Capítulo 2 (2581 palavras)
Lauren Adams's POV
3 dias depois...
Era o dia da partida. Muitos seriam enviados para um país chamado Estados Unidos da América, ou EUA para abreviar, e eu não era excepção. Cada agente tinha sido escolhido para proteger a pessoa que estava indicada no ficheiro que recebeu dos seus mentores naquela manhã.
Só nos era permitido levar uma mochila com uma muda de roupa e o equipamento. Cada agente recebeu um maço de dólares, que eram a moeda internacional, trinta escutas microscópicas que estavam ligadas a uma maior que se podia pôr à volta da orelha, dois intercomunicadores que se podiam esconder atrás da orelha, um aparelho chamado de telemóvel que tinha várias aplicações, um par de óculos-espião, um relógio de pulso com várias utilidades, uns binóculos muito potentes, lentes de contacto com infravermelhos, um portátil pequeno, duas pen-drives vazias, um mini helicóptero telecomandado com várias funções e um cinto de utilidades. Claro que não nos podíamos esquecer das armas de fogo: Uma Gock 18 e uma AEK-971 desmontada acompanhadas por várias caixas com munições e ainda uma caixa com mini granadas, que, apesar de serem pequenas, provocavam uma explosão enorme e que, felizmente, não corriam o perigo de explodir caso a mochila sofresse algum impacto.
- Para os aviões! - Exclamou o nosso Sr. Rigby através do seu altifalante.
Estava na hora. Chegou a minha hora de provar que sou capaz de completar a minha missão e que já sou independente.
Cada um dos agentes dirigiu-se ao avião que os levaria ao destino e eu entrei no maior de todos, o que me levaria para os Estados Unidos. Escolhi um lugar ao fundo do avião a jato e sentei-me no cadeirão acolchoado rodeado de funcionalidades que eu nunca tinha visto. Tirei a mochila das costas e coloquei-a num compartimento que havia ao lado da cadeira. O embarque levaria apenas alguns minutos já que não se podiam tolerar atrasos. Olhei pela janela e vi os enormes portões de metal pesado a abrirem-se ao longe na pista. Os portões assinalavam o local de saída e indicavam ao piloto que, quando os atravessasse já teria de estar a pelo menos três metros do chão. Nessa altura, o escudo que rodeava o campus seria desativado e ativar-se-ia logo a seguir à partida de todos os aviões.
Estava tão distraída com os meus pensamentos que não reparei quando alguém se sentou ao meu lado e se ajeitou na cadeira. Só me apercebi da sua presença quando este tocou no meu braço levemente, fazendo-me dar um pulo na cadeira. Olhei para a pessoa, ainda um pouco surpreendida e vi que era Ethan. Ele riu da minha cara e eu sorri-lhe também.
- O que é que estás aqui a fazer? - Perguntei-lhe.
- Ora, o mesmo que tu acho eu.
- Hum, sim ok. Não era bem esta a minha pergunta. O que eu queria perguntar é o que... Argh Esquece! Fiquei confusa agora!
Ele riu-se novamente.
- Estou aqui porque vou proteger uma pessoa aos Estados Unidos, tal como tu.
- E quem vai ser essa pessoa? - Perguntei curiosa.
- Hum... Não vou dizer.
- O quê? Porquê?
- Gosto de manter o suspance. E quem é que te calhou a ti?
- Se tu não me dizes, achas mesmo que eu também te vou dizer? - Perguntei, erguendo a sobrancelha direita.
- Hum ok. Então diz-me só as iniciais da pessoa que vais proteger e eu digo as iniciais da pessoa que eu vou proteger. - Propôs.
- Está bem.
- Diz tu primeiro.
- Não diz tu.
- Senhoras primeiro. Sou um cavalheiro por isso dou-lhes sempre passagem.
- Idiota. - Resmunguei, cruzando os braços. - JB.
- SG. Pronto, não chegámos a lado nenhum.
- Não chegávamos a nenhum lado de qualquer maneira. - Disse, encolhendo os ombros em sinal de indiferença.
- Para que estado é que vais? - Perguntou-me.
- Estado? - Fiquei um pouco confusa.
