terça-feira, 19 de março de 2013

Agente 0747 - O Predador (Cap1)

Capítulo 1 (3189 palavras)

Lauren Adams's POV

    E lá estava eu na sala da secretária do meu chefe; não porque quis, mas porque fui chamada para uma reunião de emergência no gabinete dele. Naquele preciso momento estava sentada numa cadeira confortável e acolchoada e o mesmo faziam muitos outros agentes dentro da sala. Eram 18:24 naquele momento e a reunião era para ter começado às 18:00. Ou ele não tinha um relógio no seu gabinete - o que duvidava muito  - ou estava a tentar aumentar a tensão ali naquela sala.
    Eram 18:35 quando a porta que conduzia ao gabinete de Charles Rigby foi aberta por um homem alto que vestia um fato de empresário preto e uma gravata vermelha - o típico. Ele fez-nos sinal com a mão para o seguir-mos e eu levantei-me imediatamente, sendo acompanhado pelos outros. Foi aí que eu tentei contar quantos éramos. No total vi dezanove cabeças: seis raparigas e treze rapazes. Dirigimo-nos para a porta aberta e entrámos no espaçoso gabinete. Olhei ao meu redor. Era a minha primeira vez ali dentro e fiquei estupefacta com a quantidade de objetos dispostos em prateleiras que iam desde a altura da minha cabeça ao teto. Pelas paredes, estavam pregados quadros com retratos e fotografias de outros homens, cronologicamente ordenados, que pareciam ser os antigos presidentes daquele campus. O interior do gabinete era apenas preenchido por uma grande secretária com pilhas de papéis, um computador e um telefone que estava ligado diretamente à secretária dele. Naquele dia, tinham sido acrescentadas cadeiras acolchoadas e sofás - para além das duas poltronas que já lá existiam - para que todos os agentes tivessem algum sítio onde se sentar. O gabinete cheirava a livros antigos para o cheiro era pouco notado já que o espaço era limpo praticamente todos os dias da semana, o que fazia os móveis ganhar um cheiro de "quase novo".
    Rigby indicou-nos os sofás e cadeiras, que aparentavam ser muito caros, e cada um sentou-se num lugar vago à sua escolha. Vimo-lo dirigir-se à sua cadeira luxuosa de executivo atrás da sua secretárias logo após fechar a porta do gabinete.
    "Espero que o homem tenha uma boa justificação para nos ter chamado aqui. Interrompi o meu treino avançado que implicava utilizar armas de fogo." Pensei, fazendo uma careta. Na verdade, sempre tive uma paixão por elas.
    -  Bom, chamei-vos aqui agentes, porque tenho um importante comunicado a fazer. - Começou, olhando para cada um de nós com uma cara séria. - Têm ocorrido desaparecimentos demasiado suspeitos para serem ignorados. Pessoas importantes espalhadas pelos cantos da Terra desapareceram sem deixar rasto e as autoridades já estão a investigar os casos, que, infelizmente, não são poucos. Pelas informações que conseguimos recolher através da espionagem, todos os desaparecidos foram vistos pela última vez em lugares públicos ou em lugares lotados como nas festas. Como foram a locais diferentes, não podemos suspeitar diretamente do dono da tal festa ou da tal loja. São, ao todo, mais de vinte e sete desaparecidos e todos da mesma categoria na sociedade. - Ele fez uma pausa para que pudéssemos digerir toda a informação.
    Eu já estava habituada a ouvir falar de desaparecimentos e de raptos que outros agentes tiveram de resolver no exterior mas o que mais me surpreendeu foi o número de desaparecidos. Mais de 27? Quem é que consegue fazer vinte e sete pessoas importantes para a sociedade desaparecer assim do nada?
