sempre as coisas voltam para o sítio certo. Espero que estejam a gostar e que continuem a acompanhar esta fic. Beijos
-Rafa

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Half Of My Heart - Capítulo 11 - I'm Gonna Live My Life


Capítulo 11  - I'm Gonna Live My Life

POV Justin
Eu acabei com a minha vida. Aquele momento acabou com a minha vida, eu não acredito que consegui ser tão idiota! Como é que me deixei levar, como? Bastou beber um bocado mais e aquela vadia aparecer para eu me deixar ir logo, nem deu tempo de fugir. Eu já estava a ficar bêbedo e então chegar ao pé de mim aquela loira, qualquer homem cede sem pensar. Eu acabei de partir o coração da mulher que eu amo, eu acabei de o destruir, e nunca me vou perdoar por isso. Ver as lágrimas escorrerem pelo seu rosto, ver o desespero dela, lembrar de quando ela estava no chão a chorar desesperadamente, isso está a matar-me por dentro. Eu acabei de a perder, perder a mulher que eu amo. Essa ideia estava a acabar comigo.
A viagem foi longa, e eu nem tinha coragem de olhar para a Stella, sentia nojo e vergonha de mim próprio. Desde que ela foi à casa de banho ficou diferente, eu reparei que ela foi vomitar, notou-se no desespero dela. Ela não comeu quase nada, às vezes aceitava qualquer coisa mas eu não podia obrigá-la, ela não iria dar-me ouvidos. Sinceramente, até eu perdi o apetite. Fechei os olhos para descansa-los.


-Não consegues dormir? - falei baixo e ela assustou-se.
-Não… como sabias que estava acordada? - perguntou afastando o sei rosto do meu peito para poder olhar nos meus olhos.
-Porque sei. - ela riu e eu dei-lhe um beijinho no nariz.
-Estás nervosa não é? - eu sorri e ela confirmou abanando a cabeça. - Eu sabia que não ias dormir direito hoje. - riu e fechei os olhos.
-Dorme anjinho, eu gosto de te ver dormir. - sorri ainda com os olhos fechados e senti ela a sorrir também.
-Porque é que és tão perfeita? - ela riu baixinho e eu continuava com os olhos fechados.
-Perfeição não existe, amor.
-Também pensei isso antes de te conhecer, princesa. - ela aproximou-se de mim, as pontas dos nossos narizes tocavam-se e eu não controlei um sorriso.
Essa era a maneira perfeita para adormecer.


Abri os olhos um pouco assustado. Estas pequenas lembranças assombram a minha cabeça, quando fecho os olhos há sempre algo que me vem à cabeça. Olhei para o lado e vi a Stella a dormir com aquela carinha de anjo, parecia tão calma.