- Sim. Bem, sabes... os Estados Unidos da América estão divididos em cinquenta estados. E cada pessoa vive em casas diferentes por isso vamos ser env...
- Sim, eu sei disso. Vamos ser enviados para sítios diferentes! Eu não sou burra. Hoje não estou nos meus dias.
- Então para que estado é que vais?
- Geórgia. E tu?
- Vou para a Califórnia. Los Angeles para especificar.
- Vou para Atlanta. Vi umas imagens da cidade no ficheiro sobre o JB e olha que não parece ser nada mau. Tem uns prédios enormes e havia milhares de carros nas ruas. - Disse-lhe com entusiasmo.
Eu estava ansiosa para conhecer Atlanta. Aliás, eu estava ansiosa até para ver o pó da cidade já que nunca saí do campus. Estava realmente ansiosa para conhecer o mundo lá fora. Foi então que me lembrei de lhe perguntar uma coisa. Ele não parecia assim tão entusiasmado como eu por sair do campus e esse comportamento fez-me desconfiar um pouco.
- Esta é a tua primeira missão? - Perguntei.
- Na verdade não. Vai ser... - Ele contou pelos dedos. - A minha terceira na verdade. - Completou com um sorriso.
- Terceira? Mas quantos anos é que tu tens? - Perguntei surpresa.
Os agentes só podiam ir em missão a partir dos dezasseis.
- Eu tenho dezoito.
- A sério? - Perguntei olhando-o de alto a baixo. - Não pareces nada ter dezoito anos.
- E isso é bom? - Perguntou.
- Bem, depende do que tu quiseres dizer com bom. Tu tens dezoito anos mas não pareces. Pareces... digamos... ahm... mais novo. - Completei franzindo a testa e estreitando os olhos.
Ele riu-se e eu soltei o ar, aliviada. Pensei que ele ia fazer algum comentário menos apropriado para a ocasião.
- E a mim parece-me que tens dezasseis e esta é a tua primeira missão ao exterior. - Ele riu novamente.
- É... Pois... - Fiquei um pouco envergonhada quando me apercebi das figuras que tinha feito. - E tu tens razão! Outra vez. - Disse apercebendo-me da verdade.
- Eu já te disse isto tantas vezes que já perdi a conta. - Dizia ele enquanto se ria.
- Foram três vezes. - Disse, mas ele ignorou-me.
- Eu tenho SEMPRE razão!
- Agora quatro. - Bufei entediada.
Não estava a perceber o que é que aquilo tinha de engraçado mas acabei por cair na tentação do riso já que a risada dele era muito contagiante. Mas fomos interrompidos pelo piloto do jato a falar pelo intercomunicador.
"Agentes, já estamos todos a bordo do jato. Apertem os cintos de segurança e guardem as vossas bagagens nos compartimentos por favor. A viagem até ao primeiro destino durará cerca de oito horas. Faremos várias paragens ao longo do território dos Estados Unidos da América e cada agente sairá na sua devida paragem. Obrigado pela atenção. Boa viagem."
Houve silêncio nos primeiros minutos mas a algazarra voltou quando os motores do jato começaram a funcionar.
- Quantos lugares é que este jato tem? - Perguntei curiosa.
Vi Ethan olhar em volta.
- Hum... Talvez... Uns cem?
- Há assim tantos lugares?
- Estou a contar as filas. - Avisou ele, enquanto virava a cabeça de um lado para o outro. - Vinte e seis filas. Duas cadeiras em cada lado. Ou seja, cada fila tem quatro lugares.
- Isso dá cento e quatro cadeiras.
- Estava lá perto. - Disse encolhendo os ombros.
Ficámos à conversa durante quase duas horas. Fizemos silêncio quando o jato descolou e fiquei a apreciar a vista do deserto da Austrália durante quase trinta minutos. A conversa continuou e Ethan descrevia-me o mundo lá fora: As paisagens, os estranhos animais, o modo das pessoas de vestirem e andarem. Parecia tudo tão diferente do que acontecia no interior do campus...
Mas com a turbulência e com a suavidade do jato a rasgar o ar, o sono acabou por chegar à minha mente.
- Aonde? - Perguntei sonolenta. Assustei-me com o tom da minha voz. Estava rouca.
- Los Angeles.