    -  Continuando... Acho que já perceberam porque vos chamei aqui, certo? - Todos assentimos com um aceno de cabeça. Seríamos enviados em missão. - Cada um de vocês será enviado para locais diferentes para investigar os casos. Já sabem as regras. partirão dentro de três dias por isso preparem-se, treinem e discutam estratégias com os vossos mentores que vos ajudem na vossa investigação. O arsenal irá dar-vos engenhos necessários no dia da partida. E vou-vos dar agora uns ficheiros digitais com as identidades de todos os desaparecidos e algumas informações extra. - Disse, enquanto abria uma gaveta da sua secretária e tirava vinte pen-drives de 24 GB e distribuía por todos nós. - Daqui a três dias, os vossos mentores entregar-vos-ão outro ficheiro, dessa vez impresso, onde terão escritas informações recolhidas sobre a pessoa que devem proteger. Vocês não serão os únicos a irem nesta missão. Escolhemos mais de duzentos agentes já que existem mais de duzentas pessoas para proteger e vigiar. Mais tarde irei chamar outro grupo. Boa sorte agentes, vemo-nos em três dias no arsenal. - Assentimos e levantámo-nos.
    Saí rapidamente daquela sala, que já estava a ficar abafada, e fui diretamente para a cantina. Já não comia desde o almoço e a ansiedade fez a fome voltar. Fui comprar duas maçãs, uma vermelha e outra verde, e fui para o exterior comer. Sentei-me na relva e encostei-me ao tronco da árvore com a maior copa - que mesmo assim não era muito grande - do jardim. Fiquei a admirar o céu limpo e o jardim muito bem cuidado enquanto comia as minha maçãs. Ia sempre para ali quando queria ficar sozinha para descansar ou pensar já que o jardim acabava por ser um sítio calmo e tranquilo. A única coisa que me incomodava um pouco naquele ambiente de "quase paz" era o ar ligeiramente abafado por causa da rede protetora que protegia todo o perímetro do campus de olhares curiosos. Eu pertencia a um grupo secreto que treinava espiões para investigar os casos mais complicados que ocorriam por todo o mundo. Por essa razão, o campus criou um campo de forças que, de alguma forma que eu ainda não percebi, consegue ocultar a sede do exterior. Era como se o torna-se... invisível...
    Sempre tive curiosidade em saber o que havia do lado de fora dos altos muros que rodeavam o campus. Vivo aqui desde que me lembro e quando se entra, não se volta a sair, a não ser se estivermos em missão. Desde pequenos que somos treinados para qualquer tipo de área e habilidade. Cada um dos agentes tem um horário restrito que tem de cumprir obrigatoriamente senão, é-lhe atribuído um castigo. O meu horário é extremamente rígido já que foram os meus pais que o fizeram, sem nem pedir a minha opinião. Acordo às seis da manhã e às seis e cinco, a água fria fica disponível no meu quarto. Tenho cerca de quinze minutos disponíveis de água gelada. Depois, às seis e meia, desço para a cantina para tomar o pequeno-almoço e, às sete horas, troco-me para um roupa mais desportiva e dou vinte voltas à pista de atletismo do campus. Normalmente, isso duraria pouco menos de uma hora. Às oito, tomo outro duche nos balneários da área das atividades e às nove começam as aulas. Os meus pais quiseram que eu tivesse aulas tanto de manhã como à tarde e, entre as duas sessões, tenho um intervalo de duas horas que começa ao meio dia para puder almoçar. A sessão da tarde acaba às dezassete e, volto ao meu quarto para me trocar novamente e vou dar mais dez voltas à pista de atletismo como aquecimento para os treinos particulares que começam logo em seguida nos pavilhões. Lá, treino uma habilidade diferente todos os dias, pratico um desporto que mantenha a minha capacidade motora no máximo ou  faço reforço físico intensivo. Os meus treinos durão cerca de duas horas e meia. Às vinte horas, depois de ser dispensada dos treinos, tenho quarenta e cinco minutos livres que posso utilizar para descansar um pouco ou fazer os trabalhos de casa. Às vinte e quarenta e cinco, a água fica novamente disponível no meu quarto e proveito para tomar um duche rápido para que, às vinte e uma horas, esteja pronta e fresca para jantar. Depois do jantar, estou livre de toda a pressão do horário até às vinte e três e meia, hora em que a luz é desligada.