POV Stella
Abri os olhos e pisquei várias vezes para ficar mais acordada. Olhei para o lado e não vi o Justin, voltei a olhar pela janela e vi que estávamos a descer, senti o Justin a sentar-se de novo ao meu lado e olhei para ele. Os nossos olhares cruzaram-se e eu desviei o meu rapidamente.
Pouco depois já estávamos a sair do aeroporto, eu não sabia o que ia fazer. E agora? Iria para casa e fechar-me lá dias e dias? E o Justin? Há montes de perguntas a andar pela minha cabeça, à espera de uma resposta. Por incrível que pareça, o Justin ainda foi no mesmo táxi que eu até à minha casa, e quando abri a porta olhei para ele durante uns segundos e as lágrimas vieram-me aos olhos, para que ele não visse eu virei-me e fechei a porta, correndo até à minha casa. Abri a porta com pressa e vi a Tracy à minha espera, ela recebeu-me com um sorriso enorme mas eu não consegui, eu apenas corri até ela a chorar e abracei-a com força. Era a única pessoa que eu tinha agora.
-O que aconteceu Stella? - ela afastou-me mas continuou a agarrar-me suavemente nos braços. - O que é esse choro?
-Ele traiu-me… Tracy ele traiu-me. - estava a soluçar alto e ela levou a mão à boca. - eu torci o pé, e quando… - solucei. - e quando eu cheguei à minha tenda estava lá o… - solucei de novo. - o Justin com uma… - não consegui terminar, ela apenas voltou a abraçar-me. - Eles estavam de roupa interior… Tracy porque ele fez isto? Dói muito. - ela fez-me festas nas costas.
-Eu sei que dói. Mas não há nada que o tempo não cure, princesa. - ela levou-me até ao meu quarto e eu deixei as minhas coisas na sala, sentei-me em cima da cama e tapei a cara, sem parar de soluçar, eu soluçava tão alto que provavelmente os vizinhos ouviam. - Eu não acredito que ele… - ela começou a resmungar e a andar pelo quarto.
-Não estás a ajudar Tracy. - falei e ela veio até mim arrependida.
-Desculpa. - ela sentou-se ao meu lado. - vou buscar-te alguma coisa para comeres.
-Não. - levantei-me lentamente e dirigi-me até ao meu armário de roupa. - Não tenho fome.
-Aposto que não comeste nada de jeito ainda, quando é que… - ela teve cuidado com as palavras, da maneira como eu estava eu chorava com tudo. 
-Hoje. - ela entortou a boca.
-O que é que comeste depois disso?
-Tracy, eu estou bem a sério. - eu falei baixo e calmamente e ela encarou-me em dúvida. - Eu quero ficar sozinha…
-Mas se precisares de alguma coisa vais chamar-me. - eu sorri fraco balançando a cabeça e ela sorriu aproximando-se de mim. - Queres que fique cá em casa?
-Podes ir para tua, eu fico bem. - neste momento só me apetecia estar sozinha, esconder-me do mundo e esquecer tudo. - Mas Tracy. - fiz uma pausa respirando fundo. - Eu tenho medo.
-Medo de que? - ela perguntou enquanto limpava o meu rosto.
-De ficar sozinha… 
-Vais me ter sempre a mim. - ela sorriu para mim. - E sabes uma coisa? - olhei para ela. - o Justin ama-te. - aquelas palavras fizeram-me gelar.
-Se ele me amasse ele não me traía. - falei baixo e baixei a cabeça.
-Eu sei que ele te ama, aconteça o que acontecer.
Ela saiu do quarto depois de me dar um beijo na testa e eu deitei-me na cama. Ele não me ama, como me pode amar? Ele traiu-me, e ainda por cima, traiu-me com aquela vadia loira. Na verdade, eu já nem sei o que pensar, a minha cabeça está uma confusão e eu sinto que nada vai juntar todas as peças do meu coração. Escondi a minha cabeça nas almofadas e o choro reinou de novo. 

Abri os olhos e  já era de noite, senti um enjoo enorme e fui a correr para a casa de banho. As emoções estavam a ser tão fortes que o meu organismo não estava habituado. Depois de deitar tudo para fora, lavei a cara e olhei-me ao espelho, estava horrível, cara inchada, olheiras, cabelo despenteado e pálida. Quando saí da casa de banho vi a Stella encostada à porta do quarto, vindo em minha direção.
-Como é que fui capaz de te deixar sozinha? Meu deus, estás pálida. - ela falou preocupada e eu continuei parada.
-Foi só um enjoo. - ela cruzou os braços.
-Eu vou buscar-te alguma coisa para comeres.
-Espera. - ela virou-se para mim. - porque vieste cá agora, de noite?
-Eu sabia que não irias ficar bem, e não pude ficar descansada sem verificar. - sorri para ela e sentei-me na cama. - Fica aqui, eu volto com um chá e torradas. - fiz uma careta e ela riu-se, saindo do quarto.
Um pouco depois ela voltou com um tabuleiro e eu comi, mesmo sem vontade. Ficámos em silêncio e eu comecei a pensar como estaria o Justin naquele momento, se ele estaria numa boate, se ele estaria em casa, se ele estava com outra mulher. Os pensamentos não paravam na minha cabeça. Mas eu não iria perguntar, talvez ficasse pior se soubesse.