- Não sou eu. - Voltei a fechar os olhos e recostei-me no assento, tentando voltar a adormecer.
Mas aquela mão não me parava de tocar.
- O que é que queres?! - Quase gritei, chamando a atenção de alguns agentes que estavam acordados.
- Ei, calma então? - Riu-se ele. - É a minha paragem.
- E?
- E não me queres ver a ir embora?
- Que chato!
- Ui! Irritadinha! - Ele voltou a rir.
- Paras de rir? Isto não tem piada! Estou a morrer de sono e fico extremamente irritada quando alguém me acorda!
- Ahahah! - Ele continuava a rir, agora mais baixo. Estreitei os olhos na direção dele como um aviso. Ele olhou para mim e foi parando aos poucos. - Ahah... Ah... A... Pois, ok. Parei.
"Agentes, estamos prestes a aterrar em Los Angeles. Estamos num voo não autorizado por isso, preparem-se já para sair pois teremos de levantar voo logo a seguir. Obrigado." - Avisou o piloto novamente através do intercomunicador.
- Sou eu!
- É... Boa sorte. Deixa-me dormir. - Resmunguei e reencostei-ao me banco fechando os olhos em seguida.
- Ok.
Entreabri um pouco o olho esquerdo e pude vê-lo levantar-se e tirar a sua mochila do compartimento. Engoli o orgulho e tirei o cinto.
- Estás a fazer o quê? - Perguntou-me ele visivelmente confuso.
- A despedir-me. - Respondi de forma simples.
Levantei-me do banco e estiquei o meu corpo para cima para poder chegar aos ombros dele e envolvê-lo num abraço apertado que ele não demorou muito a devolver.
- Boa sorte, Lauren. - Disse, perto do meu ouvido.
- Boa sorte, Ethan.
- Vai ser fácil. Não te deixes levar pelo medo e pelo entusiasmo de ser a tua primeira missão.
- Não vou, obrigada. - Disse, deixando um sorriso escapar dos meus lábios.
"Os agentes que vão sair, que se dirijam para a porta e se agarrem aos corrimões. Vamos aterrar."
Ethan separou-se de mim e deu-me um sorriso reconfortante.
- Vou embora. Tchau. Vemo-nos daqui a algum tempo. - Disse, depositando em seguida um beijo no topo da minha cabeça.
Sorri envergonhada com o ato carinhoso dele e respondi:
- Tchau.
Ele pegou na mochila e juntou-se a um grupo de agentes que estavam já agarrados ao tal corrimão. Voltei a sentar-me e olhei pela janela e só tive tempo de ver as silhuetas das árvores a passar a alta velocidade antes de sentir o jato dar um solavanco. Senti o meu coração a acelerar e pus o cinto rapidamente agarrando-me com toda a minha força aos braços do assento. Era a minha primeira vez a andar em algo como aquilo e a aterragem brusca assustou-me. Senti o jato parar a pouco e pouco até que parou totalmente.
"Porta aberta. Podem abandonar agentes. Boa sorte."
Olhei para onde Ethan estava e vi-o já à porta, mesmo atrás de outro agentes que estava prestes a saltar. Ele olhou para mim e acenou-me. Acenei-lhe de volta e vi-o saltar atrás do outro. Foi aí que me lembrei: A porta do avião ficava a vários metros do chão; Como é que eles podiam saltar lá para baixo sem se magoarem?
"Porta fechada. Todos os agentes estão lá fora. Vamos levantar voo novamente. A próxima paragem será dentro de vinte e dois minutos."
Reencostei-me no assento e voltei a fechar os olhos. A minha saída seria numa das últimas paragens já que o piloto viajaria de Oeste para Este e a Georgia ficava na costa ocidental dos Estados Unidos da América.
- Sim, eu sei disso. Vamos ser enviados para sítios diferentes! Eu não sou burra. Hoje não estou nos meus dias.
- Então para que estado é que vais?
- Geórgia. E tu?
- Vou para a Califórnia. Los Angeles para especificar.
- Vou para Atlanta. Vi umas imagens da cidade no ficheiro sobre o JB e olha que não parece ser nada mau. Tem uns prédios enormes e havia milhares de carros nas ruas. - Disse-lhe com entusiasmo.