    Já ouvi casos em que agentes enlouqueceram por causa dos horários demasiado exaustivos e rígidos que os pais lhes atribuíam, o que levou ao Presidente do campus do momento a obrigar os pais a modificar alguma coisa. Eu sabia que o meu horário era muito rígido, talvez demasiado, e que as minhas olheiras eram bem visíveis, mas eu queria mostrar aos meus pais que eles podem estar orgulhosos de mim pois eu sou forte e resistente e não era um horário como aquele que me ia deitar abaixo. Afinal, quando mais difícil o nosso treino for, mais fácil será para nós aplicá-lo durante as missões, certo?
    Hoje era para eu ter ido treinar com armas de fogo aos pavilhões mas aquela "emergência" interrompeu-me o horário. Eu estava à espera desta aula à muitos dias. Da última vez que peguei numa arma de fogo foi à quase duas semanas e já começava a sentir saudades de sentir aquele peso nas mãos e da adrenalina de pressionar o gatilho.
    Sorri com o pensamento, fechei os olhos e deixei o meu corpo relaxar encostado ao tronco da árvore e protegido do Sol pela pouca folhagem da árvore. Tinha até ao jantar para descansar já que os treinos foram cancelados. Mas o clima foi interrompido quando senti que alguém me observava. Abri os olhos e pude ver que à minha frente estava um rapaz que me pareceu muito familiar. Ele parecia ter a minha idade mas não me estava a conseguir lembrar de onde é que eu o conhecia.
    -  Olá. - Disse ele, sorrindo e estendendo-me a mão para me ajudar a levantar. Aceitei a sua ajuda de bom grado e pus-me em pé. Ele era consideravelmente mais alto que eu, aí uns oito centímetros de diferença.
    -  Olá.
    -  Sou o Ethan, vimo-nos lá no gabinete. - Esclareceu. Ele continuava a sorrir gentilmente.
    -  Sou a Lauren. - Disse sorrindo também. Ele parecia-me ser bastante simpático.
    -  Então... O que fazias aí sentada?
    -  A descansar. Porquê?
    -  Eh por nada. Foi só curiosidade. - Disse atrapalhando-se nas palavras e levando a mão à parte detrás do pescoço. Ele estava envergonhado. Vi isso através das suas expressões faciais; Ele entortou os lábios ligeiramente.
    -  Também não tinha mais nada que fazer. Os treinos foram cancelados por causa da reunião com os agentes e eu tinha o meu agora.
    -  Hum... Porque é que não vens treinar comigo?
    Olhei para ele e franzi a testa. Como assim treinar com ele? Será que ele não ouviu o que eu disse sobre os treinos terem sido cancelados? E ele não sabe que é proibido que os agentes treinem juntos, a não ser que sejam irmãos?
    -  Então mas não é pr...
    -  Proibido agentes treinarem juntos? Sim, é. A não ser que ninguém veja, certo? - Disse com um sorriso travesso.
    Ri com o atrevimento dele.
    -  Está certo, tens razão. - Disse ainda rindo.
    -  De agora em diante, vais-te aperceber que eu tenho sempre razão. - Disse sobressaindo o "sempre".
    -  Nada convencido tu. - Disse, ironicamente. - Agora, voltando ao assunto do "treinar-juntos-sem-ninguém-ver-porque-é-proibido". Onde é que estás a pensar fazer isso? O campus está equipado por câmaras de vigilância por todos os cantos.
    -  Errado. Do outro lado do campus há um pequeno aglomerado de árvores onde se vai buscar madeira para as lareiras dos quartos, da sala comum e da sala de jantar. É para lá que eu vou quando quero treinar sem ter pessoas a dar-me ordens de minuto a minuto. Eles só vão buscar a madeira na época do frio por isso estou lá á vontade, pelo menos por enquanto.
    -  E como é que sabes que não há câmaras de vigilância lá? - Perguntei um pouco desconfiada.
    -  Porque, quando voltei da minha primeira missão, levei os óculos escuros emprestados para investigar todo o campus e ver o seu sistema de segurança. Até fiz um mapa e tudo com todas as câmaras de vigilância e a planta dos edifícios e... passagens secretas! - Disse orgulhoso.
    -  Passagens secretas? A sério? - Perguntei espantada. Ele assentiu com um sorriso enorme. - Que fixe!
    -  Mostro-to se vieres comigo treinar.
    Pensei um pouco antes de responder. Mas, afinal, de que modo podia eu desconfiar dele? Os óculos escuros criados pelos cientistas do campus são infalíveis. Têm infinitas funções como, visão raio-X ou visão com infra-vermelhos.
    -  E porque quererias tu que eu fosse treinar contigo?