1 Semana Depois

-Stella, abre a porta. - estava deitada e ouvi a Tracy do outro lado da porta, ela batia na porta e eu já estava a ficar com dores de cabeça. Fui até à porta e abri, voltando a ir até à cama. - Stella, tu não podes simplesmente trancar-te neste quarto e ficar aqui para sempre! Tu paras-te de viver desde o fim de semana passado! Eu estou a começar a ficar preocupada contigo Stella. 
-O que queues que eu faça? Tracy, não dá! Eu não consigo viver. - comecei a chorar e ela passou a mão pela testa.
Passei esta semana toda em casa, a Tracy veio cá todos os dias e deixava-me algumas coisas cá. Nunca soube de como estava o Justin, nem do que ele tem feito. Não faço ideia se já seguiu a sua vida, nem sei se ele está trancado num quarto como eu, mas isso é impossível. A Tracy está num relacionamento com Jake, e ninguém, a não ser ela, veio cá a casa, é como se o mundo todo se tivesse esquecido de mim.
-Tu consegues viver Stella! O Justin já seguiu com a vida dele, tens de fazer o mesmo! - ela meteu a mão na boca e eu senti o meu corpo gelar, senti como se me tivessem apunhalado de novo, como se tivesse levado mais dez facadas no meu coração já partido. Agora tinha chegado a gota de água, a raiva e a tristeza voltaram aos meus olhos em forma de água, desatei a chorar. - Stella eu não queria…
-Sai Tracy! Sai do meu quarto, por amor de Deus. - eu gritei desesperada e ela parecia assustada com a minha reação.
-Stella eu não quis dizer aquilo, ele não…
-Tracy, sai do meu quarto, eu preciso de ficar sozinha! - falei baixo tentando não gritar de novo. Ela saiu do meu quarto e vi ela a falar ao telemóvel com alguém fora do meu quarto.
Eu pensava que iria enlouquecer com aquela noticia. Ele seguiu com a sua vida? Como assim? Já arranjou outra para me substituir? 