Eu estava ansiosa para conhecer Atlanta. Aliás, eu estava ansiosa até para ver o pó da cidade já que nunca saí do campus. Estava realmente ansiosa para conhecer o mundo lá fora. Foi então que me lembrei de lhe perguntar uma coisa. Ele não parecia assim tão entusiasmado como eu por sair do campus e esse comportamento fez-me desconfiar um pouco.
- Esta é a tua primeira missão? - Perguntei.
- Na verdade não. Vai ser... - Ele contou pelos dedos. - A minha terceira na verdade. - Completou com um sorriso.
- Terceira? Mas quantos anos é que tu tens? - Perguntei surpresa.
Os agentes só podiam ir em missão a partir dos dezasseis.
- Eu tenho dezoito.
- A sério? - Perguntei olhando-o de alto a baixo. - Não pareces nada ter dezoito anos.
- E isso é bom? - Perguntou.
- Bem, depende do que tu quiseres dizer com bom. Tu tens dezoito anos mas não pareces. Pareces... digamos... ahm... mais novo. - Completei franzindo a testa e estreitando os olhos.
Ele riu-se e eu soltei o ar, aliviada. Pensei que ele ia fazer algum comentário menos apropriado para a ocasião.
- E a mim parece-me que tens dezasseis e esta é a tua primeira missão ao exterior. - Ele riu novamente.
- É... Pois... - Fiquei um pouco envergonhada quando me apercebi das figuras que tinha feito. - E tu tens razão! Outra vez. - Disse apercebendo-me da verdade.
- Eu já te disse isto tantas vezes que já perdi a conta. - Dizia ele enquanto se ria.
- Foram três vezes. - Disse, mas ele ignorou-me.
- Eu tenho SEMPRE razão!
- Agora quatro. - Bufei entediada.
Não estava a perceber o que é que aquilo tinha de engraçado mas acabei por cair na tentação do riso já que a risada dele era muito contagiante. Mas fomos interrompidos pelo piloto do jato a falar pelo intercomunicador.
"Agentes, já estamos todos a bordo do jato. Apertem os cintos de segurança e guardem as vossas bagagens nos compartimentos por favor. A viagem até ao primeiro destino durará cerca de oito horas. Faremos várias paragens ao longo do território dos Estados Unidos da América e cada agente sairá na sua devida paragem. Obrigado pela atenção. Boa viagem."
Houve silêncio nos primeiros minutos mas a algazarra voltou quando os motores do jato começaram a funcionar.
- Quantos lugares é que este jato tem? - Perguntei curiosa.
Vi Ethan olhar em volta.
- Hum... Talvez... Uns cem?
- Há assim tantos lugares?
- Estou a contar as filas. - Avisou ele, enquanto virava a cabeça de um lado para o outro. - Vinte e seis filas. Duas cadeiras em cada lado. Ou seja, cada fila tem quatro lugares.
- Isso dá cento e quatro cadeiras.
- Estava lá perto. - Disse encolhendo os ombros.
Ficámos à conversa durante quase duas horas. Fizemos silêncio quando o jato descolou e fiquei a apreciar a vista do deserto da Austrália durante quase trinta minutos. A conversa continuou e Ethan descrevia-me o mundo lá fora: As paisagens, os estranhos animais, o modo das pessoas de vestirem e andarem. Parecia tudo tão diferente do que acontecia no interior do campus...
Mas com a turbulência e com a suavidade do jato a rasgar o ar, o sono acabou por chegar à minha mente.
(...)
Fui acordada por uma mão que insistia em me abanar no assento. Abri os olhos irritada e olhei para a pessoa que eu teria que matar. E quem é que era? Ethan.
- Já estamos a chegar. - Disse ele sorrindo.
- Los Angeles.
- Não sou eu. - Voltei a fechar os olhos e recostei-me no assento, tentando voltar a adormecer.
Mas aquela mão não me parava de tocar.
- O que é que queres?! - Quase gritei, chamando a atenção de alguns agentes que estavam acordados.
- Ei, calma então? - Riu-se ele. - É a minha paragem.
- E?
- E não me queres ver a ir embora?
- Que chato!
- Ui! Irritadinha! - Ele voltou a rir.