    -  Bem, treinar sozinho é um bocado aborrecido, sabes?
    -  Huhum... Ok, eu vou contigo.
    -  Fixe. Não te vais arrepender. - Disse sorrindo. - Vamos?
    -  Sim, vamos. É por onde? - Perguntei, curiosa.
    -  Não sabes? - Perguntou ele por sua vez agora confuso.
    -  Na verdade, nunca tive oportunidade de ir passear pelo campus. Estive sempre presa nesta zona por causa do meu horário.
    -  É uma pena pois podias apreciar muita coisa.
    O caminho era um pouco comprido mas ficámos a conversar para passar o tempo. Como tínhamos muito tempo, ele foi-me mostrando e apontando as coisas pelo campus e a explicar-me para que serviam - como uma visita guiada. Afinal, não tínhamos pressa nenhuma.
    Ele era muito simpático e fazia piadas a toda a hora, fazendo-me rir com uma vontade que nunca senti. Na verdade, nunca tive motivos para rir. Os meus pais não me deixavam fazer amizades pois diziam que os treinos eram muito mais importantes e eu nunca me atrevi a desrespeitar o horário que eles me fizeram. Nenhum agente que eu conheça tem aulas tanto de manhã como à tarde. No início do ano, eles escolhem uma das sessões e ficam com três horas livres durante a outra sessão de aulas. Mas eu não sou assim. Só tenho aulas de manhã e à tarde porque os meus pais praticamente imploraram de joelhos ao nosso presidente Rigby. Não gostei da escolha, não gostei de ser tão diferente dos outros e não gostei de ser impedida de fazer amizades, mas não reclamei por isso, não tive... coragem suficiente para enfrentar os meus pais.
    -  À pouco disseste que nunca saías dali por causa do teu horário.
    -  Pois disse. Faço as duas sessões de aulas.
    -  O quê? Porquê? - Perguntou ele, visivelmente chocado e confuso. - Isso não tinha sido proibido por causa daqueles casos de depressões que os agentes tinham?
    -  Sim, isso foi proibido. Mas os pais praticamente imploraram de joelhos em frente do Rigby para que ele me deixasse fazer as duas sessões.
    -  Mas foste tu que quiseste?
    -  Não... Foram os meus pais que me fizeram o horário no início do ano. - Fiz uma pausa e respirei fundo. - Aliás, eles fazem o meu horário todos os anos.
    -  E tu não dás opinião sobre isso?
    -  Não me atrevo a fazê-lo. Os meus pais são demasiado sérios e eu quero provar-lhes que consigo aguentar com o horário.
    -  Quanto tempo é dormes por dia?
    -  Hum... - Contei pelos dedos e apercebi-me do quão pouco era. - Umas seis horas e meia.
    -  Isso é muito pouco para o que tens de aguentar diariamente! - Repreendeu ele. - Nem se quer tens aquelas três horas livres que toda a gente usa para descansar.
    -  Eu sei.
    -  Tens aí o teu horário?
    -  Tenho. - Respondi. Tirei o pequeno aparelho eletrónico de dentro do bolso das calças e entreguei-lho.
    Todos os agentes tinham um igual. Era pequeno, cabia na palma da minha mão, mas era o suficiente para guardar o horário que estava sempre presente na tela.
    -  Não tens quase tempo nenhum para descansar. E, para além de fazeres as duas sessões de aulas fazes também duas sessões de corrida.
    -  Como assim? - Perguntei um pouco confusa. Inclinei-me para observar o meu horário e ele estava... normal.
    -  Tu fazes vinte voltas de manhã e dez à tarde.
    -  E então? Tu também não fazes?
    -  Não. Eu só faço as voltas antes do treino. E são vinte.
    -  Eu só faço mais dez que tu. Não há grande diferença. - Disse com um encolher de ombros. Estendi-lhe a mão e ele devolveu-me o objeto e eu aproveitei para o voltar a guardar dentro do bolso das calças.
    -  Mesmo assim... Não achas que estás a fazer demasiado esforço? Quer dizer... Não te sentes cansada ao fim do dia?
    -  Bem, sim um pouco.
    -  Então porque é que não pedes aos teus pais para mudar?
    -  Já está tudo escolhido. Agora não podemos voltar atrás.
    -  Hum...
    O assunto morreu ali mas eu preferi assim. Também não gostei da escolha dos meus pais mas também não gosto que os outros os contrariem por causa dessa escolha. Eu respeito-os mesmo sendo contra a minha opinião.