"O Justin já seguiu com a vida dele, tens de fazer o mesmo!", essas palavras abriram-me os olhos. Tenho estado este tempo todo trancada no meu quarto, afogada na mágoa e na dor, e ele já seguiu em frente, ele já me esqueceu. Eu não vou ficar aqui mais, não vou ficar a chorar trancada no quarto, ele deixou-me, ele trocou-me, ele traiu-me. Agora, vou viver a minha vida, vou esquece-lo. Se ele pode e consegue, eu não serei diferente, mas uma coisa é certa… não vou voltar a ser enganada tão facilmente.
A Tracy continuava a falar ao telemóvel e eu dirigi-me ao meu guarda-roupa. Escolhi um conjunto de roupa, uns calções e uma camisola simples, calcei umas botas e maquilhei-me, com aquela cara de zombie não ia a lado nenhum. Saí do quarto, vendo a Tracy na sala a andar de um lado para o outro ao telemóvel. Quando me viu ela desligou e ficou a olhar para mim sem perceber porque estava assim vestida.
-Estás a olhar para a onde? Vamos a uma festa hoje. - eu falei e reparei no sorriso que se formou na cara dela.
-Essa é a minha garota! - ela veio até mim e abraçou-me, mas depois ficou à minha frente já com o rosto sério.
-Tracy… - ela já devia estar a adivinhar o que eu ia dizer. - eu vou viver a minha vida. - sorrimos ao mesmo tempo. - mas só tenho uma pergunta a fazer… como sabes, como sabes que ele seguiu em frente? 
-Eu não tenho estado com os meninos, mas quando estive com o Jake ele falou-me disso. O Justin… - ela estava com medo de prosseguir, mas eu queria saber. - ele tem saído, tem ido a boates. - tentei não mostrar emoção, mas por dentro sentia dor. - mas…
-Eu não quero saber mais, eu não preciso. - eu sorri e ela puxou-me a mão até ao carro. Ela já está vestida, afinal ela veio para irmos à festa, nem que eu fosse arrastada.
Quando entrámos lá eu fiquei com um objetivo: divertir-me e esquecer-me daquela dor que reinava dentro de mim. Aquilo parecia ser uma discoteca, não sei, nunca tinha ido lá. Quando entrámos vi a animação das pessoas, música aos altos berros, casais quase a engolirem-se na pista e várias pessoas a beber, talvez com o objetivo de esquecer.
-Amiga, agora é para… divertir! - a Tracy puxou-me para a pista e começamos a dançar, nem deu tempo para pensar.
Dancei perto dela e as nossas danças eram ambas deveras sensuais, já me estava a esquecer de tudo, só pensei na música e na dança, estávamos a rir bastante e quando a música parou apercebemo-nos dos homens que nos olhavam, puxei a Tracy para o bar para pedirmos bebidas e ambas bebemos umas misturas, sempre tive uma queda por misturas, adoro quando fica colorido e com efeitos. 
-Olha olha quem é ela. - ouvi uma voz que não me era desconhecia ao meu lado e virei-me para ver quem era.
-Jared. - falei sorridente, quem diria que ia encontrar-me com ele ali. A Tracy olhou-me sem perceber. - Esta é a Tracy, Tracy este é o Jared, conheci-o no TomorrowLand.
-Olá Jared, prazer. - ela falou sorridente, devia estar a pensar no quanto gato ele é, e ele sorriu.
-Onde está o teu… o teu namorado? - fiquei sem resposta e senti-me nervosa.
-Ele… ele não… - não sabia o que dizer e olhei para Tracy. - Nós acabámos. - ele ficou sério.
-Desculpa se toquei no assunto, não fazia ideia. - ele pareceu sentir-se culpado.
-Não tem problema. - sorri-lhe, tentando transmitir conforto.
-Vieste sozinho? - a Tracy falou quebrando o silêncio.
-Não, tenho um grupo ali. - apontou para um grupo que estava a dançar na pista. - Mas vi a Stella e queria ter a certeza que era ela. 
-Olhem, eu tenho de ir à casa de banho num instantinho, já volto. - ela pegou na sua bolsa e levantou-se indo em direção à casa de banho.
-Então tu vives aqui perto? - ele tentou meter conversa um pouco depois.
-Sim. Eu nem sei bem onde estou , a Tracy trouxe-me aqui. - ele riu baixinho e eu passei a mão pelo meu cabelo.

POV Justin
- Puto, isto está uma loucura hoje. - ele falou mas eu nem prestei atenção, só queria beber alguma coisa, tal como nas outras noites.
-Jake! Não sabia que estavas por aqui. - a Tracy apareceu e um pensamento invadiu a minha cabeça… Se a Tracy costuma estar sempre com a Stella, então a Stella estava por ali. O meu olhar percorreu a extensão do bar e o meu coração parou quando a vi sentada com o… Jared. Ela estava tão linda, tão perfeita como ela sempre foi.
-Justin? - Tracy estalou os dedos em frente aos meus olhos.
-Ah, olá Tracy. - já não falava com ela desde que cheguei da Bélgica (TomorrowLand) e ela já devia estar a par de tudo. Ela olhou-me feio e voltei o meu olhar para Stella, vi ela rir, pensei que eu fosse deixar cair uma lágrima. 
O olhar dela cruzou-se com o meu e vi o rosto dela a mudar, ficou séria e não se mexeu. Ela tinha seguido em frente… E eu todas as noites a beber para esquecer, que nem um covarde. Devia ter corrido atrás, devia ter provado o quanto estou arrependido, o quanto a amo e a quero de volta. Ela podia estar nos meus braços agora, ela podia ser minha. Mas eu perdi-a e a culpa é toda minha, porque o orgulho impediu-me de pedir desculpa.