- Paras de rir? Isto não tem piada! Estou a morrer de sono e fico extremamente irritada quando alguém me acorda!
- Ahahah! - Ele continuava a rir, agora mais baixo. Estreitei os olhos na direção dele como um aviso. Ele olhou para mim e foi parando aos poucos. - Ahah... Ah... A... Pois, ok. Parei.
"Agentes, estamos prestes a aterrar em Los Angeles. Estamos num voo não autorizado por isso, preparem-se já para sair pois teremos de levantar voo logo a seguir. Obrigado." - Avisou o piloto novamente através do intercomunicador.
- Sou eu!
- É... Boa sorte. Deixa-me dormir. - Resmunguei e reencostei-ao me banco fechando os olhos em seguida.
- Ok.
Entreabri um pouco o olho esquerdo e pude vê-lo levantar-se e tirar a sua mochila do compartimento. Engoli o orgulho e tirei o cinto.
- Estás a fazer o quê? - Perguntou-me ele visivelmente confuso.
- A despedir-me. - Respondi de forma simples.
Levantei-me do banco e estiquei o meu corpo para cima para poder chegar aos ombros dele e envolvê-lo num abraço apertado que ele não demorou muito a devolver.
- Boa sorte, Lauren. - Disse, perto do meu ouvido.
- Boa sorte, Ethan.
- Vai ser fácil. Não te deixes levar pelo medo e pelo entusiasmo de ser a tua primeira missão.
- Não vou, obrigada. - Disse, deixando um sorriso escapar dos meus lábios.
"Os agentes que vão sair, que se dirijam para a porta e se agarrem aos corrimões. Vamos aterrar."
Ethan separou-se de mim e deu-me um sorriso reconfortante.
- Vou embora. Tchau. Vemo-nos daqui a algum tempo. - Disse, depositando em seguida um beijo no topo da minha cabeça.
Sorri envergonhada com o ato carinhoso dele e respondi:
- Tchau.
Ele pegou na mochila e juntou-se a um grupo de agentes que estavam já agarrados ao tal corrimão. Voltei a sentar-me e olhei pela janela e só tive tempo de ver as silhuetas das árvores a passar a alta velocidade antes de sentir o jato dar um solavanco. Senti o meu coração a acelerar e pus o cinto rapidamente agarrando-me com toda a minha força aos braços do assento. Era a minha primeira vez a andar em algo como aquilo e a aterragem brusca assustou-me. Senti o jato parar a pouco e pouco até que parou totalmente.
"Porta aberta. Podem abandonar agentes. Boa sorte."
Olhei para onde Ethan estava e vi-o já à porta, mesmo atrás de outro agentes que estava prestes a saltar. Ele olhou para mim e acenou-me. Acenei-lhe de volta e vi-o saltar atrás do outro. Foi aí que me lembrei: A porta do avião ficava a vários metros do chão; Como é que eles podiam saltar lá para baixo sem se magoarem?
"Porta fechada. Todos os agentes estão lá fora. Vamos levantar voo novamente. A próxima paragem será dentro de vinte e dois minutos."
Reencostei-me no assento e voltei a fechar os olhos. A minha saída seria numa das últimas paragens já que o piloto viajaria de Oeste para Este e a Georgia ficava na costa ocidental dos Estados Unidos da América.
(...)
"Agentes, estamos prestes a aterrar em Atlanta. Estamos num voo não autorizado por isso, preparem-se já para sair pois teremos de levantar voo logo a seguir. Obrigado."
O piloto tinha repetido a mesma mensagem durante toda a viagem. A única coisa que mudava era o nome da cidade.
Já estava acordada à tempo suficiente para assistir a mais três aterragens do jato e já me tinha habituado aos solavancos que este dava quando chocava com a terra firme. Perdi o sono todo quando o meu estômago começou a dar voltas por causa da ansiedade da missão. E se eu falhasse? E se não estivesse pronta para me tornar uma agente oficial? Já tinha ouvido falar de agentes que tinham falhado na primeira missão e que foram alvo de chacota por causa disso. E agora o medo que isso também me acontecesse assombrava a minha mente.
Fui acordada dos meus pensamentos pelo intercomunicador do jato:
"Os agentes que vão sair, que se dirijam para a porta e se agarrem aos corrimões. Vamos aterrar."