(...)

    O aglomerado de árvores não era nem muito grande nem muito pequeno e não ocupava muito espaço. Segundo Ethan, era o suficiente para alimentar todas as lareiras do campus e ainda sobrava. Ele mostrou-me o sítio onde costumava treinar às escondidas. A clareira ficava mesmo no centro da floresta e, ao seu redor, estavam bonecos feitos em madeira pendurados em vários ramos de árvore que serviam de alvos. Só o mais estranho era que Ethan não usava armas de fogo como arma. Ele usava uns arcos estranhos com uma espécie de setas a substituir as munições.
    -  O que é isto? - Perguntei enquanto pegava no estranho objeto com as mãos.
    -  Isso é chamado de arco e estas... - Disse enquanto pegava num aglomerado de ramos perfeitamente trabalhados. - São chamadas de setas. Este desporto chama-se Tiro ao Alvo ou Arco e Flecha, como a pessoa preferir.
    -  Foste tu que inventas-te esse desporto? - Na verdade, a pergunta que fiz não fazia o mínimo sentido já que, para ser desporto, várias pessoas teriam de o praticar.
    Ele riu-se.
    -  Não. Foi o meu pai que me ensinou quando voltou de uma das suas missões aos Jogos Olímpicos. Ele foi investigar o que havia de errado com os competidores já que eles estavam a adoecer de uma forma muito suspeita. Foi aí que ele assistiu a uma prova de Tiro ao Alvo e ele ensinou-me a fazer uma arco e umas flechas.
    -  E ele deixa-te vir para aqui treinar?
    -  Claro. Porque não deixaria? Afinal, não estou a quebrar nenhuma regra pois não?
    Pensei um pouco no que ele tinha dito e de facto ele tinha razão... novamente.
    -  Sim, tens razão.
    -  Outra vez! - Vangloriou-se ele e eu tive de me rir da postura dele. Ele tinha o pé apoiado um tronco caído e fazia uma pose digna de fotografia exposta num museu de artes. 
    Ele ensinou-se a usar o Arco e Flechas e passamos uma tarde bastante divertida. Foi de longe o melhor treino em que já participei; Sem ninguém a dar-me ordens a toda a hora e a corrigir-me pelo meu mínimo erro. Além disso, o facto de estarmos no meio das árvores dava um ambiente mais calmo ao treino. Diverti-me imenso, até demasiado, pois, quando demos conta da hora, o jantar já devia estar a ser servido às mesas. Por sorte não fomos apanhados pelos funcionários que passeavam pelos corredores do edifício.


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Este foi o primeiro capítulo da minha fanfic sobre o JB
Espero que gostem. Afinal, é a minha primeira fic
Vemo-nos no próximo capítulo! Beijos

- Bia

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