POV Stella
O meu corpo gelou, a minha respiração falhou, o meu coração parou, os meus olhos hipnotizaram. O meu olhar cruzou-se com o de Justin, porque tinha de calhar a ir na mesma discoteca que ele? Senti-me fraca, porque eu ficava sempre assim? Queria saber o que ele estava a pensar e sentir, queria saber o que ia naquela cabeça, já que os seus olhos pareciam baralhar sentimentos.
-Stella? Estás bem? - desviei o olhar de Justin e olhei para ele.
-Sim, estou ótima. - falei com a voz rouca e virei-me para a frente no bar dando um gole na minha bebida.
-Stella. - ouvi a voz da Tracy e virei-me.
-Eu sei que ele está aqui. - ela franziu a sobrancelha. - o Justin, eu vi. 
-Está o grupo todo com ele. - tentei encontrá-los mas nem os vi. - queres ir embora?
-Não. - disse levantando-me da cadeira. - Ainda não me diverti o suficiente! - ela riu-se orgulhosa e voltámos para a pista e Jared foi ter com o seu grupo, ele vive mesmo muito perto de mim então ele disse que podíamos combinar alguma coisa um dia destes. Eu sinceramente, não me sinto preparada para me encontrar com mais um homem, depois disto tudo com o Justin, fiquei mais insegura em relação a relações e só quero viver a minha vida ao máximo, a dor de ser traída é demasiado grande para se sentir de novo.
Dancei e já me sentia a ficar diferente devido à bebida, eu não tinha parado de beber e dançar com a Tracy, ela também já estava a ficar alterada e ambas já estávamos a atrair olhares dos homens à nossa volta. Quando me fartei dirigi-me à entrada da discoteca com um copo a meio ainda na mão. Saí da discoteca e senti o ar fresco bater-me na cara, nas pernas e nos braços. Senti alguém tocar-me no braço e afastei-me.
-Stella? - vi Justin e minha feição mudou completamente. - Estás completamente bêbeda, deixa-me levar-te para casa. - ele falou preocupado e eu ri-me.
-Porque não vais ter com a tua nova namorada? Eu estou bem. - falei ainda a rir e ele franziu a sobrancelha.
-Namorada?
-Sim, sabes quando amas uma pessoa e tipo, namoras com ela? Tens um compromisso e não o deves quebrar? É, é isso. - falei já a ficar mais séria, mas mesmo assim sem noção do que falava. Vi a culpa aparecer-lhe nos olhos e apercebi-me do que disse, aquilo foi uma indireta que lancei sem pensar, e com certeza que era por estar bêbeda.
-Stella… deixa-me levar-te a casa. - ele agarrou-me no braço com um pouco de mais força e eu soltei-me já irritada.
-Não preciso. Há táxis por aí. - falei e aproximei-me da estrada, um carro passou bem perto de mim e eu até me desequilibrei, o Justin rapidamente me puxou para longe da estrada.
-Já viste o teu estado? Eu não posso deixar que tu simplesmente vás sozinha para casa.
-Porque estás tão preocupado? Eu estou ótima, sinto-me bem. - falei a rir e acabei com a bebida no copo, ele puxou-me até ao carro dele e eu não consegui soltar-me, ele enfiou-me dentro do carro e eu tentei sair mas não consegui. - Não tens esse direito Justin! Eu não quero ir contigo. - falei alto quase aos gritos, sentia nervos e parecia estar com um pouco de medo. Ele ignorou-me e continuou a conduzir, comecei a sentir-me sonolenta mas mesmo assim ainda continuava completamente bêbeda, meti o volume no máximo e comecei a dançar no carro, o Justin baixou o volume mas eu aumentei de novo até começar a sentir-me ainda mais sonolenta. 

POV Justin
-Chegámos. - tirei o cinto e quando olhei para a Stella ela estava adormecida, fui incapaz de esconder um sorriso e saí do carro. 
Abri a porta dela e tirei-lhe o cinto, peguei nela ao colo e levei-a até casa, transportei-a até ao quarto e deitei-a na cama, ela nem acordou, o estado em que ela estava era um abuso, nunca a tinha visto daquela forma. Depois de a deitar sentei-me ao lado e olhei-a a dormir calmamente, eu sentia-me um monte de merda. Aquelas palavras ecoavam na minha cabeça "Sim, sabes quando amas uma pessoa e tipo, namoras com ela? Tens um compromisso e não o deves quebrar? É, é isso.", senti-me tão mal, tão culpado. Eu destruí o coração de uma menina tão inocente, como fui capaz disso?
-Desculpa-me. - falei baixo com um rosto triste e saí dali.
Agora? Agora eu quero afastar-me, eu acabei com tudo, eu perdi-a e não há nada que vá fazer as coisas mudarem. Eu quero que ela seja feliz, e enquanto eu estiver por perto isso não irá acontecer, porque ela já não me quer e eu não a mereço.