Levantei-me e tirei a mochila do compartimento e fiz exatamente o que Ethan tinha feito. Agarrei-me ao corrimão perto da porta às espera do solavanco que indicava que o avião tinha chegado a terra. Fechei os olhos e agarrei-me com mais força à espera do impacto.
Mas ele nunca mais chegava. Os meus músculos estavam tensos e a minha mente trabalhava a mil
à hora para tentar compreender o motivo de o avião ainda não ter aterrado. Foi então que abri os olhos e o senti. "Já começa bem." pensei com ironia enquanto me agarrava ao corrimão com toda a minha força. Tinha perdido toda a força nos músculos das minhas pernas por causa da espera que eu pensei ser longa, mas que afinal só tinha durado alguns segundos, e sentia que podia cair a qualquer momento.
Felizmente, o jato parou antes que isso acontecesse e eu abri os olhos aliviada. Vi a porta a ser aberta e larguei o corrimão, limpando as mãos suadas ao fato de espião preto. Olhei para o exterior e franzi os olhos imediatamente por causa do Sol da tarde que apontava diretamente para a minha cara.
"Porta aberta. Podem abandonar agentes. Boa sorte."
Com medo de que a porta de fechasse novamente antes que eu pudesse sair, saltei assim como vi os outros fazerem. Como ainda estava com os olhos feridos por causa da luminosidade não vi quando me senti a escorregar por algo liso e duro. E apanhei outro susto quando senti os meus pés a tocar no chão com alguma brutalidade. Virei-me contra o Sol e olhei para o jato e vi que, desde a porta até ao chão, havia um espécie de escorrega amarelo. Vi o jato recolher o escorrega e fechar a porta. Saí rapidamente de perto dele para lhe dar espaço para dar a volta e vi-o levantar voo deixando uma brisa quente e um rasto de pó no ar.
Estava sozinha. Não tinha vindo mais ninguém comigo. Provavelmente, os seus protegidos estavam noutra cidade mais a Este que esta. Tirei a mochila das costas e procurei pelos óculos-espião enquanto sentia a adrenalina a passar pelas minhas veias. Quando os descobri, fechei os olhos e respirei fundo três vezes para me acalmar e, quando o consegui, abri os olhos e pus os óculos. Fechei a mochila e pu-la novamente às costas e respirei fundo mais uma vez antes de me virar novamente para o Sol. Agora que este já não me incomodava a vista, pude ver o recorte dos prédios mais altos do centro da cidade.
"Aqui vou eu, a caminho de Atlanta." pensei.
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Está aqui o segundo capítulo da minha fic. Espero que esteja alguma coisa de jeito.
Como estou de férias até ao dia 1 de Abril, vou tentar postar o máximo que eu conseguir, mas não prometo nada. ;)
Só vos queria deixar um aviso: Dia 25 de Março vou viajar para Itália e só volto no dia 30 de Março e como não vou poder levar o pc para lá, não vou conseguir postar mais nenhum capítulo. Mas prometo que vou tentar recompesar-vos mais tarde.
Deixem os vossos comentários sobre a fic por favor. Gostava que me dessem uma opinião, pode até ser negativa, mas gostava mesmo de saber se está a sair alguma coisa de jeito ou se está a ficar muito mau. Por enquanto não me importo muito se os comentários forem deixados em Anónimo.
Beijoos leitores!
- Bia
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Está aqui o segundo capítulo da minha fic. Espero que esteja alguma coisa de jeito.
Como estou de férias até ao dia 1 de Abril, vou tentar postar o máximo que eu conseguir, mas não prometo nada. ;)
Só vos queria deixar um aviso: Dia 25 de Março vou viajar para Itália e só volto no dia 30 de Março e como não vou poder levar o pc para lá, não vou conseguir postar mais nenhum capítulo. Mas prometo que vou tentar recompesar-vos mais tarde.
Deixem os vossos comentários sobre a fic por favor. Gostava que me dessem uma opinião, pode até ser negativa, mas gostava mesmo de saber se está a sair alguma coisa de jeito ou se está a ficar muito mau. Por enquanto não me importo muito se os comentários forem deixados em Anónimo.
Beijoos leitores!
- Bia
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