POV Stella
Acordei com uma dor de cabeça inexplicável, não me lembro de quase nada da noite passada, só alguns flashes me passam pela cabeça.

"-Porque não vais ter com a tua nova namorada? Eu estou bem.
-Namorada?
-Sim, sabes quando amas uma pessoa e tipo, namoras com ela? Tens um compromisso e não o deves quebrar? É, é isso."

"-Já viste o teu estado? Eu não posso deixar que tu simplesmente vás sozinha para casa."

Então o Justin trouxe-me até casa? E a Tracy? Ai meu deus, eu nem me lembrei dela. Devia estar mesmo mal. Senti de novo um enjoo e fui a correr para a casa de banho e deitei tudo para fora, isto de andar sempre a vomitar já me começava a preocupar, tá que desta vez possa ser das bebidas, mas e se… não, eu não posso pensar nisso, eu tenho tido mais que razões para andar desta maneira. 
Tomei um banho e vesti-me não sei como me veio aquela vontade de querer estar bonita, mas apeteceu-me depois de uma semana inteira de pijama.
Comi alguma coisa para matar a fome e sentei-me no sofá com um olhar vazio, estava ainda com dores de cabeça e ouvi a campainha, que me deu uma pontada horrível na cabeça.
-Já vai, já vai. - fui até à porta com a mão na cabeça e era Tracy.
-Oi amiga. - ela olhou para a minha roupa. - Vais a algum lado?
-Não, apeteceu-me vestir-me assim. - voltei mal encarada para o sofá.
-Dores de cabeça? Sim, realmente tu abusas-te ontem. - ela sentou ao meu lado.
-Sim Tracy, eu sei. - falei sendo um pouco grossa.
-Eu vi-te com o Justin. - olhei para ela séria. - Mas eu não impedi ele de te levar.
-Ele trouxe-me mesmo? 
-Sim, como achas que foste parar à cama? - mostrei um pequeno sorriso.
O que eu ia fazer agora? Eu continuo a sentir-me horrível, ainda sinto aquela dor dentro de mim, queria que tudo se resolvesse. Eu amo-o, eu não posso negar uma coisa dessas, o meu amor por ele é maior que tudo. Eu estou desesperada, tenho de esquece-lo. Amá-lo vai piorar tudo, eu tenho de o esquecer de uma vez por todas e seguir em frente. Não é por um simples gesto daqueles, de me ter trazido a casa, que iria mudar tudo, afinal… ele já seguiu com a vida dele, deve ter sido um gesto por pura pena.

POV Justin 
-Puto acorda para a vida. - a voz do Christian acordou-me dos meus pensamentos.
-Baza Chris. - falei grosso.
-Mano, esquece-a. Acabou, sai desse quarto, pareces um louco. - a voz do Chris do outro lado da porta estava a irritar-me, levantei-me a abri a porta enervado. - Agora o que? Vais fechar-te num quarto à espera que a miúda volte para ti?
-Chris, a vida é minha por isso deixa-me vive-la da maneira que quero. - ele abanou a cabeça. 
-Bieber, tu nem estás a viver. Só porque à dois dias tomas-te a decisão de te afastares da Stella não tens de te enfiar num quarto.
-Eu faço o que bem entender. - fechei-lhe a porta na cara com força e andei de um lado para o outro no quarto. 
Ele tem razão, eu estou a dar em louco. Eu tenho que sair, eu tenho que tira-la da minha cabeça, não posso continuar assim. Tenho de me afastar.